Três Mosqueteiros
Minha Vida com os TrigêmeosArquivo de De 2 anos e meio a 3 anos
Ó o passarinho aqui, ó!


Mais uma manhã digna de nota. Estávamos na varanda, ainda estava com o meu café com leite na mão, quando vi o esquilo. Dois deles estão sempre por ali no jardim, porém são espertos e raramente a gente consegue vê-los. Os meninos, ainda de pijamas, calçaram as botas que ficam prontinhas ali porta de casa e correram para flagrar o bichinho. Mas o danado já estava no alto de uma palmeira, escondido entre as folhas. O trio, frustrado, logo encontrou outra atração.
- Tem passarinho aqui dentro!
Lembram-se destas casinhas? Agora eles já reconhecem seus nomes nas portas…
Tripla sertaneja

É cedo. Enquanto mamãe ainda está se espreguiçando na cama, os três fogem para o curral. Sorte que vovô sacou o celular e guardou essa imagem – uma das últimas do trio com dois anos.
O aniversário será comemorado com bolo de chocolate e quitutes da roça, no quentinho da lareira, do nosso jeitinho, ao som das risadas e das histórias que eles têm pra contar. Delícia!
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Participações especiais na foto: burrinho Shrek e fac totum Botina.
Casa dos tios



Brincadeira, banho e soninho na casa do Tio Junior e da Tia Erica.
Obrigada, tios!
Amamos vocês!
Era uma casa



Os meninos ganharam essa casinha da tia Cláudia quando ainda nem andavam e até hoje são loucos por ela.
A casinha ficava na fazenda – revejam esse filme! - mas os meninos gostaram tanto que logo trouxemos aqui pra casa. No início, ela ficava na área coberta do quintal, só depois a passamos para o gramado.
Para eles, pura curtição. Para mim, mais uma evidência de que estão crescendo, porque nem eu nem eles percebemos o quanto crescem a cada dia. Volta e meia batem a cabeça no telhado quando vão entrar na casa, ou quando vão abrir as janelas. Dá uma saudade de quando eram pequenininhos…
De fato, eles crescem e a gente não tem como controlar isso, mas acho que não terei coragem de me desfazer da casinha jamais!
Futebol com a Rosi



Domingo de manhã é hora de jogar futebol e de brincar no parquinho do condomínio com a Rosi.
Obrigada Rosi! Você é demais!
Pra mais de metro
Hoje o trio alcançou seu primeiro metro! A régua-girafa que fica atrás da porta do quarto deles não nos deixa mentir.
Antônio chegou na frente e agora já mede mais de metro. Muita comemoração! Afinal, são 1,094 jardas, 39,37 polegadas ou 3,33 pés de pura sapequice e fofura. Dois e cinco centímetros abaixo estão Joaquim e Oscarzinho esbanjando saúde, charme e simpatia.
E se a bagunça já é grande agora, nesse primeiro metro de vida, imagina quando os marmanjos chegarem quase ao segundo!
Enfim, eles crescem e nós é que alcançamos o céu de tanta alegria.
No meio ou na ponta?

Entrando no carro,
Filho 1: – Mãe, você põe o fighters?
Mãe: – o quê, filho?
Filho 1: – Aquele fighters…
Mãe: – Que fighters, filho?
Filho 1: – O foo fighters!
Mãe: – Ah, claro. Ponho sim.
Filho 2 (indignado): – Nããããão! Eu quero ouvir Incubus!
Filho 3 (mais indignado ainda): – Nãããão! Põe o tio Duda! (Supertrunfo, banda de uns amigos)
Toda vez que a família entrava no carro era essa briga, cada um queria uma coisa. Também discutiam sobre quem sentaria nas cadeirinhas das janelas (nas pontas, como eles dizem).
Papai deu logo fim às divergências decidindo que quem vai no meio tem o direito de escolher o som que vai rolar. Pronto, resolvido! Tem funcionado super bem, aprenderam a revezar rapidinho. O engraçado é que agora ficam os da ponta querendo convencer o do meio a escolher essa ou aquela banda. Vamos ver onde isso vai parar.
Xilindró

E no meio no caminho havia uma blitz.
- Olhem! Um carro de polícia!
- A polícia prende? – pergunta Joaquim.
- A polícia prende quem faz coisa errada. O policial vem e leva quem fez coisa errada para a cadeia. – responde Antônio.
- O H da escola come papel… – sussurra Oscarzinho com cara de dedo-duro.
Risada geral.
Será que ele desistiu de fazer justiça com as próprias mãos???
Candinho e o pato

