Três Mosqueteiros
Minha Vida com os TrigêmeosArquivo de Sustos
O descanso dos anjos


Antônio e Joaquim dormiam e Oscar lutava bravamente contra o sono, estava a fim de conversar. Falava sobre o F, seu amigo da escola, que queimou a mãozinha na casa dele e “doeu muito”. Falou de F e de todo mundo, do que fez no dia, das músicas que cantou, das atividades, das brincadeiras no parque, etc. Conversamos um bocado, uma delícia.
- Chega, filho, está na hora de dormir. Vamos rezar um pouquinho.
Comecei a oração com o sinal da cruz, ele acompanhou, já sabe fazer bonitinho.
- Obrigado, papai do céu pelo dia de hoje…
- Papai do céu, sara logo o dodói do F porque ele é meu amigão! – Oscarzinho estava mesmo preocupado com o amigo e soube certinho a quem recorrer, em quem confiar.
Preciso dizer que fui dormir completamente emocionada?
No dia seguinte, mandei um recado na agenda dizendo que Oscarzinho estava rezando pela recuperação da mãozinha do amigo. Mãe, pai e irmã de F agradeceram e mandaram o bilhetinho pra gente (foto).
No dia seguinte, F caiu na escola e se machucou de novo…
- Puxa! – comentei com Oscarzinho - Será que o anjinho da guarda dele estava dormindo?
- Não, mãe. O anjinho da guarda estava só descansando, ele fica cansado porque a gente faz muita bagunça!
Alguém aí discorda da esperteza desse meu anjo? E o que dizer da amizade que cresce entre os nossos anjinhos aqui na terra?
O primeiro ponto


Acho até que demorou. Hoje Oscarzinho teve a testa costurada.
Estava em casa já pronta para sair quando recebi o telefonema da diretora da escola:
- (…) Acho que vai precisar de um pontinho…
- Estou indo praí!
Liguei para a minha mãe, mas ela estava no pilates. Então, vovô Luiz foi com a gente para o pronto-socorro. Tenho certeza que ele, assim como eu, achou que seria mais difícil do que foi.
Lá na escola Oscar estava todo faceiro no colo da professora, rindo, brincando, dizendo que ia para o hospital e depois pra casa da vovó (espertinho!). Ah, e também repetia “Não quero costurar! Não quero costurar!” Onde será que ele aprendeu isso?
Pela foto dá pra ver a tranquilidade do menino, ainda com a cabeça aberta, dizendo que estava voando e bateu com a cabeça na parede. Ah, só um esclarecimento, não sou maluca, era dia de levar fantasia pra escola. Resumindo, o menino fez o maior sucesso nos minutos entre os primeiros socorros e a chegada do nosso médico. Sem falar na música que cantava “Foge foge mulher maravilha, foge foge superman…” De novo: Onde será que ele aprendeu isso???
Bom, posso pular a parte da anestesia e do ponto? Obrigada, porque doeu, sim, nele, em mim e no vovô. Já passou, mas não quero ficar lembrando da cena e do choro dele. Por melhores que sejam as condições, hospital, médico, etc, criança sendo suturada é sempre traumático.
Dois minutos depois ele já tinha parado de chorar. Pediu para ficar na casa da vovó e eu deixei. Depois, já estava todo metido contando a aventura para os irmãos, que tinham ficado na escola super preocupados com ele.
Graças a Deus a pancada não foi nada. E será uma delícia vê-lo todo dia depois do banho pedir com o mesmo jeitinho:
- Eu escolho o bandaid tá, mãe?! – lindo como sempre!
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Mais uns pontinhos:
1) Pensei em escrever um post mostrando toda aflição, coração na mão, o que seja, que senti na hora. Mas naquele momento eu me lembrei de um post desse tipo que li há um tempo e não me ajudou em nada lembrar do relato de uma mãe deesperada naquele momento. Então, desisti do post melodramático.
2) Vovô Luiz pediu(insisitu!) à enfermeira e saiu do hospital com esparadrapo na testa, igual ao neto. Tudo pela alegria do menino. Qual deles? Os dois! Obrigada vovô!
