Três Mosqueteiros
Minha Vida com os TrigêmeosArquivo de Mãe que trabalha
Somos todas Maris
Pausa nos posts sobre os meninos. O que eu quero agora é compartilhar com vocês (é pra isso que a gente tá aqui, né?) esse texto incrível que, apesar de ter sido publicado há uma semana, só agora pude ler.
Leiam, se inspirem e sejam felizes de verdade, não só como mães, que é pouco!
Aqui está o (Anti)Post confessional de Dia das Mães por Mari Zanotto (não a conheço, mas curto muito algumas coisas que essa moça fala).
Atenção especial à analogia no final… perfeita!
E o ano começa amanhã!
Finalmente, amanhã, segunda pós-carnaval, o ano começa de fato. E como sou tento ser toda certinha, tenho aqui minha listinha mental de planos para 2012.
É engraçado como a lista de afazeres da semana é infinitamente maior do que a lista do ano. Normal, na lista da semana há coisas pequenininhas a fazer como preparar 239 aulas, atender 417 clientes, buscar roupa na lavanderia, consertar a porta do armário do quarto dos meninos, fazer a tal mamografia, fazer compras no atacado, fazer mais compras no outro supermercado, unha e cabelo marcados para sexta, devolver os livros na biblioteca, comprar os produtos que o jardineiro pediu, etc. Já na lista do ano, estão as metas mais amplas e mais difíceis de serem alcançadas, e fico feliz, muito feliz, por ter mais 10 meses até a linha de chegada.
Hoje, me peguei pensando sobre a segunda que estava tããão longe e já é amanhã! Amanhã!!! Bom, não vou comentar as minhas metas para 2012, afinal são minhas. Mas quero registrar que elas existem! Ahá! Acho que, depois de três anos, as coisas estão voltando ao normal e é isso que eu estou adorando. Todo mundo pode imaginar, mas só quem múltiplos ou escadinhas sabe do que estou falando.
Agora, só preciso dormir (será que coloco “dormir mais” como meta? Merecia entrar na lista, sim), pois amanhã, segunda, começo o ano com uma super tarefa agendada há tempos: separar os 582 carrinhos de controle remoto daqui de casa e organizá-los, trocar pilhas, ver quem controla o quê e separar e dar os que não servem mais. Ou será que terei que passar esse afazer da lista semanal para a lista anual??? E a porta do armário? Viiixe…
Já passa das onze, os homens dormem tranquilamente enquanto cai um dilúvio e eu aproveito o clima para visitar blogs queridos, “só mais esse e vou dormir…” – já repeti isso umas 625 vezes. O lance é que depois que a gente vira mãe a gente tem que aprender a fazer-dar-tempo. Acho que estou aprendendo, quem sabe um dia fico craque. Claro que vivo cansada, escondendo as olheiras e com os fios brancos pedindo uma tinta, mas tem dado certo. E o melhor, está valendo a pena! Basta olhar para as crianças para ver que está tudo bem, que podemos continuar assim.
Só que para continuar dando certo, preciso dormir* e antes, (sim, sempre dá tempo disso) vou lá cobrir meus pequenos, dar um cheirinho em cada um, entrar debaixo das cobertas, dar beijinho no marido. Só depois desses abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim é que posso sonhar sossegada com as metas cumpridas (as curtas e as compridas!).
É isso. Depois eu volto pra contar quantos carrinhos foram pro ferro velho, tá?
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* anos e anos de balada e só fui aprender que não dá pra ficar sem dormir depois que virei mãe. Nosso sono sempre é prejudicado, mesmo quando as crianças dormem pesado a noite inteira, sempre sobra alguma coisa pra fazer e acabamos dormindo menos do que deveríamos…
Como poderei viver





Sem a tua, sem a tua,
sem a tua companhia?
Letícia, essa é pra vc! Volta logo!!!
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Dezembro está me engolindo viva. Sempre é assim, nunca dá tempo pra nada – presentes para comprar, festa para oragnizar, marido, filhos, trabalho, casa – caos total!
E enquanto eu me desenrolo nos afazeres mil, o quarteto se esbalda no clube. Falando nisso, que calor é esse???
Bom, não vou desejar feliz natal porque ainda pretendo voltar aqui no blog antes de sábado. Até lá!
