Três Mosqueteiros

Minha Vida com os Trigêmeos

Arquivo de Amigos

Pé de tomate

Semana passada, o Cadú presenteou os amiguinhos da escola com pezinhos de tomate – obrigada, Cadú! E, claro, aqui pra casa vieram três deles.

Os kits eram uma graça! Cada vasinho veio acompanhado da muda, de um saquinho de terra, um saquinho de pedrinhas brancas e as instruções de como plantar e cultivar os tomates. Tudo numa fofíssima sacolinha branca de papel.

Adorei a ideia, os meninos adoraram a experiência e acho que os tomatinhos estão adorando os cuidados que andam recebendo, já que nosso trio já treinou bastante com feijões no algodão e já já começarão a tirar um troquinho cortando a grama dos vizinhos no maior estilo Namorada de Aluguel.

Vamos ver no que vai dar. Acompanharemos de perto a evolução dos tomates e dos tomateiros!

Hora do planeta

Ontem, às 20:30, fizemos como um mundaréu de gente e apagamos todas as luzes da casa. Não se via nada por aqui. Breu total.

E nós? No vizinho, curtindo o aniversário de 4 anos da Marina. Por lá, as luzes só foram apagadas na hora dos parabéns. Até deu vontade de abraçar a causa, mas quem somos nós para querer apagar as luzes da casa dos outros… ainda mais porque a festa estava ótima, os meninos brincaram horrores, a Marina estava linda, a comida deliciosa e docinhos perfeitos. Parabéns, Marina! 

A Hora do planeta 2013 que nos aguarde.

E vocês, como fizeram? Ficaram no escuro, esqueceram-se do combinado ou foram curtir a hora do planeta na casa do vizinho?

O descanso dos anjos

Antônio e Joaquim dormiam e Oscar lutava bravamente contra o sono, estava a fim de conversar. Falava sobre o F, seu amigo da escola, que queimou a mãozinha na casa dele e “doeu muito”. Falou de F e de todo mundo, do que fez no dia, das músicas que cantou, das atividades, das brincadeiras no parque, etc. Conversamos um bocado, uma delícia.

- Chega, filho, está na hora de dormir. Vamos rezar um pouquinho.

Comecei a oração com o sinal da cruz, ele acompanhou, já sabe fazer bonitinho.

- Obrigado, papai do céu pelo dia de hoje…

- Papai do céu, sara logo o dodói do F porque ele é meu amigão! – Oscarzinho estava mesmo preocupado com o amigo e soube certinho a quem recorrer, em quem confiar.

Preciso dizer que fui dormir completamente emocionada?

No dia seguinte, mandei um recado na agenda dizendo que Oscarzinho estava rezando pela recuperação da mãozinha do amigo. Mãe, pai e  irmã de F agradeceram e mandaram o bilhetinho pra gente (foto).

No dia seguinte, F caiu na escola e se machucou de novo…

- Puxa! – comentei com Oscarzinho - Será que o anjinho da guarda dele estava dormindo?

- Não, mãe. O anjinho da guarda estava só descansando, ele fica cansado porque a gente faz muita bagunça!

Alguém aí discorda da esperteza desse meu anjo? E o que dizer da amizade que cresce entre os nossos anjinhos aqui na terra?

Rapunzel do Alasca

Brincávamos felizes no gramado do parquinho do condomínio, eu, Caco e os três.

Eis que no alto da torre de eucaliptos, daquela de onde sai o escorregador, aparece uma menininha linda, cabelos loiros soltos ao vento, olhinhos absurdamente azuis, sorriso doce, encantadora. Era Mariana, 5 anos, nossa vizinha.

Chamei os meninos.

- Gente, olha a Rapunzel! Quem vai salvar a Rapunzel?

Os três vieram correndo, mas vi tudo em câmera lenta. Boquiabertos com a beleza feminina em meio aos raios de sol, flores, passarinhos e borboletas voando ficaram alguns segundos sem hipnotizados. Tá dando pra ouvir a música? I’ve got sunshine, on a cloudy day… (my girl – the temptations) Juro! A trilha sonora do momento não poderia ser outra. Ficaram tímidos, bobos, totalmente entregues.

Countinuei tentando envolvê-los na brincadeira.

- Rapunzel, jogue seus cabelos!

- Não sou Rapunzel! – A menina gritou.

- Tudo bem. Então, qual princesa você é?

- Sou Mariana! Ma-ri-a-na!

Continuei insistindo.

- Vem meninos! Vamos salvar a princesa Mariana do perigo!

Os meninos já estavam no alto da torre. Um subiu pelo escorregador, o outro foi pela escadinha e já estava no meio da ponte de cordas, e o terceiro subiu pela parede de escalada. Mas ela não se sensibilizou, ficou fazendo cara feia, se fazendo de difícil, esnobando meus tesouros..

- Eu não estou em perigo! Não sou princesa nenhuma! - disse a loirinha enfezada,  jogando torre abaixo qualquer esperança de aproximação.

