Três Mosqueteiros
Minha Vida com os TrigêmeosArquivo de Linguagem
Nos Estados Unidos

Uma das coisas mais gostosas tem sido escutar as crianças conversando. Eu e o Caco damos muita risada do papo que vem do quarto ao lado à noite antes de dormir ou de manhã cedo. A gente fica ali na cama quietinhos, tentando não rir alto para não atrapalhar.
Outro dia, tivemos a sorte de pegar esse papo entre os três, que já estavam deitados cada um em sua cama prontinhos para dormir.
Oscar: Antônio, você viu que a tia Erica e o tio Junior vão levar a gente para os Estados Unidos?
Antônio: Não, o tio Junior vai levar a gente no estado (estádio!!!) do corinthians!
Joaquim: Eu não quero ir para o estado do corinthians. Eu quero ir no estado do são paulo!
Antônio: Joaquim, a gente vai em todos os estados unidos!
Oscar: Não, gente, os estados unidos é no continente americano, onde a gente fala inglês.
Joaquim: Lá a gente não fala inglês, a gente fala inglês na escola com a teatcher.
Antônio: O que tem nos estados unidos?
Oscar: Tem um monte de coisas legais.
Antônio: O quê de coisas legais?
Oscar: Eu não sei, a gente tem que ir lá pra ver.
Joaquim: Eu quero ir nos estados unidos e eu torço pro são paulo!
Oscar: Joaquim, acho que estados unidos não é de futebol…
Joaquim: Mas eu gosto também de volei e de basquete, eu faço a mão do vôlei assim e eu jogo basquete com a bola azul na casa do vovô Oscar, tem que acertar naquele quadrado, aí a bola cai na cesta…
Não escutamos mais a voz do Antônio, nem a do Oscar. Joaquim se mexeu um pouco, parecia irritado com o cobertor, depois ficou quieto. Dormiram. Acho que sonharam com tudo menos com o Mickey. E pior melhor*, o tio Junior é palmeirense!
Mas não é uma delícia dormir ao som da conversinha deles?
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No momento dessa foto eles também estavam num super papo, falavam sobre os poderes e as armas que os heróis têm.
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Atualização feita em 06/03/12
* Tio Junior pediu que eu corrigisse. Troque o “pior” por “melhor”! Tudo bem, tio Junior, está corrigido! Mas só porque você vai levar o trio p os EUA, heim…
E vovô Oscar, longe de mim querer rebaixar a nação corinthiana a estado…
Joaquim e as letras

É ou não é pra morrer de orgulho desse menino? Ele é discreto, não fica repetindo o alfabeto em português e em inglês como às vezes fazem os irmãos. Mas, de repente, nos pega de surpresa, senta e sai escrevendo seu nome.
Os três já escrevem seus nomes sozinhos. Escrevem também algumas outras palavras quando a gente soletra pra eles, como mamãe, papai, Letícia, tia Érica, tia Nathália, tio junior, tio Vitor, vovô, vovó… e também reconhecem os nomes de coleguinhas e professoras.
Andam pela rua reconhecendo as letras e sinto que aprenderão a ler rapidinho. Fico pensando se não é cedo demais, mas me tranquilizo por saber que está sendo tudo natural. A escola incentiva muito com atividades e claro que a gente elogia e faz festa quando acertam. Não há dúvidas de que eles ficam felizes, querem aprender.
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Jê, lembra dessas letrinhas? Acertou em cheio no presente! Estão adorando escrever com elas!
Casamentos


- Sol e chuva, casamento de viúva!
- Bolo e suco, casamento de maluco!
Enquanto eu registrava a chuva chegando, Antônio viu que a vovó trazia um lanchinho e logo imendou com muita criatividade o meu comentário.
Depois das risadas, devoraram o bolo e demos início, então, a uma atividade indoor.
Recaída

Há tempos não rabiscavam fora do papel… Dessa vez a vítima foi o lençol e os três participaram da arte. A temperatura subiu por aqui e depois só escutávamos o silêncio dos três pensando, pensando e pensando no que fizeram.
Flynn Rider é o #$@¨&%, meu nome é…

Mamãe: Vem aqui, vem, meu…, meu…, meu Flynn Rider*!
Joaquim: Eu não sou Flynn Rider! Eu sou José!!!
Foi que aí que eu peguei, apertei, cheirei e beijei muuuuito! Não é que o menino entendeu direitinho a história!?
*é, esse mesmo, do filme Enrolados.
Escrevendo