- Antônio, o que você está desenhando?
- Portinari, mamãe!
- ????????? (cara de espanto)
Dias depois fui informada sobre o Projeto de Artes da escola. Cada turma ficou com um grande artista brasileiro e a turma dos meninos fez releituras das obras de Cândido Portinari, várias delas.
A exposição dos trabalhinhos foi num evento na escola. Foi lindo, tudo muito organizado, com os trabalhos cobrindo as paredes e apresentações de dança dos alunos. Os meninos cantaram e dançaram O Pato de Vinícius de Moraes e Toquinho. Cantaram e dançaram sem vergonha nenhuma.
Há quem pergunte se eles sabem cantar O pato direitinho. Sabem, sim, tudinho!, e faz tempo que aprenderam. As músicas da Arca de Noé foram umas das primeiras a serem apresentadas aos meninos pelo vovô Luiz. Eles adoram, algumas mais do que outras, O pato e A casa estão entre as preferidas.
Quando os trabalhos chegaram, expus as telas na parede da sala e os desenhos na parede da brinquedoteca. Ficou tão legal e a empolgação artística foi tanta que até forrei a parede na altura deles com papel craft para eles rabiscarem com giz de cera. A foto acima é a releitura do Espantalho feita por Joaquim. Prometo postar mais fotos depois.
Boi na bandeja

Gente, o último post da Uli mostra vídeos com fotos dos triabençoados comendo danoninho. Fofos! Estão mesmo a caminho da independência! Mas quero falar perguntar sobre o danoninho.
Por quê o danoninho vem num potinho tão pequeno? Alguém pode explicar? Sei que talvez a resposta esteja na própria embalagem e, na verdade, nem sei se há a indicação da quantidade máxima que pode ser ingerida pela criança diariamente. Aqui em casa eles não comem sempre. É só uma ou duas vezes por semana. Mas quando comem, cada um come no mínimo três potinhos. O bom senso diria que sim, claro, que é exagero. Mas por aqui, nunca passaram mal por causa disso. São bandejas e bandejas…
A Uli (ela de novo) faz cremogema de morango e poe nos potinhos vermelhos. Os tri dela adoram. Por aqui nunca experimentei. Vi também algumas receitas de danoninho caseiro (a pediatra indicou) mas que também nunca fizemos por aqui.
Danoninho, pra gente, nunca foi sobremesa, só comem de lanche à tarde. Mas estendo a dúvida para o caso da gelatina, sobremesa frequente para os meninos. Dizem que faz mal por causa do corante… E aí? Todo dia, sei que não dá, deve fazer mal mesmo. Mas o quanto “é permitido”?
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Como dica, fica o bumba-meu-boi feito com um potinho de danoninho, um tubo de papel higiênico e dois palitos de picolé (taí um sucesso de sobremesa pros mosqueteiros). Fofo, não? E viva o boi-bumbá Garantido que venceu o Festival de Parintins esse ano! Foi mesmo lindo!
Pariu? Virou coruja!