Somente para Doutoras

Acabei de receber esse texto da minha irmãzinha, a Dra Nathália. Descobri que o texto é antigo e conhecido por muitos, mas achei que valia a pena guardá-lo aqui.
Dras., espero que curtam. Aí vai:
Certo dia, uma mulher foi renovar sua carteira de motorista e perguntaram-lhe qual era a sua profissão. Ela hesitou. Não sabia bem como se classificar.
O funcionário insistiu.
- Estou perguntndo se você tem um trabalho…
- Claro que tenho um trabalho! – Exclamou a mulher. – Sou mãe!
- Isso não é trabalho! – disse o funcionário friamente. – Vou colocar “dona de casa”.
Uma amiga sua, chamada Marta, soube do ocorrido e ficou pensando a respeito por algum tempo.
Num determinado dia, ela se encontrou numa situação idêntica. A pessoa que a atendia era uma funcionária de carreira, segura e eficiente.
O formulário parecia interminável. A primeira pergunta foi: “Qual a sua ocupação?”.
Marta pensou um pouco e respondeu:
- Sou doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas.
A funcionária fez uma pausa. Marta precisou repetir a frase, enfatizando as palavras mais significativas.
Depois de ter anotado tudo, a jovem ousou indagar:
- Desculpe-me, mas o que é que a senhora faz exatamente?
Com muita calma, Marta explicou:
- Desenvolvo um programa a longo prazo “indoor” e “outdoor”.
Pensando na sua família, ela continuou:
- Sou responsável por uma bela equipe e já recebi quatro projetos. Trabalho em regime de dedicação exclusiva. O grau de exigência é de 14 horas por dia. Às vezes até vinte e quatro horas!
À medida que ia descrevendo suas responsabilidades, Marta notou o crescente tom de respeito na voz da funcionária, que preencheu todo o formulário com os dados fornecidos.
Quando voltou para casa – “indoor” – Marta foi recebida por sua equipe: uma menina com 13 anos, outra com 7 e outra com 3.
Subindo ao andar de cima da casa,ela pôde ouvir seu mais novo projeto, um bebê de sei meses, testando uma nova tonalidade de voz.
Feliz, Marta tomou o bebê nos braços e pensou na glória da maternidade, com suas multiplicadas responsabilidades – e horas intermináveis de dedicação… “Mãe, onde está o meu sapato? Mãe, me ajuda a fazer a lição? Mãe, o bebê não para de chorar! Mãe, você me busca na escola? Mãe, você compra? Mãe…”.
Sentada na cama, Marta pensou: “Se eu sou doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas, o que seriam as avós?” E logo descobriu um título para elas: doutoras-sênior em desenvolvimento infantil e em relações humanas.
Num mundo em que se dá tanta importância aos títulos, em que se exige cada vez mais especializações na área profissional, torne-se especialista também na SUA* arte de amar!
*Acrescentei o SUA ao texto porque cada um ama de um jeito e ninguém tem que ser especialista em amar do jeito que a outra ama.
Boa notícia lá e insight cá
Eu disse que desenvolveria melhor o assunto do último post. E agorinha mesmo apareceu uma boa oportunidade de tocar no assunto de novo!
Hoje me deparei com a boa notícia sobre a vontade da Camila voltar a trabalhar. Deixei um comentário lá, mas bateu vontade de falar sobre isso por aqui também. Segue o trecho do comentário:
Adorei Camila! Tanto o post como a decisão estão super acertados!…
Voltei a trabalhar quando meus trigêmeos estavam com quatro meses. Voltei primeiro para o consultório, assim como você está pensando em fazer. E deu super certo. Logo depois voltei a lecionar em duas universidades, de manhã e de noite. Pode parecer loucura e algumas pessoas que não convivem comigo pensam que eu tenho uma rotina louca e vivo no caos. Ou pior, pensam que meus filhos não têm mãe! Mas não é nada disso. Dá muito bem para viver os dois mundos. A culpa sempre vai existir, o importante é saber lidar com ela. Clichê? Não importa. É fato, pronto e ponto.