Será que esse rapazinho de três anos aguenta esperar até os seis para ser alfabetizado? Heim, heim???
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Uma das brincadeiras preferidas do Oscarzinho e escrever o que a gente soletra. Abro o Word, escolho tamanhos, cores e tipos de fontes atrativos e o menino “escreve” tudo! É só a gente dizer a letra. Já usa também as teclas de espaço, enter e backspace. Na areia, adora brincar de lousa com o papai. Oscarzinho alisa a areia, escreve e apaga, escreve e apaga, escreve e apaga…
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Ele já escreve sozinho o próprio nome. Reparem que só o C está espelhado.
Me mata de orgulho

No shopping, numa quarta à noitinha, há umas três semanas. Entramos na livraria e fomos até a área de livros infantis. Cada um foi para um lado. Pegaram livros que estavam sobre a mesinha e começaram a degustá-los.
- Olha, mãe, igual ao da teatcher!
- É filho? Então me conta essa história!
E o menino continuou:
- One, two, three, four…
E os meninos continuaram devorando as novidades.
Uns minutos depois, chamei a tropa.
- Vamos, gente, vamos lanchar.
- Ah, mãe, quero ler mais um pouqinho.
- Agora não. Está na hora, vamos embora!
- Ah, mãe, deixa eu ler, só mais um pouquinho!
Uma moça olhava incrédula. Esboçou um “Que fofo!” e eu, blasé, fingi que isso acontecia todo dia. Minha vontade era de ficar ali pra sempre, exibindo minha cria e me gabando do gosto que eles têm pelos livros. Mas estava mesmo na hora e não podia me atrasar.
Oscar saiu da livraria no colo, fazendo bico e dizendo que não estava com fome, que queria ler e ainda tive que escutar isso:
- Mãe, deixa! Eu não conto pra você em inglês, você escolhe outro livro…
Meu Deus! Ele achou que eu não estava gostando!
Ô filho, como a vida é cruel, não?! Quantos desencontros. A mãe não sabe onde enfiar tanto orgulho e você ainda acha que não estava a fazendo feliz…
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Gente, eles têm outras roupas, sim, mas achei essa foto fofíssima. Nesse dia, Oscar chegou da escola pintado de palhaço e quis se vestir de super-homem. Se já estava lindo, imagina depois de ficar fazendo gracinhas…
A de Antônio

Já estava com saudades dos rabiscos nas paredes, mas agora temos essa novidade.
Antônio marcou seu território e deixou sua marca pelo chão. Ainda bem que foi na parte externa.
Os três já sabem escrever algumas letras, reconhecem o alfabeto completo, andam soletrando tudo na rua, mas só conseguem escrever algumas, a maior parte aquelas que compõem seus nomes.
Nos números, chegaram ao 20 (contando e lendo, escrever são outros quinhentos).
Fofos, não? Tão pequetiticos e tão espertos!
De bundas pra lua


… ou pro sol! Adoro essas fotos.
Aliás, adoro quando eles ficam assim. Podem passar uns bons minutos desse jeito, às vezes em silêncio, mas quase sempre conversando, trocando idéias, narrando aventuras inventadas, imaginando coisas. Pensam sozinhos e juntos ao mesmo tempo, dividem experiências e somam sabedorias, se constroem. Como é bom ter irmãos!
Bienal do livro