3) Obrigada à equipe da escola que cuidou muito bem do nosso Oscarzinho. Passar por situações como essa é angustiante, mas é bom saber que podemos confiar em vocês. Nota dez!
4) Esse foi o primeiro. Antes disso, nenhum dos três tinham passado por pontos, fraturas, cirurgias, nadica! Anjinhos da guarda exemplares!
5) Taí uma desvantagem de ter trigêmeos: não dá pra saber se a próxima caixa de bandaids será do Batman, do Homem Aranha ou do Super Homem…
Mordida na bochecha

De vez em quando vem um recado na agenda dizendo que um dos meninos foi mordido durante uma brincadeira na escola. Os três aqui em casa já foram vítimas de mordidas de coleguinhas. A última foi essa semana: Antônio foi mordido na bochecha, ficou uma marca enorme, feia, bem perto do olho esquerdo.
Quem já passou por isso sabe que não é nada agradável saber que seu filho foi mordido, que sentiu dor, chorou, ficou quietinho, sentido, magoado, etc. Repito, então, a minha frase de sempre “agora, multiplica isso por três!”. Quando se tem um filho só, a frequência de mordidas levadas é bem menor do que quando se tem trigêmeos.
Até aí tudo bem, a gente sabe que algumas crianças nessa idade apresentam esse comportamento. Meus meninos nunca morderam ninguém, até agora, porque sei que eles podem, sim, morder. São crianças. Sou psicóloga, entendo. O problema é que sabemos que o mordedor é sempre o mesmo e as mordidas estão ficando mais fortes. Não sei se isso é apenas uma sensação minha, talvez potencializada pela ocorrência sucessiva das mordidas, mas dessa vez, além do recado na agenda recebi até uma telefonema da professora.
Sei que a escola está fazendo um belo trabalho para diminuir a frequência de mordidas desse coleguinha e acredito muito no sucesso das intervenções das educadoras. Mas até o resultado começar a aparecer…
Gente, dói o coração ver as marquinhas. Tenho procurado conversar com os meninos sobre isso. Eles contam as situações em que aconteceram as mordidas, quem mordeu, por que mordeu, o que aconteceu depois, quem cuidou do mordido. Oriento a não reagirem com agressividade, assim como faço quando rola uma briga entre eles aqui em casa. Eles sabem a lição de cor e salteado e até repetem em voz alta toda vez que temos um papao desses: não pode bater, não pode empurrar, não pode chutar, não pode morder, não pode gritar, não pode um monte de coisas! Eles sabem e têm conseguido se controlar muito bem.
Só espero que a mãe do mordedorzinho faça a mesma coisa com ele na casa deles. Ou será que ela deixa tudo por conta da escola? Se for assim, vai demorar para as mordidas desaparecerem.
Meu lado preconceituoso já gritou “só pode ser filho único!”. Ao me perguntar por quê pensei assim, lembrei que Letícia já passou por uma fase de mordidas. Faz tempo e passou rápido porque intervimos logo. Na época, Joaquim era a vítima preferida o mais mordido, talvez porque implicasse mais. Pensei, então, sobre o comportamento dos meus meninos, e até agora, nada tem provocado essa mordeção toda por parte do colega.
Enfim, o jeito é esperar essa fase passar. Enquanto isso, papai vai ensinando pra eles umas técnicas de aikidô (para os que não conhecem: não se assustem e não julguem).
Quando os porquinhos se trancaram no banheiro

Era uma vez três porquinhos: Telencéfalo, Diencéfalo e Mesencéfalo… tá bom, vou começar de outro jeito.
Um belo dia, Antônio ficou preso no banheiro.
Estavam brincando na sala de TV quando resolvi arrumá-los para irmos à casa da minha sogra. Quase todo domingo a gente almoça lá. Chamei Antônio e entramos juntos no quarto deles. Enquanto eu pegava as roupinhas no armário, Antônio disse que iria fazer xixi (é, já está assim, ele vai ao banheiro sozinho, até dá descarga, um fofo!), passou por mim e entrou no banheiro. Quando percebi que ele tinha fechado a porta já era tarde demais. Ele fechou a porta e girou o trinco.