Ontem mesmo conversei com uma aluna sobre ser mãe e psicóloga. Me peguei falando a seguinte frase “Ser mãe tem me ajudado a ser uma psicóloga mais completa mais do que ser psicóloga tem me ajudado a ser mãe.”…
Já expus minha posição em relação a trabalho e maternidade aqui no blog várias vezes e quem se interessar pode procurar pelo assunto “Mãe que trabalha” ou clicar aqui. O fato é que nessa loucura toda, tenho pensado muito nisso, tenho constantemente me perguntado o quanto compensa ou até mesmo se vale a pena dividir o tempo dedicado às crianças com o trabalho fora de casa. Eis minha conclusão, ou melhor, parte dela:
Ser mãe nos engrandece, nos fortalece e favorece nossa adaptação ao ambiente em que vivemos. Como eterna neurocientista antenada sei que nosso cérebro até cresce após a maternidade (aqui e aqui). Tudo por conta de novas conexões, novos circuitos, resultado de muito aprendizado. Pra quê? Talvez para algo mais além de proteger e alimentar a prole… quem sabe para uma evolução pessoal, coletiva ou até mesmo espiritual? Pra mim, tudo isso parece fazer muito sentido.
Nada contra a monotematicidade das mamães – que só sabem ou só querem falar sobre os filhos – mas cá pra nós… se queremos um mundo melhor para os nossos filhos, temos que fazer parte dele, temos que tentar melhorá-lo! Não basta ficar dentro de casa enchendo o rebento de amor, afeto, atenção e tudo o mais enquanto o mundo lá fora pega fogo. É preciso fazer as duas coisas! Garantir a sobrevivência da espécie também é cuidar do mundo lá fora! Não acho que meus filhos serão prejudicados pelo meu trabalho. Não mesmo! Pelo contrário! Então, apóio e defendo mães que, por necessidade ou por opção, trabalham ou têm uma atividade extrafilho.
E olha que bacana, quem acha que tem um trabalho chato, sem sentido, que só tem como retorno o salário do fim do mês – e que por isso pesa no momento de deixar os filhos em casa – pode aproveitar esse momento “mãe” para repensar sobre a ocupação e sobre em que realmente gostaria de trabalhar.
Conhecem o fenômeno wahms ou mompreneurs?
Lembrei disso ao ler a coluna do Alexandre Hohagen na Folha de São Paulo hoje cedo (Mudanças sem razão). Ele falava sobre mudanças, dizia que aderimos a mudanças mais por motivos emocionais do que racionais. Acho que se maternidade aparece como um momento perfeito para mudarmos de atitudes, de comportamentos, de maneiras de enxergar o mundo, por que não como momento propício também para iniciarmos uma nova atividade? Nosso cérebro se abre para isso.
O engraçado é que isso acontece justamente durante ou pouco após sermos engolidas por uma descarga hormonal que nos faz enxergar somente nossos filhotes. Seria para compensar o foco estreito que temos em relação ao bebê no período pós-parto???
Ah, a culpa… eu também morreria de culpa se abandonasse meu trabalho. Então, a culpa está por todo lado e mantenho o que eu disse ali em cima pra Camila. E aprender a lidar com a culpa também nos enriquece muito! Bagunça as coisas aqui dentro, gera mudança, aprendizado, amadurecimento!
Não tem aquela história de que devemos aproveitar algumas janelas temporais biológicas para desenvolver algumas habilidades? É fácil a gente entender isso quando se fala em desenvolvimento infantil. Mas, pensando sobre nós, as mães, pra mim faz todo sentido aproveitar essa janela biológica alcançada com a maternidade para desenvolver novas habilidades também, seja como mãe aprendendo a amar, a fazer feira e papinha ou como profissional. Não sei quanto a vocês, mas eu não posso perder esse bonde! Quero tudo! Todas as possibilidades!
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Menti sobre o período que voltei a trabalhar para evitar a condenação por parte de pessoas que julgam sem conhecer. Na verdade, voltei a trabalhar no consultório quando os meninos estavam com um mês e meio. E, graças ao velho conceito de que quantidade não é qualidade, ninguém por aqui recebeu menos carinho por causa disso!
ah, se eu fosse duas…
Sabe quando as coisas acontecem tudo ao mesmo tempo? Então! Cogitei duas saídas: abrir mão de alguma coisa no meio desse “tudo” ou rezar para dormir uma e acordar duas. Como a segunda opção não passa de um devaneio meu, alguma coisa há de ser sacrificada… desculpa, gente, tive que me afastar uns dias do blog.