Fim da música.  Porrr Que saco, menina! Não dá pra fingir? Cadê a imaginação dessas meninas de hoje? Não precisam de príncipes. Se garantem sozinhas? Mulheres modernas… confundem independência emocional com felicidade… Já nessa idade? TPM certamente não é.

Paciência.

- Vem meninos, vamos jogar bola – Caco salvou o trio do cubo de gelo, lindo, mas gelado.

E eu fiquei ali, parada, sem graça, frustrada.

Ah, essa Mariana! Ela que reze para não ser minha nora!

Mordida na bochecha

De vez em quando vem um recado na agenda dizendo que um dos meninos foi mordido durante uma brincadeira na escola. Os três aqui em casa já foram vítimas de mordidas de coleguinhas. A última foi essa semana: Antônio foi mordido na bochecha, ficou uma marca enorme, feia, bem perto do olho esquerdo.

Quem já passou por isso sabe que não é nada agradável saber que seu filho foi mordido, que sentiu dor, chorou, ficou quietinho, sentido, magoado, etc. Repito, então, a minha frase de sempre “agora, multiplica isso por três!”. Quando se tem um filho só, a frequência de mordidas levadas é bem menor do que quando se tem trigêmeos.

Até aí tudo bem, a gente sabe que algumas crianças nessa idade apresentam esse comportamento. Meus meninos nunca morderam ninguém, até agora, porque sei que eles podem, sim, morder. São crianças. Sou psicóloga, entendo. O problema é que sabemos que o mordedor é sempre o mesmo e as mordidas estão ficando mais fortes. Não sei se isso é apenas uma sensação minha, talvez potencializada pela ocorrência sucessiva das mordidas, mas dessa vez, além do recado na agenda recebi até uma telefonema da professora.

Sei que a escola está fazendo um belo trabalho para diminuir a frequência de mordidas desse coleguinha e acredito muito no sucesso das intervenções das educadoras. Mas até o resultado começar a aparecer…

Gente, dói o coração ver as marquinhas. Tenho procurado conversar com os meninos sobre isso. Eles contam as situações em que aconteceram as mordidas, quem mordeu, por que  mordeu, o que aconteceu depois, quem cuidou do mordido. Oriento a não reagirem com agressividade, assim como faço quando rola uma briga entre eles aqui em casa. Eles sabem a lição de cor e salteado e até repetem em voz alta toda vez que temos um papao desses: não pode bater, não pode empurrar, não pode chutar, não pode morder, não pode gritar, não pode um monte de coisas! Eles sabem e têm conseguido se controlar muito bem.

Só espero que a mãe do mordedorzinho faça a mesma coisa com ele na casa deles. Ou será que ela deixa tudo por conta da escola? Se for assim, vai demorar para as mordidas desaparecerem.

Meu lado preconceituoso já gritou “só pode ser filho único!”. Ao me perguntar por quê pensei assim, lembrei que Letícia já passou por uma fase de mordidas. Faz tempo e passou rápido porque intervimos logo. Na época, Joaquim era a vítima preferida o mais mordido, talvez porque implicasse mais. Pensei, então, sobre o comportamento dos meus meninos, e até agora, nada tem provocado essa mordeção toda por parte do colega.

Enfim, o jeito é esperar essa fase passar. Enquanto isso, papai vai ensinando pra eles umas técnicas de aikidô (para os que não conhecem: não se assustem e não julguem).

Almocinho de sábado

Fotos do almoço de ontem na Fazenda da Comadre. Os amigos Eduardo, Dani, Pedro e os gêmeos Rafa e João também foram. E nossa Cida também.

Huuummmmm! Delícia!

Mais uma vez em Campos

Fomos para Campos nesse fim de semana. Dessa vez, fomos com os nossos amigos Eduardo e Dani, pais do Pedro (7) e dos gêmeos João e Rafael (2). 

O fim de semana foi para comemorar o aniversário dos gêmeos, então fomos sábado de manhã e voltamos domingo à tardinha.

Os meninos se esbaldaram!

Foi mesmo uma delícia! Cansativo, porque as ferinhas estão a mil e fomos sem vovós nem babás, mas foi muito bom. O ápice foi dar comida para os patos. Adoraram!

O que temíamos não aconteceu. Joaquim não tentou comer a ração dos patos. Em compensação, os três deram prejuízo devorando a comida do restaurante. Estão comendo incrivelmente bem. Acho que vão acabar mudando aquela regra de que criança não paga…

Imaginem a nossa mesa no restaurante… ocupamos TODOS os cadeirões do local. Em dois dias, nenhum prato e nenhum copo foram quebrados, nenhum talher saiu voando, 1894 grãos de arroz caíram na mesa e no chão, mas tudo ficou sob controle e no fim até escutamos “Voltem sempre”, então tudo bem.

Queremos maaaaisss!!!

Falam do quê?

Conversa vai, conversa vem, outro dia estavam entre eles falando os nomes dos coleguinhas. De quase todos eles! Acho que vale a pena registrar aqui os nomes dos primeiros colegas de classe do trio. Certamente esquecerei de alguém e conforme eles forem me lembrando vou atualizando a lista.