Mais um daqueles programinhas gostosos com as crianças: Bienal do Livro.
Os meninos já estão reconhecendo as letras. Já sabem o alfabeto e pelo menos uma palavra iniciada com cada letra. Tudo começou quando eles começaram a identificar suas iniciais em seus objetos aqui em casa, depois foi com o material da escola… Das suas iniciais passaram para as iniciais da mamãe, do papai, dos avós, tios, babás, e por aí vai.
Sei que eles ainda não relacionam as letras com seus sons, apenas identificam a forma com o nome da letra. Já associaram os sons com as vogais, mas não com as consoantes. Tudo o que sabem é decorado mesmo. Por exemplo, quando chega no W, Oscarzinho olha pra mim e diz “Do príncipe, né, mamãe. Willian.” Tudo bem, vai, me perdoem. Poderia ter falado “W de Woody” quando ele me perguntou o que começava com W… até pensei em outros nomes, tipo Washington ou Wellington, mas iria só complicar.
Aquelas letrinhas que vinham no Danoninho também ajudaram bastante. Gostavam tanto que comprei umas letras maiores coloridas e imantadas, que hoje forram a nossa geladeira. Os três adoram! No carro é a mesma coisa, vão o tempo todo soletrando as palavras que chamam a atenção.
Enfim, lá fomos nós à Bienal. Os meninos curtiram, observaram cada detalhe. Entraram em quase todos os boxes infantis, fuçaram tudo o que a gente permitia. Os livros estavam mesmo mais baratos do que o habitual. Ainda consegui uns joguinhos e quebra-cabeças de madeira por um precinho camarada. Uma pechincha! Compramos por atacado, como muita coisa aqui em casa, o que barateou ainda mais. Pra quem tiver interesse, mando o contato do distribuidor por e-mail.
Voltamos pra casa super satisfeitos com o passeio. E os três, além de satisfeitos, ficaram bem cansados. Ôba! Ufa!
In english

De vez em quando Oscarzinho vai me acordar cedinho. Mantinha numa mão, mamadeira na outra. Fica passando a mantinha no meu rosto até eu acordar. Nas primeiras vezes eu levava susto, ele se assutava também e ria. Agora não me assusto mais, às vezes finjo que estou dormindo e fico ali sentindo a respiração dele pertinho do meu rosto, até que não resisto e encho o menino de beijos. Tem dias que vão Antônio e Oscar, em outros vão os três. Aí eles ficam conversando, entram no closet, dão risadinhas, nessas horas não tem jeito, levanto e vou cuidar da vida e da turma, tendando, claro, deixar o papai dormir sossegado.
Mas sábado foi diferente. Oscarzinho foi me acordar, mas quando abri os olhos ele me deu um presente:
- Relô! Raiariiutudei?
- O que, filho?
- Raiariutudei?
Eu não acreditei no que estava ouvindo mas repeti o que havia entendido:
- How are you today?
Eis que o moleque responde:
- Aioquei! – e faz um joinha com a mão.
- Filho, você tá falando inglês?
- Rá, rá, rá, Oscar tá falando inguêis! – diz todo feliz.
Custei a acreditar, mas lembrei que ele teve aula de inglês na escola na sexta. O difícil foi entender como em apenas uma aula (uma aula!) o menino já tinha aprendido aquilo.
Tudo bem, talvez ele esteja só repetindo o que ouviu, sem saber o que está falando.
Mais tarde, todo mundo brincando de pular na piscina:
- Um, dois, três e jááááá!
Oscarzinho solta, mostrando nos dedinhos, antes do seu mortal:
- Uam, tuo, triiii e jááááá!
Todos os adultos adoraram e fizeram festa pra ele. Mas continuei achando que ele só estava repetindo, sem saber direito o que estava falando.
Só fui mudar de opinião quando à noite, ele virou pra gente e disse:
- Baibai, siiutumorrou!
- See you tomorrow, filho.
E e Caco fomos dormir encantados, apaixonados e orgulhosos de tudo com esses nossos filhos!
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Atualizando em 09/02
Ontem fomos a uma reunião de pais na escola e fiquei sabendo que as aulas de inglês são diárias e não apenas uma vez por semana. Faz sentido. Então, o rapazinho aí não aprendeu numa aula só, mas treinou por cinco dias.
Duca!
Foram quatro vezes.
1) A chupeta sumiu.
- Cadê minha pepeta, calalo?
2) Estava difícil encaixar as pecinhas dos blocos de montar.
- Ai, calalo!
3) A almofada não ficava do jeito que ele queria para recostar.
- Ô, calalo!
4) Ele quase caiu da rede – porque até balançar na rede de descanso pra ele tem que ser radical.
- Calaaaalo!!!
Sim. Calalo é aquele palavrão bem feio, mas na língua do Joaquim.
Ainda não sabemos onde ele aprendeu isso. Aqui em casa não foi, pois somos muito cuidadosos ao falar qualquer coisa na frente dos macaquinhos de imitação, quer dizer, das crianças.
Mas o que impressiona é como o moleque, com dois anos e cinco meses, já consegue empregar direitinho a maldita palavrinha!
Já na primeira vez combinamos de não repreender. Chamar a atenção poderia ser pior, principalmente na frente dos outros dois. Se Antônio percebesse então… aí perderíamos o controle. Teríamos calalos a torto e a direito. A solução foi fingir que não escutávamos. A gente simplesmente ignorava a fala do rapaz. E parece que deu certo pois nunca mais ouvimos um calalo nem nada parecido.
Mas cá pra nós, esse Joaquim é mesmo duca, né não?
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A mãe neurótica esclarece que se ouvisse mais um calalo, mais um calalinho se quer, alguém ia dormir com a bunda quente, como diria vovô Luiz, repreenderia, sim, o língua suja!
Contestador

