Três Mosqueteiros
Minha Vida com os TrigêmeosArquivo de Escola
Feliz Páscoa!



Na última quarta, 04/04, fui buscar os três coelhinhos na escola, eles estavam com máscaras de coelhinhos, com orelhas, dentinhos pintados no queixo, e tudo mais, mas acabei não tirando fotos…
A sorte é que dois dias antes, quando a escola iniciou sua decoração de páscoa, cliquei os três fazendo charme os coelhinhos papai e filhinho.
Feliz Páscoa para todo mundo!!! Volto depois para falar sobre o feriado, sobre a renovação, ou pelo menos sobre a caça aos ovos que estamos preparando para o trio!
Glitterinados

Desde que entraram para a escola, há dois anos, os meninos trazem quase diariamente trabalhinhos feitos por eles ou pelas professoras.
As artes chegam, ficam um tempinho expostas na mesa deles (ainda devo foto da mesa deles), no quarto ou pela casa e logo algumas delas vão para o lixo. Não se trata de desrespeitar ou não valorizar o que eles fazem. Pelo contrário, sempre valorizamos cada respingo de tinta, traço, colagem ou dobradura que eles fazem. O problema é que temos que selecionar o que será guardado para a posteridade.
Dia 27, por exemplo, foi Dia do Circo e fiquei super emocionada ao encontrá-los na escola pintados de palhaço, com esses chapeuzinhos. Coisas mais lindas do mundo! Agarrei, beijei e brinquei muito com os meus bonecos caracterizados. Estavam mesmo no espírito, felizes e saltitantes, me agarravam e me lambrecavam sem dó.
À noite, na faculdade, eu olhava para aquele glitter todo impregnado na minha roupa e me lembrava das carinhas e das risadas deles. E quer saber? A lembrança dos meus pequenos palhacinhos supera qualquer constrangimento de estar com a roupa brilhante ou com borrões de tinta. Coisa de mãe mesmo.
No dia seguinte, juntei os chapeuzinhos e fotografei. Assim, quando eles forem para o lixo terei a lembrança do que o trio aprontou nesse Dia do Circo.
Sempre em frente

Amanhã é dia de recomeçar. As férias foram muito boas, teve de tudo um pouco e agora estamos prontos para o início do ano letivo.
As aulas dos meninos começam amanhã. Na verdade, há alguns dias eles já estão indo para a escola, mas apenas para atividades recreativas. Aliás, sou fã da escola do trio, que não fecha nas férias e oferece uma infinidade de atividades bacaninhas, garantindo a diversão dos pequenos e o sossego dos pais. Nessa época, para eles tudo é festa. Enquanto isso, o material e os uniformes foram comprados, organizados e identificados. Tudo no maior capricho para voltarem nos trinques.
Temos que concordar, não há nada melhor do que férias, feriados e momentos de nada-pra-fazer para recuperarmos a energia, até porque a energia dos meninos não acaba nunca e temos que manter o pique para acompanhá-los.
Então, vamos em frente, que venha a rotina de 2012!
Os três anões
E lá estavam eles de anões na festa de encerramento do ano letivo da escola.
Só elogios!
Flores do meu jardim

O bilhete diz:
Cris, hoje eles brincaram de pegar essas sementes que caíram da árvore e explicamos que das sementes nascem as flores e as árvores. Oscarzinho disse que queria levar o copinho com as sementes que ele pegou para colocar na flor vermelha da mamãe Cris, porque ela não nasceu ainda. Uma graça.
Adoro encontrar bilhetinhos na agenda deles! Esse aí veio há umas duas semanas.
Já faz algum tempo que Oscarzinho aprendeu, não sei com quem, a dar flores e beijar a mão de mulheres. Isso mesmo. Ele nos dá uma florzinha que cata num canteiro e depois beija nossa mão – e só faz isso com meninas. Lindo, lindo, lindo, de encher o coração de qualquer mãe de tanta alegria e orgulho.