Mas não se preocupem, foi por uma boassíssima causa!!!
Tenho acompanhado os blogs, leio um milhões de coisas que gostaria de comentar, registros mil entram na fila de publicação… enfim, saca aquela ansiedade por querer escrever, dividir, exibir? Tá tudo aqui, tudinho… intacto.
Mas… ai! Como eu queria ser duas! Seria pedir muito querer estar em dois lugares ao mesmo tempo? Depois, era só juntar as partes, trocar idéias, assim como quem troca um chip. Só queria poder aproveitar tudo sem ter a sensação ruim de que algo está ficando pra trás? Quem tem múltiplos devia ter esse direito!!! Não acham? Aliás, não tem nada a ver com ter múltiplos, tem muita gente por aí que, mesmo sem filhos, anda se sentindo assim como eu.
Prometo desenvolver melhor o assunto num futuro post.
Ah, e pelamordedeus!, entendam: as crianças estão ótimas e nada vem na frente delas na lista de prioridades.
Um dia daqueles

Foi hoje. Antônio com febre ficou com uma avó, Joaquim, também com febre, ficou com a outra. Só Oscarzinho ficou na escola. Agora, está tudo bem, todos medicados, dormem tranquilamente.
Acho que é garganta… Esse calor está de matar, passaram o último fim de semana inteirinho sob um sol assassino. Isso é que dá, mas não me arrependo, eles se divertiram demais! A febre só pode ser de garganta inflamada. Faz parte. Amanhã, médico para os três!
Até aí tudo bem. O problema é que enquanto isso acontecia, eu percorria o circuito aula-de-manhã-consultório-a-tarde-e-mais-aula-a-noite. Papai e Cida cuidam das crianças enquanto mamãe está em aula à noite e eles fazem isso muito bem. Mas mesmo assim, uma culpa absurda me consome. Posso conviver com essa monstra? Meus filhos doentinhos e eu cuidando de outras coisas… não sei se posso, não.
O jeito é aproveitar a noite de termômetros e remedinhos para ficar grudada neles. E vamos torcer para que seja mesmo apenas uma dorzinha de garganta.
Desabafo
- A Kika tá sempre carregando um monte de coisa. Quando não é filho, é compra, é pasta, livro, computador… tá sempre correndo.
Outro dia escutei isso da Valda e fiquei me perguntando pra onde isso tudo vai me levar, ou talvez, pra onde eu esteja levando tudo isso…
Por enquanto está tudo bem leve, tudo tem sido flores. Sinto que vou na contramão, mas quero e preciso ir nessa direção. De preferência de bicicleta porque tenho pressa e preciso de ar nos meus pulmões! As pessoas olham, tentam ajudar, algumas admiram, outras sentem pena. Paciência, são diferentes, suas necessidades são outras. Estou um pouco cansada e muito culpada feliz assim! Só sei que o tempo é tão curto que nem dá para falar sobre isso ou sobre a foto que o Alain Delorme fez de mim.
Enfim, entenderam? Deu pra sacar como tem sido corrido esses dias?
As crianças estão ótimas! Só que quero férias!!! Quero tempo integral com elas!
E tempo para escrever aqui sobre carregar e ser carregada… é, sinto muito, vai ter que ficar pra depois!
Ah, e voltando à foto(shopada) do Delorme… Legal, né?! Apropriadíssima!
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Pra quem não entendeu nada, tudo isso é só uma desculpa pela falta de posts ou um simples desabafo… porque blog também serve pra isso!
Operação desfralde: O planejamento
Agora multiplica isso por três!
Agora imagina antes de passar por isso aí que você acabou de imaginar, ter que ensinar os três a usarem o troninho e ter que conviver com inúmeros acidentes até que tenham de fato aprendido. Imaginou?
É por isso que estou esperando as minhas férias para dar início ao processo. Não que eu queira sair correndo atrás deles limpando números um e dois que tenham escapado sem querer, disso eu não faço questão, não. Só quero poder participar e acompanhar o processo de perto, bem perto, e isso é impossível enquanto estou trabalhando.
O bom é que a escola também só dará início à operação desfralde no ano que vem. Então, será um trabalho de equipe e temos mais chances de que o treino seja rápido e definitivo.