“Que chama isso?”
Essa é a frase que o Oscarzinho mais fala. Quer saber tudo.
Também solta um delicioso “Que isso?!” nos momentos de perplexidade.
Um exemplo?
Depois do banho, já vestida, mas ainda passando o pente nos cabelos molhados, escuto:
- Que isso, mamãe! Arruma esse cabelo!
Lendo imagens
Sempre gostaram de livros, revistas e gibis. O material impresso sempre foi bem variado. Já tiveram e têm livrinhos e livrões de papel, papelão, plástico, borracha, pano, EVA… mas os preferidos do trio são os mais simples (e mais baratos, ufa!) da Editora BrasilLeitura, os da Editora TodoLivro, os gibis da Turma da Mônica e os cadernos feitos pela vovó Helena.
Para fazer os cadernos basta recortar imagens de revistas e colar em cadernos de desenho. As imagens podem ser agrupadas por tema (ex: animais, itens de higiene, roupas, comidas) ou misturadas para surpreender o leitor. A vantagem de montar os cadernos é que sai bem mais em conta do que comprar livros. Além disso, o caderno pode ser personalizado com fotos de lugares conhecidos, familiares e amigos. O efeito é o mesmo: a imaginação ganha asas e o vocabulário aumenta absurdamente.
Quanto a história, eles gostam tanto de ouvir como de contar. Atualmente andam preferindo a realidade, fatos e decrições da vida real. Acho que logo logo chegará a fase da fantasia. Será? Se bem que volta e meia eles soltam a imaginação e vão loooonge…
Só quero ver quando tiverem mesmo que andar com livros debaixo do braço… ah, aí é que eu quero ver! Pode ser que futuramente o trio adore estudar. Mas do jeito que são ativos, sei não. Fico pensando que talvez eles usem a imaginação e o vocabulário afiado justamente para escapar dos estudos.
Só o tempo dirá…
…
Esse da foto é o Joaquim imerso na sua leitura.
Campos e quadras
No carro, passando em frente a um lugar onde há quadras de tênis.
- Olha! Baquete!
- Não, Joaquim, não é basquete não! É futebol! – Corrige Oscarzinho. - Basquete joga na quadra. Futebol joga no campo!
- Futebol joga no Campo… de Jordão! - Grita Antônio.
- Não! No Campo do Jordão, não! Futebol joga no cam-pi-nho! – Finaliza Oscar (o Super Homem da foto).
…
A quadra do condomínio ainda está fechada para obras… tomara que no fim do ano já esteja pronta, porque Papai Noel mandou avisar que o trio vai precisar dela…
Cajazeiros
Pra quê servem irmãos?
Ahhhh, isso é muito fácil de responder!
Pra gente chamar “Vem! Corre! Vem rápido ver o urubinho! MuitoS urubinhoS!” (assim mesmo, com Ssss no plural).
E desse jeito eles passam alguns minutinhos, conversando sobre o que acontece do outro lado da janela lateral da sala de TV.
Como conversam! Como se entendem! Como se gostam!
…
Nota:
Urubinho não é mais passarinho. Passarinho é passarinho! Urubinhos agora são… pombos! Tudo bem, né. Quem vai dizer que não?
Caviar do Vale
Você sabe o que é içá?
A içá é a fêmea da formiga saúva, uma iguaria muito apreciada na nossa culinária popular.
Por todo o Vale do Paraíba sempre houve grandes apreciadores de içás. Sérgio Buarque de Holanda e Monteiro Lobato se referem a elas em vários textos de suas obras. Mas, como nossos meninos nunca leram Caminhos e Fronteiras e ainda (repito, AINDA!) não têm contato com a rica obra de Lobato, quem arrasou com uma “aula” sobre o içá para eles foi o Mauricio de Sousa*. Vejam que interessante a Crônica 40 do site da Turma da Mônica. Uma graça!
Aqui em casa a gente não come içá. Ninguém nunca comeu. Mas tem um monte de içás e sabitus voando por aqui nessa época do ano. Tem içá dando sopa pra todo lado! Como tem!