O problema é que o canteirinho de frente de casa não tem mais florzinhas vermelhas. Elas acabaram de tanto que o menino já deu flores pra mamãe, pras vovós, babás, vizinhas. Falamos com ele o orientamos quanto à destruição da jardineira, mas nunca o repreendemos por isso – não por isso. E não sobrou uminha pra contar história.
Explicamos aos três que as florzinhas não devem ser arrancadas porque quando a gente arranca uma florzinha do pé, ela morre. Explicamos que as flores que a mamãe ganha tem que ficar na água do vaso para não morrerem. Explicamos que aquelas florzinhas vermelhas eram muito pequenininhas e que não dava para colocá-las num vaso. Falamos também que agora tínhamos que esperar novas florzinhas nascerem, que só com o tempo teríamos novas florzinhas vermelhas naquela jardineira, etc, etc, etc.
Pobre galanteador… pelo visto, parece que Oscarzinho sente falta de dar florzinhas para suas mulheres.
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Andei pensando sobre como ensiná-los essa coisa de plantar, esperar e ver crescer. Será que ainda é cedo para tentarmos aquela experiência de plantar um feijão no pote de danoninho?
O primeiro ponto


Acho até que demorou. Hoje Oscarzinho teve a testa costurada.
Estava em casa já pronta para sair quando recebi o telefonema da diretora da escola:
- (…) Acho que vai precisar de um pontinho…
- Estou indo praí!
Liguei para a minha mãe, mas ela estava no pilates. Então, vovô Luiz foi com a gente para o pronto-socorro. Tenho certeza que ele, assim como eu, achou que seria mais difícil do que foi.
Lá na escola Oscar estava todo faceiro no colo da professora, rindo, brincando, dizendo que ia para o hospital e depois pra casa da vovó (espertinho!). Ah, e também repetia “Não quero costurar! Não quero costurar!” Onde será que ele aprendeu isso?
Pela foto dá pra ver a tranquilidade do menino, ainda com a cabeça aberta, dizendo que estava voando e bateu com a cabeça na parede. Ah, só um esclarecimento, não sou maluca, era dia de levar fantasia pra escola. Resumindo, o menino fez o maior sucesso nos minutos entre os primeiros socorros e a chegada do nosso médico. Sem falar na música que cantava “Foge foge mulher maravilha, foge foge superman…” De novo: Onde será que ele aprendeu isso???
Bom, posso pular a parte da anestesia e do ponto? Obrigada, porque doeu, sim, nele, em mim e no vovô. Já passou, mas não quero ficar lembrando da cena e do choro dele. Por melhores que sejam as condições, hospital, médico, etc, criança sendo suturada é sempre traumático.
Dois minutos depois ele já tinha parado de chorar. Pediu para ficar na casa da vovó e eu deixei. Depois, já estava todo metido contando a aventura para os irmãos, que tinham ficado na escola super preocupados com ele.
Graças a Deus a pancada não foi nada. E será uma delícia vê-lo todo dia depois do banho pedir com o mesmo jeitinho:
- Eu escolho o bandaid tá, mãe?! – lindo como sempre!
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Mais uns pontinhos:
1) Pensei em escrever um post mostrando toda aflição, coração na mão, o que seja, que senti na hora. Mas naquele momento eu me lembrei de um post desse tipo que li há um tempo e não me ajudou em nada lembrar do relato de uma mãe deesperada naquele momento. Então, desisti do post melodramático.
2) Vovô Luiz pediu(insisitu!) à enfermeira e saiu do hospital com esparadrapo na testa, igual ao neto. Tudo pela alegria do menino. Qual deles? Os dois! Obrigada vovô!
3) Obrigada à equipe da escola que cuidou muito bem do nosso Oscarzinho. Passar por situações como essa é angustiante, mas é bom saber que podemos confiar em vocês. Nota dez!
4) Esse foi o primeiro. Antes disso, nenhum dos três tinham passado por pontos, fraturas, cirurgias, nadica! Anjinhos da guarda exemplares!