Dizem que tudo leva aproximadamente um mês. Será que por serem três crianças tenho o direito de levar três meses??? Sim, digo “direito” porque o que eu ando escutando por aí de regras… tenho ficado apreensiva. “Será que vai dar certo?”, perguntaria minha amiga Jana.
Enfim, vamos começar em janeiro e espero terminar em janeiro mesmo. Quem sabe em fevereiro eles até já saibam limpar seus bumbuns como na tirinha? Aí, em março nem precisarei mais conferir para ver se fizeram tudo direitinho!
Ah, terei que inserir novas perguntas dentre as mais frequentes (essas à direita aqui no blog): “Quantos penicos?”, “O que vocês fazem quando os três querem is ao banheiro ao mesmo tempo?”, “Os mosqueteiros usam o mesmo penico?”, “Como é o penico dos três mosqueteiros?”, “Eles cag fazem juntos?”, e por aí vai.
Ansiosa, eu? Imagina… psicóloga não tem ansiedade e tem tudo sob controle sempre, inclusive as necessidades fisiológicas dos três filhos! E faz tudo com perfeição, sem gerar traumas, sem dizer não, com paciência tibetana!
É nessa hora que dá vontade de fazer igual à mamãe Camilitcha ocupada que certa vez rasgou o diploma, picou bem picadinho e até botou fogo! E eu ainda varreria as cinzas pra baixo do tapete mais próximo!
Mas… nada de pânico, o desfralde é só mais capítulo da série “Só o tempo dirá”. Talvez tirar as fraldas de três crianças de uma vez não seja tãããão complicado assim. Acho que será, no mínimo, divertido.
Marvada
Olha, você até que é legal, mas não vem com esse seu jogo, não. Agora eu já sei direitinho como lidar com você. Na verdade, desculpa por ter te interpretado mal todos esses anos. É que tenho aprendido a te ver com outros olhos. Antes, você era auto-exigência, cobrança, ansiedade, sofrimento… agora, sei que é você quem me mantém com o pé no chão, quem me traz pra realidade, mas não mais de um jeito pesado, sofrido. Você, querida, é o que me faz ser assim, dedicada, cuidadora, prestativa e competente. Você me completa, me faz um pessoa que busca sempre o melhor, que sempre dá o máximo que pode e tenta se superar a cada segundo. É você que faz com que eu dê conta de tudo e de todos. Então, hoje, você tem sido quase um vício. Quem diria, heim, ontem eu pedia pra que você largasse do meu pé, hoje eu valorizo e imploro pela sua companhia. Que relação mais doida! Olha, obrigada por você existir e estar sempre comigo, aliás, estar sempre em mim. Assim te entendo, te acolho e até te alimento. Te digiro e te dirijo. Mas vai com calma, deixa eu tomar fôlego de vez em quando. É melhor pra todo mundo. Tudo bem, tudo bem, sei que nem sempre eu dou-conta-de-tudo. Mas aí o papo já é com você, frustração. E com você, lindinha, eu converso outro dia, outra hora, agora não! Sai, sai, sai, que tô muito ocupada!
E assim venho lidando com a minha culpa. Se ela é grande? Vixe, é enooorme… Qualquer um que busque entender uma mulher que em 2010 está na casa dos 30 (tá bom, quase 35), casada, que trabalha pra caramba, cuida da casa e tem três filhos pequenos vai perceber que a culpa está sempre presente. Se a coitada for virginiana então… mulher, seu nome é culpa!
É. Até isso o trio tem me ensinado. Ter filhos é mesmo um p grande amadurecimento. É aprender a ter culpa sem culpa por ter culpa.
A propósito, pra quem é o “Ai muito obrigado” que a Inezita solta no fim da música? Pra pinga, pros sordado com quem ela foi pra casa de braço dado, pra quem a ouviu até o final ou pra Deus por ajudá-la a ficar de pé mesmo com a marvada na cabeça?
Pode ser pra tudo isso junto? Então, faço destas as minhas palavras.
Ai muito obrigado! À culpa, aos meus homens com quem sempre estou de braço dado, a todos que estão comigo até o final e a Deus… nem preciso explicar por que, né?!
Ai muito obrigado!
Férias? Não. Trabalho temporário!