Nas fotos acima, Antônio, Oscar e Letícia viam uma içá bem de pertinho enquanto a gente dava explicações sobre o que ela faz com as plantações e sobre o que algumas pessoas fazem com ela. Ainda bem que Joaquim não estava por perto porque certamente a comeria assim, ali na hora, pura, crua e crocante. Uuuiii!
Bom, pra terminar, que tal uma farofa de içá torrado? Siga a receita abaixo que não tem erro!
Limpam-se as içás das perninhas e cabeças. Em seguida, põe-se de molho em água e sal por cerca de 1/2 hora. Escorre-se bem e leva-se ao fogo, em frigideira com gordura mexendo-se sempre para não queimar. Quando estiverem bem torradas, acrescenta-se farinha de mandioca, mexendo-se sempre, resultando a farofa, já pronta para ser comida acompanhada de café. Se quiser, coloca-se em pequeno pilão, juntando-se farinha a gosto, daí resultando uma paçoca de içás.
“Aí está nosso caviar! O que no Olimpo grego tinha o nome de ambrósia…”, diria Lobato! Imaginem que delícia a farofa da tia Nastácia! Deu até pra sentir o cheirinho agora…
E aí, Uli, nossa rainha da cozinha trigemelar, topas? Tem proteína…
E o Mauricio garante que só os mais gulosos têm dor de barriga depois do banquete (Vixe, então Joaquim não pode!). Ah, o pai do Chico também diz que o sal e a farinha disfarçam bem o estranho gosto de formiga assada…
Uma última curiosidade para os tamanduás de plantão e para os não-tão-fãs-de-bumbum-de-tanajura: uma garrafa pet cheia de içás chega a ser vendida a R$100,00! Bora catar içá?
…
* Como já mencionado em algum post anteiror, nosso trio adora a turma do Mauricio e já até os presenteamos com alguns gibis. Mesmo sem entender a linguagem escrita, eles se deliciam com os quadrinhos dos personagens. Por aqui, Chico Bento e Bidu são unanimidades. Mas, Mônica, Cascão, Magali e Cebolinha também agradam muito. Engraçado, mas os mosqueteiros só se apegaram a um desenho animado da turma – o Óia a onça!, do personagem caipira.
Eleições 2010
De brincadeira, Cida ensinou ao Oscarzinho que ele iria votar no Tiririca. Críticas à parte, ouvir ele falando Tiririca realmente é uma delícia!
Já cansado de responder bilhões de vezes a todo mundo sobre em quem ele iria votar, Oscar se revoltou.
- Oscarzinho, em quem você vai votar?
- No Jacleker! (Jacques Leclair) ????
Não me olhem com essa cara! Nem estou em casa na hora da novela…
Bom, agora que a eleição já acabou posso falar. Os meninos entenderam direitinho essa história de candidatos… que para eles eram o zé careca e a bruxa.
Obs: Cida não votou no Tiririca! Nem na bruxa.
Febre???
Os meninos acordam e conversam no quarto até aparecer alguém – quase sempre, eu! Eles batem papo, jogam seus travesseiros e cobertores para os irmãos, inventam termos e gestos que só eles entendem e morrem de rir.
Quase sempre Oscar me chama:
- Mamãe! Mamãe!
Quando a mamãe demora a aparecer:
- Mamãe! Troca a fralda do Oscar!
Ou:
- Mamãe, Oscar fez cocô!
Ou
- Mamãe! Oscar tá com a roupa molhada!
Ou exagera e até mente:
- Mamãe, Oscar tá dodói!
Dia desses demorei tanto para aparecer por lá que Oscar apelou:
- Mamãe! Oscar tá com febre!
E mamãe, que estava dando risada na cama com o papai, só ouvindo a bagunça no quarto ao lado, fez cara de séria e ainda se perguntou “Será que é verdade???”
É, seria difícil se não fosse cômico!
Oscar é assim, inteligente, manipulador, genioso, dono do mundo, faz tudo por carinho, colo e atenção.















Christiana Strauss, psicóloga clínica e professora universitária, mãe dos trigêmeos.
Oscar, Antônio e Joaquim
nascidos em 20 de julho de 2008