5) Taí uma desvantagem de ter trigêmeos: não dá pra saber se a próxima caixa de bandaids será do Batman, do Homem Aranha ou do Super Homem…
Mais Dia dos Pais
A festa de Dia dos Pais na escola foi dia 20/8. Os meninos dançaram e cantaram para o papai, que ficou todo feliz e orgulhoso.
Eles aprenderam a música e cantavam e dançavam em casa todos os dias. Na hora da apresentação no auditório, ficaram um pouco envergonhados…
Precisa dizer que são os três de casaco azul? Da esquerda para direita, Antônio, Oscar, Felipe, Cadu e Joaquim. As professoras são Tati, Lu e Lelê.
A apresentação estava linda! Pena que faltaram alguns coleguinhas, mas organizadores e alunos estão de parabéns!
Papai, nós te amamos muito, muito, muito!
Candinho e o pato

- Antônio, o que você está desenhando?
- Portinari, mamãe!
- ????????? (cara de espanto)
Dias depois fui informada sobre o Projeto de Artes da escola. Cada turma ficou com um grande artista brasileiro e a turma dos meninos fez releituras das obras de Cândido Portinari, várias delas.
A exposição dos trabalhinhos foi num evento na escola. Foi lindo, tudo muito organizado, com os trabalhos cobrindo as paredes e apresentações de dança dos alunos. Os meninos cantaram e dançaram O Pato de Vinícius de Moraes e Toquinho. Cantaram e dançaram sem vergonha nenhuma.
Há quem pergunte se eles sabem cantar O pato direitinho. Sabem, sim, tudinho!, e faz tempo que aprenderam. As músicas da Arca de Noé foram umas das primeiras a serem apresentadas aos meninos pelo vovô Luiz. Eles adoram, algumas mais do que outras, O pato e A casa estão entre as preferidas.
Quando os trabalhos chegaram, expus as telas na parede da sala e os desenhos na parede da brinquedoteca. Ficou tão legal e a empolgação artística foi tanta que até forrei a parede na altura deles com papel craft para eles rabiscarem com giz de cera. A foto acima é a releitura do Espantalho feita por Joaquim. Prometo postar mais fotos depois.
No portão


Todo dia é assim, papai leva para a escola, mamãe busca. No dia dessa foto, Caco tinha um compromisso cedo e eu levei os meninos. Aproveitei para tirar as fotos (ficaram péssimas, desculpem, foi de dentro do carro com o celular), mas na verdade deveria ter filmado.
E é assim que acontece, os meninos saem do carro e suas mochilas são colocadas uma a uma. Uma das professoras vem buscá-los no portão (na foto, a Lelê) e eles entram assim, felizes, fazendo palhaçadas. Há sempre gracinhas e perguntas. Céus, quanta pergunta! “Hoje tem aula de música?”, “Vamos fazer atividade?”, “Vamos no parque de areia?”, etc, etc, etc.
Uns fofos! Estão felizes e contentes com a escola, com tudo. Igualzinho a gente fica quando tem feriado.
Falando nisso, um bom feriado para todo mundo!
Tribuna dos Villelas

Segue trecho de e-mail enviado por vovô Luiz à Villelada em 16/06/2011. Segundo vovô, o fato foi descrito em detalhes pelo próprio Oscarzinho, ainda sob efeito de profunda indignação pelas atitudes feias de seu colega de classe.
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Notícia em primeira mão no jornal “Tribuna dos Villelas” de 16/6/11
Cenas de violência em colégio de São José dos Campos/SP.
“Ontem o aluno Oscar, do Colégio … , em São Josédos Campos, foi advertido severamente por sua professora por encher de sopapos o aluno H.
Questionado sobre os motivos desta atitude, prontificou-se prontamente a narrar suas razões, enquanto outro aluno de nome Joaquim também era advertido por estar se divertindo muito com a cena, às gargalhadas, enquanto a vítima de nome H chorava compulsivamente.