Essa semana estou de volta ao trabalho. Aproveitei julho para dar férias para Jê e ficar mais com as crianças. Como os meninos não tiveram férias na escola pude descansar um pouquinho também. Só que julho, especialmente esse julho, foi até agora o mês mais curto do ano, passou voando, e não deu tempo de fazer tudo o que eu tinha planejado. Retorno ao trabalho com aquela sensação desagradável de que não consegui nem descansar tudo o que eu precisava, nem fazer tudo o que eu tinha proposto.
Dentre as milhões de coisinhas que deixei para fazer nas férias, pensei em dar uma melhorada no blog… Que nada! Mal consegui postar as novidades. E os livrinhos que comecei a fazer para os meninos?! Está tudo lá: revistas velhas, tesoura, recortes, cola e papéis… Mas não faz mal, a gente sempre dá um jeitinho e devagar acaba conseguindo colocar a vida em dia. O importante é que adorei a experiência de ser motherholic e tive um bom desempenho nessa condição. Ter ficado mais tempo com as crianças foi maravilhoso tanto pra mim como pra eles.
Agora a Jê está de volta e as aulas também (não me afastei do consultório em julho). Às vezes bate uma vontadezinha de não trabalhar e me dedicar somente a eles, como mostrou a reportagem Elas estão de volta ao lar da Veja de 14/07. Mas como já falei várias vezes (clique aqui para ler outros posts sobre o assunto mãe que trabalha), jamais seria feliz longe do(s) meu(s) trabalho(s). Entendo as mamães que se entregam à vida de mãe 24hs. Admiro muito, mas cada uma é uma e para mim isso certamente não daria certo – a não ser, claro, se a situação assim exigisse.
Na contra mão ou não, só sei que não há regras nem receitas para encontrar a felicidade. Descrições e interpretações sobre as tendências e as mudanças de comportamentos em nossa sociedade devem nos levar a pensar, mas nunca a agir cega e inocentemente de acordo com a maioria. E vale o recado para aquelas que trabalham porque precisam e/ou porque gostam: não devemos nos sentir culpadas por isso! Enfim, meninas, mamãe realizada é muito mais mãe!!! Ponto.
Então, de volta ao batente! Que venha a correria!
Tipo Heroes
Nessa semana fui convocada pela mesma universidade para duas reuniões que aconteceriam no mesmo dia e no mesmo horário. Uma aqui em São José, a outra em São Paulo. Como assim? Agora além de tudo tenho que me multiplicar, tenho que ser duas ao mesmo tempo? Não, claro que não. Eu poderia me dividir ao meio, simples assim. Já pensou que legal? Meu lado esquerdo faz uma coisa, em algum lugar e o meu lado direito faz outra coisa, em outro lugar, tudo ao mesmo tempo.
Bom, a história das reuniões me fez pensar sobre há quanto tempo venho sendo duas, três… Na correria do dia a dia a gente desenvolve novos talentos, diria até novos poderes. Sabe, tipo “Heroes”?
Mas não se preocupe, não vou ficar aqui discorrendo sobre meus super poderes, muito menos sobre como e quando eles me são úteis. O objetivo do post é registrar como tem sido uma loucura essa fase. Cuidar da casa, do marido, dos filhos, do(s) trabalho(s), etc. Haja fôlego!
Assim, mais pra frente, caso seja necessário, eu me lembrarei de como pude lidar com coisas e situações que jamais havia imaginado que pudesse viver um dia. Situações que nunca passaram pela minha cabeça, que eu nem sabia que existiam. Quem sabe com isso eu consiga forças extras quando as circuntâncias exigirem… Não custa registrar.
Enfim, além do registro, quero deixar aqui um enorme parabéns às minhas companheiras de super poderes. Um beijo de “Feliz dia das mulheres” a todas as mamães que são duas, três ou quatro ao mesmo tempo. Se inclua neste grupo caso você consiga se dividir ou se multiplicar para dar conta do recado e se sinta feliz por ter se tornado, assim, tão poderosa. Parabéns amigas mamães de múltiplos!!!
E falando em amigas “Heroes”, precisamos de um anelzinho daqueles dos super amigos. Como é que é mesmo? “Super gêmeas, ativar! Forma de duas, três ou mais mães com pulmões e corações gigantes!” Pulmões para o tal do fôlego e corações para as emoções que não são poucas.