- Antônio, abra a porta, filho.
- Não consigo, mamãe.
- Abre, filho, é só girar o trinco.
- Tá muito difícil, mamãe.
Ele, calmíssimo. Eu, com o coração na boca.
A essa hora o Caco já tinha saído que nem doido procurando a chave mestra que abre as portas dos banheiros. Não achou. Trouxe umas chaves de fenda.
Fiquei ali parada, sentada, conversando com Antônio o tempo todo. Rezava para que ele não se desse conta de que estava trancado. Ele, calminho, fazia força para girar o trinco.
- Mamãe, tá dodói aqui.
- Dodói aonde, filho?
- Aqui.
- Já vai passar. Vai, tenta de novo, gira o trinco.
- Não “consego”.
Não. Aquilo não era verdade. Eu só podia estar sonhando. Entrar pela janela? Até daria porque não é basculante. Mas o segundo andar é alto demais e nem temos escada pra isso. Na hora, lembrei de uma megasuperescada caríssima que vendiam no polishop. devíamos ter comprado assim que viemos pra essa casa. Mas não era hora de pensar nisso.
Foi quando o pior aconteceu. Consegui olhar pelo buraco da fechadura. “Perái, não tinha buraco de fechadura aqui!”
Antônio tirou o trinco da porta. Mais tarde entendi que esse era o dodói a que ele se referia. Como ele fez isso, eu não sei, porque aquilo é muito duro e não sai assim, puxando. Mas ele tirou. Tirou a fechadura e a minha calma. Ou melhor, tirou quase a minha alma! Que vontade de chorar! Nunca senti isso: estava com medo de que ele sentisse medo.
Deixei o Caco conversando com ele e fui para sala me acalmar. Já estava pensando em chamar um chaveiro quando ele conseguiu sair. Sozinho, ele encaixou o trinco e abriu a porta.
Veio todo sorridente me dar um beijo e um abraço.
- Eu conseguiu!!!
Juro que não sei se o que senti foi medo, raiva por não ter previsto essa possibilidade, alívio, queria dar uma bronca enorme,mas só consegui dar abraços, beijinhos e cheirinhos nele. A bronca ficou por conta do Caco, que também se incumbiu de tirar os trincos das portas internas da casa inteira. O único que ficou no lugar foi o do lavabo, mas os meninos não podem saber disso de jeito nenhum!
Ou será que todos deveriam passar por isso para aprender que ficar preso não é legal??? Será que eles já tinham se trancado e se destrancado antes e eu não fiquei sabendo?
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É impossível não imaginar como seria a reação dos outros dois nessa situação.
Oscar (o córtex do trio) provavelmente entraria em pânico e perderia a voz, o fôlego e a razão de tanto gritar (contraditório, não?). Seria assustador e traumático pra todo mundo.
Joaquim… o meu macaquinho Joaquim… bom, Joaquim não trancaria a porta, e se trancasse, iria tentar abrir uma única vez. Não conseguindo, arrumaria uma revista pra ler, iria brincar com água, com os brinquedos que ficam lá, iria brincar de dar descarga e ficar olhando a água rodando descendo privada abaixo, iria comer pasta de dente até enjoar, iria brincar de subir na bancada para cantar e dançar em frente ao espelho. Ele nunca fez nada isso, mas esse tipo de coisa é a cara dele. Nisso, alguém já teria o tirado de lá.
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Inevitável concluir: excesso de razão, daquilo que alguns chamam de consciência, de pensar “racionalmente”, nem sempre é bom! E é aqui que reaparecem os porquinhos: construindo juntos a casa de tijolo. Muita viagem??? Não se considerarmos que maturidade seja trabalhar em conjunto e até mesmo que evolução (sim, a de Darwin) ruma ao equilíbrio entre razão e emoção…
Seu Joaquim

Joaquim caiu e ralou o nariz no chão. Como? Simples: ele estava correndo de mãos dadas com os irmãos, tropeçou e puft! Não teve como proteger o rosto. Tomo mundo caiu, mas só Joaquim se esfolou… E nem chorou! Nem soltou um “Calalo!”. Esse é o Joaquim!