Duda, Rafa, Bela, Vivi, Rassael (outro Rafael), Moa (Moacir), Siipe (Felipe), Nicolas, Gábi, Murilo, Pedro e Luisa.

As professoras, Tati(s) e Tânia fizeram essa árvore linda. Cada florzinha tem o nome de um deles e cada miolinho foi amassado pelo dono da flor, assim como o tronco e as maçãs(?) também foram amassados e colados pelas crianças. Os nomes dos mosqueteiros estão nas três florzinhas na raiz da árvore.

Ah, não posso esquecer da Cecília, que é a paixão do Oscarzinho! Ele fala nela o tempo todo. Tem bom gosto o rapaz. Perguntei lá escola e fiquei sabendo que ela é de outra turma… Provavelmente o cupido o flechou quando juntaram duas turmas no mesmo ambiente, ou entre o caminho da sala de banho e o refeitório.

Se esse parquinho fosse meu

Outro dia fomos ao parquinho do condomínio e tivemos uma surpresa: não tinha mais brinquedos! Perguntamos ao vigia e ele disse que iriam construir uma quadra de esportes. A área para as crianças menores ficará ao lado e terá brinquedos novos. Achei estranho porque os brinquedos estavam novíssimos… enfim, ôba!!!

Como pude esquecer? Isso foi mesmo acertado numa reunião há um tempão. Só que eu não imaginava que as mudanças seriam assim, tão rápidas. Pra gente é muito bom porque a quadra ainda será itulissíssima para a molecada. (Nossa… fui loooonge agora… nesses últimos segundos joguei queimada na quadra do prédio em BH, vôlei no clube, handball no colégio, quantas quadras em minha vida!)

Bom, nosso condomínio é relativamente novo, ainda há terrenos vazios, casas em construção e acredito que outras mudanças ainda virão.  Há muitas crianças por aqui, alguns gêmeos e além da gente, há outra família com trigêmeos, que têm seis anos de idade.

 Aqui na rua, em quase todas as casas tem criança. Os mais chegados são a Marina (2 anos) e o Caio (2 anos e 4 meses). A Marina é um doce de menina, espertíssima. Já o Caio é mais tímido, na dele.

Quando os meninos eram menorzinhos e passeávamos com eles nos carrinhos era mais fácil encontrar alguém, bater papo, trocar experiências. Era cômico, as babás saíam com a crianças e voltavam sabendo da vida de todo mundo. É, tem fofoca em tooodo lugar.

Mas agora que eles não usam mais carrinhos é preciso pegar o carro para ir ao parquinho, o que dificulta um pouco. Passamos a ir ao parquinho direto da escola, mas muito de vez em quando. Eles adoravam, brincavam até! O parquinho só perdia para a pracinha em frente à casa da vovó Lena.

O jeito é esperar a reforma. Vai valer a pena. Essa área de lazer será um ótimo lugar para o trio fazer amizades para a vida inteira, conhecer inimigos mortais de uma ou duas semanas, dar o primeiro beijo, namorar, levar fora, conversar até perder a noção da hora, trocar de figurinhas a segredos. No meu tempo era assim que funcionava… tomara que no tempo deles também seja.

Enfim, hoje depois da aula o trio vai brincar no clube.

Cabeleira do Zezé

Ao ver sujeira na cabeça do menino:

- Oscarzinho, o que é isso no seu cabelo?

- Topete!

Pode uma coisa dessas? Topete! Já às gargalhadas, insisto.

- Não. O que tem no seu cabelo?

- É Gel! – Diz ele todo charmoso, passando a mão pelos fios.

A autora da idéia de passar gel no cabelo do Oscarzinho e de ensiná-lo a fazer isso: uma das educadoras da escola, assim como também é de uma delas as fotos em que o próprio aparece abraçando seus amigos Siipi (Felipe) e Duda - antes de começar com essa história de gel.

Ah, a sujeira era só areia, que foi retirada no banho.  Só que depois, “Passá gel! Passá gel!”. Agora aguenta…

Visitas

Esta é uma época inevitável, ainda mais se tratando de trigêmeos que é novidade no pedaço. Graças a todos os santos, as visitas respeitaram o período de adaptação das crianças em casa. Eu fiquei muito preocupada em ter que fazer sala pro pessoal, enquanto tinha milhares de coisas para preparar para os bebês. Isso me asustou muito no começo. Depois que a estrutura que montamos começou a funcionar como maquininha, começamos a receber os familiares aos poucos. Agora já estamos bem seguros para ter nossos amigos próximos. Lógico que a dica que eu posso dar é fazer uma agendinha mental para que não apareçam todas as pessoas do mundo no mesmo final de semana. Assim o café acaba!!!! E já que “soldado no quartel ou quer trabalho ou quer cadeia”, as visitas acabam pondo a mão na massa…literalmente!!!!! A única coisa que ainda não descobrimos é o seguinte mistério: porque as crianças começam a chorar ao mesmo tempo quando todas as visitas vão embora e só sobram nós dois?!!!!

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