A professora admoestava o citado Oscar por ele provocar e ainda ameaçar a vítima, mesmo depois de todo o ocorrido, solicitando explicações a respeito do assunto.
Segundo as palavras de Oscar, este resolveu dar um corretivo em H porque segundo ele, quando todos estavam em reunião de trabalho absorvidos com determinada questão, como já tinha ocorrido anteriormente, H tentou morder Antônio, abrindo a boca ameaçadoramente em sua direção.
Pronta e subitamente Oscar julgou que era chegada a hora de dar um basta nesta situação de terror implantada por H no ambiente de trabalho em que todos se encontram diariamente, e ali mesmo imediata e inopinadamente executou seu plano pré estabelecido de corrigir esta situação, e para espanto de todos, muito mais da vítima H, desceu o sarrafo na indigitada pessoa que a todos intimidava.
Inquirido a respeito limitou-se a dizer calmamente que executou sua perícia em artes marciais no momento que julgou adequado, pois H queria morder Antonio, seu irmão.
Considerando as atenuantes apresentadas por Oscar e ainda os antecedentes da vítima, não restou outra alternativa à professora senão pedir desculpas a Oscar, repreender mais uma vez H e solicitar encarecidamente a Joaquim que parasse de rir desbragadamente e retomasse o trabalho, recolocando ordem na casa novamente.”
Menino valente!!!
Dia do Índio



Saíram da escola pintadinhos, cada um com seu cocar colorido, com pena e tudo.
- Mãe, hoje é dia do índio!
- Que legal, filho! Vocês estão lindos de índio!
- Por quê, mãe?
- Por que vocês estão lindos?
- Não, por que o dia do índio é hoje?…
Ok, ele ficou satisfeito, mas me recuso a escrever aqui a resposta dada ao menino.
A resposta apropriada seria:
Bem, é que nessa data, no ano de 1940, foi realizado o I Congresso Indígena da América Latina, no México, com objetivo de divulgar a cultura indígena em toda a América e também para que os governos criassem normas em relação à qualidade de vida dos povos indígenas, que ainda sofriam com a discriminação do homem branco.
Como explicar isso a uma criança de menos de 3 anos? Alguma sugestão?
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Os desenhos são do Oscar, do Antônio e do Joaquim. Ah, para os psicochatos, o que acharam da “folhinha fálica” no desenho do Jaoquim?
Bienal do livro



Mais um daqueles programinhas gostosos com as crianças: Bienal do Livro.
Os meninos já estão reconhecendo as letras. Já sabem o alfabeto e pelo menos uma palavra iniciada com cada letra. Tudo começou quando eles começaram a identificar suas iniciais em seus objetos aqui em casa, depois foi com o material da escola… Das suas iniciais passaram para as iniciais da mamãe, do papai, dos avós, tios, babás, e por aí vai.
Sei que eles ainda não relacionam as letras com seus sons, apenas identificam a forma com o nome da letra. Já associaram os sons com as vogais, mas não com as consoantes. Tudo o que sabem é decorado mesmo. Por exemplo, quando chega no W, Oscarzinho olha pra mim e diz “Do príncipe, né, mamãe. Willian.” Tudo bem, vai, me perdoem. Poderia ter falado “W de Woody” quando ele me perguntou o que começava com W… até pensei em outros nomes, tipo Washington ou Wellington, mas iria só complicar.
Aquelas letrinhas que vinham no Danoninho também ajudaram bastante. Gostavam tanto que comprei umas letras maiores coloridas e imantadas, que hoje forram a nossa geladeira. Os três adoram! No carro é a mesma coisa, vão o tempo todo soletrando as palavras que chamam a atenção.