Era uma vez um bolo
Sábado, casa do vovô Luiz e da vovó Helena.
Vovô está com Antônio, Oscar e Letícia no escritório assistindo vídeos no computador. Mamãe, vovó e tia Nathália fofocavam enlouquecidamente na sala. Sandra, babá da Letícia, estava brincando com Joaquim em algum outro lugar da casa – era o que todos pensavam…
Na verdade, Sandra estava arrumando o banheiro depois do banho do quarteto enquanto Joaquim resolveu fazer uma boquinha na cozinha. Vejam com seus próprios olhos. O rapaz subiu na cadeira e, com a faca e o bolo na mão, fez a festa. Adeus bolo da Valda!
Logo que cheguei à cozinha e vi a cena Joaquim se engasgou com o bolo que estava boca. Não sabia se eu acudia o menino, se eu tirava a faca da mão dele, se eu dava logo uma bronca ou se eu chamava todo mundo pra ver o estrago. Gritei pela vovó, quando ela chegou Joaquim já não estava mais engasgado e ainda tive tempo de correr para pegar a câmera.
Joaquim é assim, audacioso, independente, corajoso e… comilão! Lindo, lindo lindo!
Guardado na agenda
Era uma vez um roxinho na bochecha que eu não consegui registrar… Então, como lembrança, ficou o recado na agenda.
O macaquinho e as formigas
Já sonhei em ter um macaco. De verdade. Até participava de uma comunidade do Orkut chamada Eu queria ter um macaco. Nunca tive um peludo porque é muito complicado conseguir autorização para criar um. Mas hoje tenho três sem pêlos. E como esses macacos pelados me fazem feliz!
As fotos são do macaquinho Oscar brincando num portãozinho aqui em casa . Porém, dos três, o mais serelepe é o Joaquim. Não é à toa que ele vive machucado. Joelhos ralados e galo na cabeça é pouco pra ele.
A última proeza do Joaquim foi colocar a mão num formigueiro que se formou aqui no quintal – nunca vou me perdoar por esse descaso com o jardim. Acreditem, o rapaz achou que aquele montinho de areia que formava o formigueiro não tinha nada dentro. Não teve dúvida, pegou com tudo. As formigas, tadinhas, tão pequeninhas, não perdoaram. Quanto mais elas mordiam, mais ele gritava. E quanto mais elas subiam pelo braço dele, mais ele apertava o restinho de areia que tinha na mão. Devia estar esmagando um monte delas. Só sei que foi uma confusão. Vó Eliana controlou muito bem a situação. Na mesma hora botamos a mão dele embaixo da torneira e só assim veio o alívio. Demos o antialérgico e espalhamos a pomada na mão inteirinha. Ele ficou bem e como de costume nem se lembrava mais do ocorrido. A não ser quando olhava para a mãozinha inchada, vermelha e toda cheia de picadas. “Dodóóóói”, ele repetia. Aparentemente, as picadinhas não coçavam e nem doíam. Até tirei fotos, mas não vou publicá-las.
No dia seguinte, teve febre na escola e achei prudente levá-lo ao hospital. Acertei na medicação, era só repetir por cinco dias e o Zé das formigas – apelido dado pelo médico, estaria recuperado. E assim aconteceu. Hoje, só restam as casquinhas, umas oitenta. A mão dele está igualzinho um choquito!
Enfim, os três andam aprontando mil travessuras. Ficamos encantados com a criatividade desses moleques para inventar brincadeiras. E como gostam de se divertir juntos. Dirigir com eles no carro, então, tem sido um perigo! Volto e meia me pego virando a cabeça para trás, porque com tanta gargalhada quero saber o que eles estão fazendo. Ah, mais isso vale outro post.
