Três Mosqueteiros

Minha Vida com os Trigêmeos

Marvada

Olha, você até que é legal, mas não vem com esse seu jogo, não. Agora eu já sei direitinho como lidar com você. Na verdade, desculpa por ter te interpretado mal todos esses anos. É que tenho aprendido a te ver com outros olhos. Antes, você era auto-exigência, cobrança, ansiedade, sofrimento… agora, sei que é você quem me mantém com o pé no chão, quem me traz pra realidade, mas não mais de um jeito pesado, sofrido. Você, querida, é o que me faz ser assim, dedicada, cuidadora, prestativa e competente. Você me completa, me faz um pessoa que busca sempre o melhor, que sempre dá o máximo que pode e tenta se superar a cada segundo. É você que faz com que eu dê conta de tudo e de todos. Então, hoje, você tem sido quase um vício. Quem diria, heim, ontem eu pedia pra que você largasse do meu pé, hoje  eu valorizo e imploro pela sua companhia. Que relação mais doida! Olha, obrigada por você existir e estar sempre comigo, aliás, estar sempre em mim. Assim te entendo, te acolho e até te alimento. Te digiro e te dirijo. Mas vai com calma, deixa eu tomar fôlego de vez em quando. É melhor pra todo mundo. Tudo bem, tudo bem,  sei que nem sempre eu dou-conta-de-tudo. Mas aí o papo já é com você, frustração. E com você, lindinha, eu converso outro dia, outra hora, agora não! Sai, sai, sai, que tô muito ocupada!

E assim venho lidando com a minha culpa. Se ela é grande? Vixe, é enooorme… Qualquer um que busque entender uma mulher que em 2010 está na casa dos 30 (tá bom, quase 35), casada, que trabalha pra caramba, cuida da casa e tem três filhos pequenos vai perceber que a culpa está sempre presente. Se a coitada for virginiana então… mulher, seu nome é culpa!

É. Até isso o trio tem me ensinado. Ter filhos é mesmo um p grande amadurecimento. É aprender a ter culpa sem culpa por ter culpa.

A propósito, pra quem é o “Ai muito obrigado” que a Inezita solta no fim da música? Pra pinga, pros sordado com quem ela foi pra casa de braço dado, pra quem a ouviu até o final ou pra Deus por ajudá-la a ficar de pé mesmo com a marvada na cabeça?

Pode ser pra tudo isso junto? Então, faço destas as minhas palavras.

Ai muito obrigado! À culpa, aos meus homens com quem sempre estou de braço dado, a todos que estão comigo até o final e a Deus… nem preciso explicar por que, né?!

Ai muito obrigado!

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2 Comentários»

  Carolina wrote @

Aiii Chirs… é tudo verdade!

Ensinamento atrás de ensinamento é ter filhos. Cada dia uma coisa nova. Não podemos mesmo ficar presas a culpas e esteriotipos… o lance é pensar que não tem tempo (outro mal que mães sofrem) para a culpa e bola muuito pra frente.

Vi seu recadinho lá no blog dos meninos… que boooom que vc curtiu… heheheh… : )

E as fotos de Campos de Jordão? Fofos! PArabéns… seus bebês estão se tornando lindos menininhos!

bj!

  Uli wrote @

Tem jeito não amiga, sempre a teremos, façamos o que tivermos que fazer, sempre a teremos.
Se estamos na labuta do dia-a-dia é por isso, se estamos em casa com a prole (meu caso) passa a ser por isso.. se trabalhamos fora, cuidamos dos filhos e esquecemos um pouquinho que seja do marido, pronto lá vem ela! E se conseguimos lidar com tudo isso, mas a casa fica largada para os empregados, dá no mesmo…nos sentimos culpadas. O lance mesmo é relaxar e darmos o melhor de nós mesmas e pronto! É o seu melhor? Táaa óoootimo amiga!


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