Três Mosqueteiros

Minha Vida com os Trigêmeos

Somente para Doutoras

 

 

Acabei de receber esse texto da minha irmãzinha, a Dra Nathália. Descobri que o texto é antigo e conhecido por muitos, mas achei que valia a pena guardá-lo aqui.

Dras., espero que curtam. Aí vai:

 

Certo dia, uma mulher foi renovar sua carteira de motorista e perguntaram-lhe qual era a sua profissão. Ela hesitou. Não sabia bem como se classificar.

O funcionário insistiu.

– Estou perguntndo se você tem um trabalho…

– Claro que tenho um trabalho! – Exclamou a mulher. – Sou mãe!

– Isso não é trabalho! – disse o funcionário friamente. – Vou colocar “dona de casa”.

 Uma amiga sua, chamada Marta, soube do ocorrido e ficou pensando a respeito por algum tempo.

Num determinado dia, ela se encontrou numa situação idêntica. A pessoa que a atendia era uma funcionária de carreira, segura e eficiente.

O formulário parecia interminável. A primeira pergunta foi: “Qual a sua ocupação?”.

Marta pensou um pouco e respondeu:

– Sou doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas.

A funcionária fez uma pausa. Marta precisou repetir a frase, enfatizando as palavras mais significativas.

Depois de ter anotado tudo, a jovem ousou indagar:

– Desculpe-me, mas o que é que a senhora faz exatamente?

Com muita calma, Marta explicou:

– Desenvolvo um programa a longo prazo “indoor” e “outdoor”.

Pensando na sua família, ela continuou:

– Sou responsável por uma bela equipe e já recebi quatro projetos. Trabalho em regime de dedicação exclusiva. O grau de exigência é de 14 horas por dia. Às vezes até vinte e quatro horas!

À medida que ia descrevendo suas responsabilidades, Marta notou o crescente tom de respeito na voz da funcionária, que preencheu todo o formulário com os dados fornecidos.

Quando voltou para casa – “indoor” – Marta foi recebida por sua equipe: uma menina com 13 anos, outra com 7 e outra com 3.

Subindo ao andar de cima da casa,ela pôde ouvir seu mais novo projeto, um bebê de sei meses, testando uma nova tonalidade de voz.

Feliz, Marta tomou o bebê nos braços e pensou na glória da maternidade, com suas multiplicadas responsabilidades – e horas intermináveis de dedicação… “Mãe, onde está o meu sapato? Mãe, me ajuda a fazer a lição? Mãe, o bebê não para de chorar!  Mãe, você me busca na escola? Mãe, você compra? Mãe…”.

Sentada na cama, Marta pensou: “Se eu sou doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas, o que seriam as avós?” E logo descobriu um título para elas: doutoras-sênior em desenvolvimento infantil e em relações humanas.

Num mundo em que se dá tanta importância aos títulos, em que se exige cada vez mais especializações na área profissional, torne-se especialista também na  SUA* arte de amar!

*Acrescentei o SUA ao texto porque cada um ama de um jeito e ninguém tem que ser especialista em amar do jeito que a outra ama. 😉
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2 Comentários»

  Sinda Belém wrote @

Adorei o texto, é muito lindo mesmo…
Beijosssssssssssss e tenha sempre momentos felizessssssss

  Mariana Vassoler wrote @

Excelente! E, se me permite, vou divulgá-lo no meu facebook com o mérito do seu blog. Sensacional! Parabéns!


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