H1N1 e 39,5
Semana passada os mosqueteiros tomaram a vacina contra a Influenza. Antes de vacinar levei os três ao pediatra para me certificar que eles poderiam tomar a tal vacina. Dra Margarida estava num congresso fora da cidade e por isso fomos atendidos pelo plantonista. Ótimo, experiente e atencioso. Nada de febre, gripe, resfriado, gargantas, ouvidos e pulmões limpíssimos!
Antônio e Joaquim (foto) não tiveram nenhuma reação. Nenhuma mesmo, Antônio sequer chorou na hora da injeção. Um amor de menino! Porém, Oscarzinho cerca de 12 horas após a vacina começou com uma febre altíssima, que subiu de repente. Chegou a 39,5! Liguei para o Posto e eles pediram que eu o levasse lá. Levei. Foi feito o registro da reação e prescrito um antitérmico. A febre ia e voltava… Foi batendo um desespero… Desistimos de ir pro sítio no feriado e ficamos às voltas com o rapazinho, que nem foi mais a escola.
Só me tranquilizei depois que falei com a Dra Margarida. Nada a fazer, só hidratar, observar, dar o antitérmico e aguardar. Assim foi feito e assim a febre sumiu. Da mesma maneira que veio, ela se foi. Daqui a um mês voltaremos para a segunda dose. Tomara que ninguém tenha febre dessa vez.
É… são tridiferentes mesmo!
Sob o vinil

Os três estavam brincando no quintal sob os olhares da mamãe e da Jê. Nos descuidamos por um segundo e… o Antônio sumiu! Só quem é mãe pode imaginar o que eu senti naquela hora, um desespero que durou eternos três segundos.
Quando olhamos para a piscina deles, que estava seca e de cabeça para baixo, sem ser usada há mais de uma semana, num cantinho do jardim… um calombo na superfície! Imediatamente o alívio. É a cabeça do Antônio! De repente a piscina começa a andar pela grama. Isso mesmo. O calombo cresce, a pscicina anda e depois o calombo some…
“Cadê o Antônio? Cadê o Antônio? Iiiihhhh, o Antônio foi embora!”
E o rapaz, que não devia estar se aguentando, levanta a psicina e surge com a maior cara de pau “Açooooooouuuuu!”. Ai, como eu queria ser uma formiguinha para ver a carinha dele ali embaixo, percebendo nossa “preocupação”. Aliás, a carinha que ele fez eu sei qual foi, mãe sempre sabe. Mas como eu queria ter visto!
Agora virou moda. A piscina, quando vazia, ganhou função de esconderijo. Ainda bem que a câmera estava por perto para eternizar esse momento de descoberta.
Com a música na cabeça
Os violões do Caco ficam organizados numa estante de gesso feita especialmente para eles em cima do piano. Hoje, Antônio e Joaquim resolveram subir no banquinho e nas teclas do piano para pegarem um violão. Resultado: um susto danado e um corte na sobrancelha do Antônio.
Todo mundo se assustou porque sangrou pra caramba. Antônio chorou, chorou, chorou, principalmente enquanto eu lavava e passava a pomada cicatrizante na ferida. Mas, parou de chorar imediatamente quando viu o band-aid do Batman igual ao que eu usava no pé (lamentável, eu sei, coisa de mãe de meninos, já tirei, juro… rs).
Durante o passeio, ele foi mostrando o “dodói” pra todo mundo que encontrava. Senti um certo orgulho na relação dele com corte. Não sei se ele queria mostrar o curativo ou se ele queria contar sobre o susto.
Outras coisas que ainda não sei: quem teve a idéia de subir no banquinho para alcançar o violão, quem subiu e o que de fato causou o corte. Só espero que os três tenham aprendido a lição.
Na foto tirada no carro, com os olhinhos ainda inchados de choro, Antônio saboreia o biscoito que ganhou para se acalmar.
Notícias da escola
“Criança pequena na escolinha é uma alegria para os pais. Mas, também pode ser sinônimo de resfriados, tosse, catarro, febre, antibióticos repetidos… Por que?”
Nossos mosqueteiros estão passando por isso. Desde que entraram na escola já ficaram gripados, tiveram um leve impetigo e por último veio a virose que deixou a casa de pernas pro ar.