Que gostoso! Foi como receber um beijo, uma bitoca, porque selinho pra mim sempre foi e continua sendo isso. Dar e receber selinhos é uma delícia!
Desses, assim, virtuais, eu nunca tinha recebido. E dava graças a Deus, porque é um tal de selinho pra cá, selinho pra lá, tipo aquelas correntes de e-mail… nunca gostei disso e sempre quebrei todas as correntes que chegavam a mim simplesmente por querer poupar meus amigos de recebê-las. Mas até que esses selinhos são legais, não são meras correntes. Os selinhos permitem que a gente fale um pouco mais de nós, nos aproxima, nos conecta. E é pra isso que a gente bloga, não é mesmo?
Então vamos lá, porque esse selinho veio cheio de regras e pretendo respeitá-las direitinho.
REGRA 1: Falar do blog que te deu o selinho
O selinho veio da Mariana do m&m+3. Conheci a Mari e comecei a segui-la por acaso, nas minhas buscas por blogs de trigêmeos. Fiquei encantada com o trio dela e com o fato deles terem nascidos tão antes da hora e hoje estarem ótimos, felizes e saudáveis. Tudo porque receberam amor, muito amor! Alguém que tenha acompanhado a história ainda tem dúvida disso? Resumindo, o selinho veio de uma família legal, de gente bacana, daquele tipo que a gente quer ter sempre por perto, mesmo que esteja láááá no RS – lugar que eu adoro pelas paisagens, pelas pessoas, pelo sotaque, pelo frio e pelas lembranças do que vivi lá com o maridinho.
REGRA 2: Citar 5 coisas que seus filhos fazem que a deixam ainda mais coruja
1) Quando me ensinam algo que não sei. Por exemplo, me apresentaram a “música da oração” (aquela da Banda mais bonita da cidade). Cantaram tudinho, em coro, disseram que aprenderam na escola, achei uma graça, depois fui conferir no youtube. Ui! que vontade de filmar e publicar o show do trio, mas seria muito exibicionismo…
2) Quando usam raciocínios lógicos e soltam algumas tiradas inesquecíveis, verdadeiras pérolas. Tenho algumas registradas, pretendo postá-las quando tiver um tempinho.
3) Quando demonstram carinho pelas pessoas que amamos. São carinhosíssimos, beijam, abraçam e dizem que gostam, adoram, amam. Não tem preço vê-los abrindo mão de alguma coisa para satisfazer um irmão, familiar ou amigo.
4) Quando brincam juntos, construindo coisas, pensamentos e imaginando juntos. É gostoso perceber que são totalmente diferentes, mas que há um pouquinho de cada um dentro de cada um. Viajei demais?
5) Quando dão showzinhos, dançam, cantam, pulam, sorriem, jogam futebol, dão cambalhotas, conversam, demonstram que estão felizes, saudáveis, vale como um afago de Deus mostrando que estamos no caminho certo. Viajei de novo?
REGRA 3: Por que você se acha uma mãe coruja?
Mãe coruja é redundância. Não sou coruja, sou mãe. Mãe que não é coruja, não é mãe.Toda mãe é coruja, mesmo que não expresse sua corujisse. Pensem nos extremos, de um lado mães que têm blogs sobre os filhos e de outro, aquelas que colocam sua cria numa redoma. Tudo corujisse. Às vezes, a expressão da corujisse está nos mínimos detalhes. Por exemplo, a Mari é coruja toda vez que ela termina uma frase sobre seus pequenos com três pontos de exclamação (assim!!!). Sacaram?
REGRA 4: Dar o selinho para quinze mães blogueiras
Gente, como estou respondendo super atrasada, acredito que a maioria de vocês já tenham recebido o selinho. Por isso, não tem sentido eu dar o selinho de novo para quem já recebeu. Pularei essa regra. (Não disse que quebrava as correntes? eu avisei!) Deixo livre para quem ler este post levar o selinho para o seu espaço e passá-lo pra frente. Portanto, sintam-se beijados!!!
Mas que coisa!

Este é um post-recado muitíssimo bem ilustrado pelas caretas do trio.
Não estou conseguindo comentar!!! Comento e dá erro, comento e dá erro, não dá!!!
Mas estou sempre nos blogs. Uma hora resolvo o problema e volto a comentar, tá?!
No portão


Todo dia é assim, papai leva para a escola, mamãe busca. No dia dessa foto, Caco tinha um compromisso cedo e eu levei os meninos. Aproveitei para tirar as fotos (ficaram péssimas, desculpem, foi de dentro do carro com o celular), mas na verdade deveria ter filmado.
E é assim que acontece, os meninos saem do carro e suas mochilas são colocadas uma a uma. Uma das professoras vem buscá-los no portão (na foto, a Lelê) e eles entram assim, felizes, fazendo palhaçadas. Há sempre gracinhas e perguntas. Céus, quanta pergunta! “Hoje tem aula de música?”, “Vamos fazer atividade?”, “Vamos no parque de areia?”, etc, etc, etc.
Uns fofos! Estão felizes e contentes com a escola, com tudo. Igualzinho a gente fica quando tem feriado.
Falando nisso, um bom feriado para todo mundo!
Saudades de Let

Princesa Letícia, estamos todos morrendo de saudades e louquinhos para te ver. Antônio pergunta por você todos os dias.
Na foto, lembranças das idas à pracinha com a vovó.
Amamos você.
Fofos

Assunto cumplicidade entre irmãos ainda rendendo…
Nas andanças drive c a dentro, achei essa cena. Antônio balançando Oscarzinho. Não lembro se já publiquei essa foto. Enfim, matei a saudade.
De onde vem


Papai treinando aikidô com Oscarzinho.
(Antes de julgar e tecer pensamentos comentários maldosos, procure saber do que se trata)
O tipo

E falando sobre a valentia do Oscarzinho, achei essa foto e não resisti. Cueca, tatuagem na perna, música e atitude rockeira, e barba feita (literalmente!). Cheguei em casa e flagrei a barba que ele mesmo tinha feito com tinta guache preta, no maior estilo “Mamãe, já cresci!”.
Sacaram o tipo do rapaz?








Christiana Strauss, psicóloga clínica e professora universitária, mãe dos trigêmeos.
Oscar, Antônio e Joaquim
nascidos em 20 de julho de 2008