Pensando bem, não há mistério nenhum em ser duas ou três para quem já teve no mesmo corpo 4 corações, 4 cérebros, 80 dedos, 80 unhas, 8 pulmões, 8 olhos, 8 ouvidos, 8 braços, 8 pernas, 400 bilhões de neurônios (ai, isso é assustador!) e por aí vai… Não é mesmo?
18 meses!!!
Vivaaaaaa!!!! Ôbaaaaaaa!!!! Ontem os meninos completaram 18 meses de vida!
E a comemoração foi em grande estilo: primeiro dia na escola – ou “scóia”, como diz o Oscarzinho.
Colocá-los tão cedo na escolinha não estava nos nossos planos, mas uma das nossas ajudantes que mora com a gente terá que ir embora e pensamos que esta seria a melhor solução. Foi uma decisão difícil porque além das crianças ainda serem muito novinhas, elas ficam super bem com as babás… mas com uma ajudante a menos em casa ficará complicado. Por isso, aproveitamos para experimentar um novo esquema.
Escolhemos com todo cuidado e a escola escolhida é incrível! Tem tudo para dar certo. Só não me conformo com o termo “berçário” (eles estão no B II B III, depois vem o B III e só então o Infantil) porque acho que eles já estão grandes e espertos demais para ficarem num “berçário”. rs Coisa de mãe coruja! rs rs rs
Enfim, ontem eles foram para o colégio pela primeira vez e estão se adaptando super bem. Assim, depois das férias, quando eu voltar ao trabalho, a casa já estará com uma nova rotina estabelecida.
Parabéns para os mosqueteiros pelos 18 meses e pelo primeiro dia de aula!!!
Mãe de arame e Mãe macia

Volta e meia sinto uma baita culpa por ter que deixar as crianças com as babás para poder trabalhar. Algumas vezes dá vontade, sim, de jogar tudo para o alto e ficar com eles o tempo todo, 24 horas por dia. Mas se eu fizesse isso estaria abrindo mão de algo que amo muito: o meu trabalho (consultório e sala de aula). De que adiantaria eu estar com eles o tempo todo frustrada?
Na realidade, o tempo reservado para mim e para as coisas que eu gosto é precioso demais. Poder me realizar também em outros aspectos, não só como mãe, faz com que nos momentos em que estamos juntos a minha dedicação a eles seja 100% rica, intensa, muito bem aproveitada. Quem é mãe de múltiplos e fica com eles em período integral sabe muito bem do que eu estou falando. Os cuidados são muitos e como somos humanas ficamos cansadas, esgotadas. É aí que entra a babá. Ela é necessária tanto quando estamos fora como quando estamos em casa.
Entretanto, muita gente questiona os limites da participação dela. O fato é que mãe não é babá e babá não é mãe! O segredo está em administrar essa relação mãe-babás-filhos. Tarefa difícil, mas não impossível. No início, o Caco, estressado com a presença de tanta gente me casa – mãe, pai, sogra, sogro, babás, etc. -, até comentava que os adultos davam mais trabalho do que as crianças. Pura verdade.
Bom, pessoal, resolvi falar sobre esse assunto aqui no blog porque recebi da minha irmã uma dica muito legal: uma reflexão sobre os papéis de mãe e de babá e o resumo de um experimento clássico da área de psicologia que evidencia a importância do carinho MATERNO na formação do cérebro das crianças.
Espero que ajude as mamães na administração dessa relação delicada. Espero também que essas mamães sintam a mesma sensação de alívio em relação à culpa que eu senti. Lembrem-se: tudo depende da qualidade do tempo dedicado aos filhos. Sou MÃE, sim, em letras maiúsculas! O fato de ter anjinhos para me ajudar não diminui o meu papel de mãe, pelo contrário, o torna ainda melhor, pois dou amor, carinho e atenção abundantes. E como psicóloga neurocientista sei que os cérebros dos meus mosqueteiros se lembrarão disso pelo resto de suas vidas.