Enfim, lá fomos nós à Bienal. Os meninos curtiram, observaram cada detalhe. Entraram em quase todos os boxes infantis, fuçaram tudo o que a gente permitia. Os livros estavam mesmo mais baratos do que o habitual. Ainda consegui uns joguinhos e quebra-cabeças de madeira por um precinho camarada. Uma pechincha! Compramos por atacado, como muita coisa aqui em casa, o que barateou ainda mais. Pra quem tiver interesse, mando o contato do distribuidor por e-mail.
Voltamos pra casa super satisfeitos com o passeio. E os três, além de satisfeitos, ficaram bem cansados. Ôba! Ufa!
Mordida na bochecha

De vez em quando vem um recado na agenda dizendo que um dos meninos foi mordido durante uma brincadeira na escola. Os três aqui em casa já foram vítimas de mordidas de coleguinhas. A última foi essa semana: Antônio foi mordido na bochecha, ficou uma marca enorme, feia, bem perto do olho esquerdo.
Quem já passou por isso sabe que não é nada agradável saber que seu filho foi mordido, que sentiu dor, chorou, ficou quietinho, sentido, magoado, etc. Repito, então, a minha frase de sempre “agora, multiplica isso por três!”. Quando se tem um filho só, a frequência de mordidas levadas é bem menor do que quando se tem trigêmeos.
Até aí tudo bem, a gente sabe que algumas crianças nessa idade apresentam esse comportamento. Meus meninos nunca morderam ninguém, até agora, porque sei que eles podem, sim, morder. São crianças. Sou psicóloga, entendo. O problema é que sabemos que o mordedor é sempre o mesmo e as mordidas estão ficando mais fortes. Não sei se isso é apenas uma sensação minha, talvez potencializada pela ocorrência sucessiva das mordidas, mas dessa vez, além do recado na agenda recebi até uma telefonema da professora.
Sei que a escola está fazendo um belo trabalho para diminuir a frequência de mordidas desse coleguinha e acredito muito no sucesso das intervenções das educadoras. Mas até o resultado começar a aparecer…
Gente, dói o coração ver as marquinhas. Tenho procurado conversar com os meninos sobre isso. Eles contam as situações em que aconteceram as mordidas, quem mordeu, por que mordeu, o que aconteceu depois, quem cuidou do mordido. Oriento a não reagirem com agressividade, assim como faço quando rola uma briga entre eles aqui em casa. Eles sabem a lição de cor e salteado e até repetem em voz alta toda vez que temos um papao desses: não pode bater, não pode empurrar, não pode chutar, não pode morder, não pode gritar, não pode um monte de coisas! Eles sabem e têm conseguido se controlar muito bem.
Só espero que a mãe do mordedorzinho faça a mesma coisa com ele na casa deles. Ou será que ela deixa tudo por conta da escola? Se for assim, vai demorar para as mordidas desaparecerem.
Meu lado preconceituoso já gritou “só pode ser filho único!”. Ao me perguntar por quê pensei assim, lembrei que Letícia já passou por uma fase de mordidas. Faz tempo e passou rápido porque intervimos logo. Na época, Joaquim era a vítima preferida o mais mordido, talvez porque implicasse mais. Pensei, então, sobre o comportamento dos meus meninos, e até agora, nada tem provocado essa mordeção toda por parte do colega.
Enfim, o jeito é esperar essa fase passar. Enquanto isso, papai vai ensinando pra eles umas técnicas de aikidô (para os que não conhecem: não se assustem e não julguem).
Só quando acontece com você
Não. A menos que você tenha dois ou mais filhos, você não sabe o que é isso. Há uma semana eu também não sabia.
Comprar material escolar, material didático e uniformes para trigêmeos - você sabe o que é isso?
Não. Só sabe o que é isso quem já passou pela aventura. Você pode até ter uma idéia do que seja, mas não venha me dizer “sei como é” porque se você não tem filhos em idade escolar, sinto muito, não sabe! Tô falando sério! Pergunta pro Caco. Ele também não sabia, mas agora sabe. Rá! E como sabe!