Muita gente diz que isso é normal, que quando a criança começa a conviver com outras crianças acaba “pegando” essas doencinhas. E todo mundo diz que isso passa com o tempo. Tomara!!!
Já estou ficando estressada porque eles sempre tiveram saúde de ferro, nunca ficavam doentes, e agora já atrasamos duas vacinas por conta dessas bactérias e vírus invasores.
Bom, achei esse texto do blog da alergia e acho que a leitura vale a pena para as mamães nessa fase difícil.
No mais, os meninos estão ótimos. Estão adorando a escola e estão cada dia mais espertos.
A atividade que eles mais curtem tem sido a aula de música. Seria estranho se fosse diferente porque aqui em casa eles amam o violão, o piano, o bongô, o pandeiro, tudo de onde sai som. O mais engraçado é que até a guitarra de pelúcia que o tio Vitor deu pra eles já virou um dos objetos preferidos. Eles pegam a guitarra e tocam. O som? Eles fazem com a boca. Demais! Eles não precisam de palavras para cantar, já sabem o que é melodia! Ah, esse assunto merece um post a parte.
Enfim, na escola tudo ótimo. E em casa, é novidade toda hora! Aliás, três novidades toda hora! rs
De ponta cabeça!
Como sou carioca, só aprendi a falar assim convivendo com paulistas. De cabeça para baixo, upside down… Enfim, de ponta cabeça! Assim foi nosso fim de semana.
Uma virose chegou aqui em casa.
Primeiro, os três pequenos. Vômito e diarréia o tempo todo. Depois, eu e o Caco. Febre e muita moleza. Até vovô Oscar, tia Érica e tio Júnior foram vítimas do tal vírus. Agora já está tudo sob controle. Porém, os mosqueteiros não vão à escola desde segunda…
Domingo, levamos os meninos ao hospital, mas eles só melhoraram quando falamos com a Dra Margarida, pediatra deles.
Imaginem a quantidade de roupa suja! Era lençol, paninhos de boca, paninhos de bunda, toalhas… A casa se transformou numa enorme lavanderia.
Hehehe Deixa eu ver… Como é possível escutar tudo isso em paulistês interiorano?
Lavamos roupa o tempo todo = Não vence lavar roupa!
A roupa não seca ao ar livre = A roupa não seca no tempo!
Piriri??? Paulista não sabe o que é piriri! Aliás, claro que sabe, mas usa outros termos.
Aí vai um textinho sobre a maldita virose.
Shit happens

Olhem o tamanho do galo na testa do Joaquim!
Imaginem o mais ágil dos mosqueteiros, o rei das peripécias, caindo do sofá de cabeça no chão. Conseguem imaginar o volume do choro na hora que isso aconteceu?
E o silêncio dos outros dois olhando assustados?!
Ééééééé… foi a primeira vez, mas não a última, tenho certeza!
Só espero que sempre seja assim. Dois minutos e alguns carinhos depois, tudo volta ao normal.
O jeito é reforçar o cuidado com os meninos. Haja fôlego!
Brincando de múmia

Pessoal, aqui vai um alerta pra todo mundo.
Um dia estávamos com todos os olhares voltados para a interação Joaquim-Antônio, que estavam na maior das gargalhadas e não nos preocupamos com o Oscarzinho, que estava brincando quietinho num colchãozinho ali perto. De repente ele simplesmente se enrolou no lençol e saiu rolando, se enrolando cada vez mais. Só olhamos pra ele quando escutamos uma pequena risadinha dele, típica de quando ele descobre alguma coisa interessante. O menino tinha se enrolado todo e quase se sufocou! Depois de salvo ele riu bastante, mas o nosso susto foi grande.
Só escrevi isso para vocês verem que com criança tudo é possível. E olha que estávamos em 3 pra 3 (como chamamos quando tem três adultos para três bebês rs). Não quero nem imaginar se ninguém percebesse a tempo…











Christiana Strauss, psicóloga clínica e professora universitária, mãe dos trigêmeos.
Oscar, Antônio e Joaquim
nascidos em 20 de julho de 2008