Doce Labuta

Muita gente vem se queixando que não atualizo o blog. É verdade, não tenho atualizado mesmo…
Posso justificar a minha ausência com os seguintes números: 1 marido que merece ser muito bem tratado e mimado; 3 filhos com 1 ano de idade; 1 casa com 4 funcionárias (ora a minha salvação, ora minha maior fonte de stress); 3 empregos e muuuuitos outros interesses pessoais.
Pois é, voltei a trabalhar quando os mosqueteiros tinham 4 meses. Sou psicóloga e voltei assim que pude para os meus pacientes no consultório. Em março deste ano, quando os meninos estavam com oito meses voltei a dar aulas. Então, hoje, tenho que me dividir entre a casa, o marido, os filhos, o consultório e as duas universidades onde sou professora todas as noites. Sem falar nos compromissos com familiares e amigos. Tenho um monte de gente para me ajudar, incluindo mãe, pai, sogro, sogra, tias, etc. Porém, preciso aproveitar o tempinho que sobra para me divertir e cuidar de mim!
Adoraria entrar sempre no blog e postar cada novidade e muitas fotos fofas dos mosqueteiros. Mas é humanamente impossível. E se tem uma coisa que realmente aprendi depois que os meninos nasceram é não me culpar! Sei que estou fazendo o que eu posso e da melhor maneira possível.
Então, neste post, além do desabafo, vai um pedido. Por favor, compreendam o aparente descaso com o blog, tá?! Prometo atualizá-lo sempre que der.
Do fundo do coração, muito obrigada pelo carinho e pelos comentários! Adoro!!!
Agora, deixa eu voltar pro trampo…
Mas… e eu???

Os meninos estão ótimos, cada dia mais lindos, inteligentes e espertos. Papai anda trabalhando muito, mas todo dia arruma tempo para curtir os mosqueteiros. Os quatro avós, felizes como nunca, só fazem babar e paparicar os netos. Nossos amigos se encantam com as gracinhas que os meninos fazem e também estão ótimos. Mas… e eu???
Algumas pessoas se preocupam comigo e não estão tão perto para saber como eu estou. Aproveito, então, esse mês das mães para dizer que eu estou bem.
Sinto que estou melhor do que há uns meses atrás. No começo foi meio complicado. Sou virginiana e a organização que eu preciso para viver confortavelmente foi abalada. Posso dizer que tenho feito um exercício diário para lidar com situações que fogem do meu controle. Sim elas existem e acontecem a toda hora. Mas só descobri isso depois que os meninos nasceram. Desde as coisas mais bobas até as mais sérias, hoje sei que nem tudo é do jeito que EU quero. Hoje sou mais tolerante, mais paciente e me estresso menos com coisas triviais.
Por fora também está tudo bem. Estou mais magra do que quando engravidei e procuro cuidar da saúde, do corpo, do cabelo e da pele. Já a vida profissional merece um post a parte.
Posso dizer com o maior orgulho que ser mãe me fez uma pessoa melhor. Amo mais e me sinto mais amada. Sinto que estou crescendo junto com as crianças… será que é normal sentir isso?
Sei lá, só sei que eu estou assim… mais feliz, plena e mais perto do céu!
Volta ao Trabalho
Essa semana, quando os meninos completam um mês e meio, volto a trabalhar. Como sou psicóloga e tenho meu próprio consultório, posso voltar aos poucos, agendando meus pacientes para horários mais adequados. Minha mãe, minha sogra e a tia Alda se revesam e ficam com a Cida e com a Kátia cuidando das crianças enquanto vou trabalhar. E tem sido muito bom sair de casa e ir retomando a vida.
A volta ao trabalho não está sendo difícil como ouvi falar que seria. Não tenho sentido culpa, nem medo, nem aperto no coração… Pelo contrário, tem sido gostoso sair um pouco da rotina de cuidados com os bebês. Talvez porque eu possa ficar apenas algumas horas longe deles e não o dia inteiro como a maioria das mães que trabalham fora.
Além disso, sei que tudo corre bem enquanto eu não estou em casa, pois os bebês estão com pessoas em quem confio plenamente, e isso faz toda a diferença.
Na foto podemos até sentir todo o carinho que a tia Alda tem pelos mosqueteiros. Obrigada “vó” Alda!






Christiana Strauss, psicóloga clínica e professora universitária, mãe dos trigêmeos.
Oscar, Antônio e Joaquim
nascidos em 20 de julho de 2008