Os meninos já estão no berçário há mais de um ano, mas até então não precisavam de material escolar, didático, uniformes. Está sendo a nossa primeira vez. Vóvó Helena e tia Nathália foram comigo às compras.
- Aqui na lista diz três pastas polionda para folha A3. Tem?
- Tem sim senhora. Aqui.
- Tá. Preciso de nove azuis.
- Azul só tem oito. Pode ser de outra cor?
- Não, aqui tá escrito azul, tem que ser azul. Quero as oito. Anota aí, Nath, mais um item para a lista da segunda, da terceira ou quarta papelaria.
E ontem sogrinha já avisou “Vai se acostumando, todo ano será assim”.
Ainda bem que ainda estou de férias e consegui providenciar tudo a tempo. Tudo pronto! Tudo organizado e etiquetado.
Hoje, vendo os três saindo para a escola, todos metidos, unformizados e lindos, pensei na maratona da semana que passou e vi que tudo valeu pena! Como estão crescidos os meus meninos e como são abençoados, meu Deus!
É. Esse sentimento você também só passa a conhecer quando acontece com você.
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Divagando
Tem coisa mais gostosa do que o cheiro daquele plástico xadrezinho de encadernar livros e cadernos? Aquele que tem em azul, vermelho, amarelo e verde e muita gente usa pra forrar armários também. Algumas lembranças têm cheiros tão bons e me levam tão longe! Estava numa viagem dessas na papelaria quando me lembrei do inferno que eram a Casa Cruz e a Casa Mattos de Copacabana todo início de ano. Ainda existem? E aqueles fichários pretos da Papelaria União? Era uma farra ir até a Rua do Ouvidor, no centro, para comprá-los. Será que algum estudante ainda usa essas coisas? Nem sei se ainda existem também. Bons tempos aqueles de Sacre-Coeur.
Tá vendo? Comprar material escolar por telefone ou internet pode facilitar um pouco, mas não evoca lembranças como essas.
Mais uma prova de que ter filhos é a nossa chance de re-viver.
Mais uma etapa
Chegaram os relatórios de observação da escola.
“Finalizamos com muita alegria mais uma etapa de conquistas e aprendizado, com ela a satisfação e a certeza que seu filho está apto a prosseguir e continuar a construção do processo ensino-aprendizagem. Ele está de parabéns pois os estímulos recebidos em família associados aos estímulos pedagógicos pertinentes à fase, indissociáveis ao afeto e carinho recebidos, foram essenciais para que evoluísse e avançasse nesta fase tão rica…”Essas foram as palavras das educadoras sobre cada um dos meninos. Obrigada a todos que participaram destas conquistas!
Formados!
Ontem tivemos a festa de formatura dos meninos. Sim, formatura! Concluíram o Módulo Berçário.
Depois explico melhor como foi e posto fotos da festa. Essas aí vieram junto com os canudos.
Passei bem rapidinho só porque não resisti em registrar aqui tanto orgulho! Coisa de mãe babona. Ai, não sei nem o que escrever…
Volto com mais calma e sem lágrimas nos olhos depois.
Halloween – tá chegando!
Veio um bilhetinho na agenda deles:
“… sexta, 29/10… os alunos poderão vir fantasiados… “
Deu pra improvisar com o que já tinha em casa. Eles ficaram felizes e fizeram sucesso.
Estávamos atrasados e só consegui tirar essa foto do Oscarzinho. Que pena.
Tudo bem. Hoje à noite tem mais!
…
Brasil, 31 de outubro de 2010, de manhã
Apesar de ser dia das bruxas, hoje será perigoso até mesmo mencionar seus nomes. Aqui em casa, uma delas passou a ser a “Você sabe quem”.
Banho sem água
Conheci o blog da Mamãe tá ocupada!!! e parei pra pensar no que a Camila falou sobre entrar no mundo da criança, falar a sua língua e acessar seus conflitos para poder ajudá-la. Ou então, pensei cá com meus botões, para poder ME ajudar. Por que não?!
Estava curiosa para saber como tem sido o banho das crianças na escola e resolvi perguntar aos meninos. Afinal, eles já sabem falar e como falam pelos cotovelos certamente contariam os mínimos detalhes. Nada! Mudavam de assunto, cantavam, riam, mas não contavam nenhuma novidade sobre o banho na escola.
Conheço o local e todo material de higiene utilizado (claro, é a gente que manda!), mas queria saber mais. Estava interessada em saber como as cuidadoras lavam cada parte do corpinho deles, que brincadeiras fazem, se a água é muito quente ou muito fria… Cansei de fazer essas perguntas na hora do banho aqui em casa, com os três juntos ou separadamente, simplesmente não falam. Imagino que na cabecinha deles a hora do banho em casa é a hora do banho em CASA e a hora do banho na escola é a hora do banho na ESCOLA. Não misturam. O máximo que consegui de informação foi saber que o sabão, um pote gigante de protex líquido, era igual ao usado na escola (como se fosse novidade, fui eu que comprei, ora!)
Eis então que a mãe blogueira ocupada dá a dica! Claro! Vamos brincar de banho na escola! Sem água mesmo, só fingindo.
Pedi que me dessem um banho, um de cada vez e no momento oportuno. E vocês não têm idéia do que saiu desse banho! Um aguaceiro de informações! Foi melhor do que qualquer acesso ao banho real através das câmeras da escola, que ainda me recuso a usar (nem sei se tem na sala de banho, acho que não…). Cada um do seu jeito expressou o seu banho dando ênfase a alguns detalhes específicos tais como lavar a cabeça, passar sabonete, gel e perfume, lavar as mãozinhas, os pés, o sovaco, o bumbum e o peru(!)…
Antes que eu reproduza aqui os pormenores dos banhos a seco que ganhei dos pequenos, devo dizer que o banho na escola parece ser perfeito. Tudo leva a crer que é um momento muito gostoso e legal! Realmente, os meninos chegam da escola cheirosíssimos e felissíssimos!
Estão vendo? Brincar é sempre valioso!!! As brincadeiras são verdadeiros poços de informações e nessas horas, definitivamente, gestos valem mais do que palavras. Então, pessoal, em vez de submeter a criança a questionários repetitivos e sem fim sobre um assunto qualquer, brinquem! É bem mais produtivo! Vale a pena!
Ah, a foto! Essa aí é só pra mostrar que a banheira está ficando pequena para os três. Se a Letícia está junto, aí é que não dá mesmo! De banheira ou de chuveiro – feito gente grande! - eles adoram tomar banho! Até quando??? Não sei…
Em tempo, obrigada, Camila. Seu blog é um banho de sensibilidade e de psicologia!
Dia da árvore
A árvore da foto foi feita pelas turmas B2 e B3 na escola dos meninos em homenagem ao dia da árvore e à chegada da primavera.
Segundo a Tati, professora do trio, as crianças adoraram fazer a atividade e estão a cada dia mais habilidosas. Comentei com ela que os meninos devem estar craques em carimbar as mãozinhas porque já tinham praticado antes. Começaram ainda na UTINeo quando as enfermeiras estamparam os pezinhos dos três numa camiseta e demos para o Caco de presente de dia dos pais, depois refizemos a arte com os pezinhos aqui em casa e mais tarde foi a vez das mãozinhas. Eles sempre gostaram de brincar com guache. “É mesmo! Até Joaquim, que estranhava as mãos sujas de tinta, agora já está adorando!”, disse a professora.
Na segunda foto, Oscar segura as asas de uma borboleta feita com o carimbo das mãos de um coleguinha, num detalhe na parte de baixo do painel.
E que tal plantar uma árvore? Não sou ecochata, mas acho que não custa nada abraçar uma causa importante. Então, deixo aqui o link do site oficial do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Lá você pode conhecer a Campanha Bilhões de Árvores e saber como plantar e cuidar da sua árvore.
Segundo a sabedoria popular, a gente só pode morrer em paz após plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Mesmo sabendo que hoje as coisas mudaram um pouco e que também tem sido difícil derrubar uma árvore, ler um livro e evitar ter filhos, estamos fazendo a nossa parte. Eu e Caco já plantamos muitas árvores, filhos fizemos três e livros… ah, tem o blog… (será que vale considerar teses e artigos científicos?). E os meninos também não fazem feio. Por causa deles foram plantadas uma quaresmeira, uma goiabeira e um pé de carambola (caramboleira?) aqui em casa.
E vocês? Vamos lá, animem-se e façam a vida valer a pena!
Uli, menina, você não conta, tá. Sua casa já é repleta de árvores e você deve ser a trimãe blogueira mais verde que existe!
Relatório de Observação
Falava do portifólio como se fosse aquilo de mais preciso e informativo que iríamos receber da escola. Mas não foi. Recebemos também os Relatórios de Observação. Cada criança tem um relatório onde nós, os pais, somos informados a respeito do desenvolvimento dos nossos tesouros.
O relatório é completíssimo! Começa com uma bela introdução sobre os princípios básicos da escola, o objetivo geral e os objetivos específicos. Depois, há tabelas com componentes específicos, indicando onde a criança se encaixa quanto a aspectos sociais e emocionais, linguagem oral, jogos e brincadeiras, movimento, música e artes. É bem legal! Principalmente porque ainda se trata do berçário! Fico só imaginando o que teremos quando eles estiverem no Infantil no ano que vem…
O desenvolvimento dos meninos está excelente em todos os aspectos! Gostaria de reproduzir aqui, ou deixar disponível a versão digital do relatório, mas não posso porque aparece o nome da escola e prezo pela segurança dos meus mosqueteiros. Então, apenas para registrar vou copio trechos das observações finais das educadoras.
Antônio
… Antônio é muito alegre. Interessa-se muito pelas rodas de história, principalmente pela história dos Três Porquinhos. Nas atividades de movimento tem preferência pelas realizadas no solário que são: circuito de carrinhos e jogos com bolas… Demonstra muita alegria nas aulas de música. Quando a professora entrega os instrumentos, o preferido por ele é o tambor. Mostra-se muito confiante em suas ações…
Joaquim
… Joaquim é muito alegre. Relaciona-se bem com os amiguinhos. Ele se destaca nas atividades e demonstra prazer em comunicar-se… Interessa-se pelas brincadeiras onde são imitados sons de animais e gosta dos trabalhinhos de colagem…
Oscar
… Oscar é esperto e observador. Respeita os combinados e tem um excelente convívio com os amiguinhos. Há momentos em que ele demonstra timidez ao falar… Participa com alegria das atividades desenvolvidas na quadra de esportes e dos momentos em que utilizamos tinta guache nos trabalhinhos…
Não são umas graças? Postarei aos poucos minhas várias considerações sobre as informações recebidas nos relatórios.
Vou parar para não babar no computador… Amo esses meninos!!!
Porém, pessoal, a idéia do post não é só ficar me exibindo, não. Volta e meia ouvimos por aí, principalmente dos antigos, que crianças de 2 anos não precisam de escola e sim da companhia da mãe, do afeto da família. Concordo apenas com o final da frase, mas não acho que um inviabilize o outro! É possível ter a estimulação da escola e o afeto da família na dose certa! Pelo menos, acreditamos no que estamos fazendo e sentimos que os mosqueteiros estão muito bem emocional, motor e intelectualmente. Então, a dica é dosar bem a quantidade e a qualidade do tempo que os pequenos passam em casa – embaixo das nossas asas, ganhando o amor inesgotável da mamãe, do papai e do resto da família -, e na escola – treinando suas próprias asinhas para ganhar o mundo!











Christiana Strauss, psicóloga clínica e professora universitária, mãe dos trigêmeos.
Oscar, Antônio e Joaquim
nascidos em 20 de julho de 2008