Três Mosqueteiros

Minha Vida com os Trigêmeos

Grande, pequeno e médio

Tenho três filhos: um grande, um médio e um pequeno. Passaram 32 semanas dividindo a minha barriga e tudo o que precisavam para se desenvolverem bem.  Nesse período eu já imaginava quem estava mais folgado, quem poderia estar sofrendo com a falta de espaço, quem estava recebendo ou necessitando de mais nutrientes, etc.  E pensar nisso me deixava bem aflita, principalmente quando sentia a movimentação desse povo todo aqui dentro.

Você pode imaginar o que se passava na minha cabeça quando na ultrassonografia víamos três pés ao lado de uma cabeça, ou quando não dava pra entender nada naquelas imagens. Lembro-me nitidamente do alívio que senti quando pedi e fui prontamente atendida** pela médica que me mostrou e contou comigo os 60 (sessenta!!!) dedos que cresciam dentro de mim*** (por conta desse luxo, até hoje me sinto em dívida com as aquelas mães sentadas na sala de espera).

Mas voltando à questão do tamanho, Antônio nasceu primeiro e, de acordo com o meu médico, estava na posição mais confortável. No minuto seguinte, veio Oscarzinho, o filho médio em tamanho. E, por último, nasceu Joaquim, um quilo e meio de morenice que estava espremido entre as minhas costelas.

O tempo foi passando, os três foram crescendo e hoje Antônio continua grande, mas Joaquim passou a ser o filho médio e Oscarzinho o menor. Sim, na lógica do tamanho, meu filho caçula é o do meio.

Mas, como tamanho não é documento, a ordem de nascimento é o que permanece moldando a maneira deles se relacionarem com o mundo. Antônio desempenha fielmente o papel de filho mais velho. Chego a me emocionar ao ver como ele cuida dos irmãos. Oscar (um Cérebro entre dois Pinks) também veste a camisa de filho do meio muito bem. Já Joaquim, é o caçulinha mais caçula que pode existir.

Aí na foto, além das seis pernocas grossas, dá pra ver como eles são bem diferentes. E, logo abaixo no desenho do Oscarzinho, dá pra ver que assim eles também se enxergam. É incrível como os papéis vão sendo determinados e exercidos pela interação dos pais (familiares e amigos)com as necessidades de cada um.  E é incrível como essa distinção é necessária para que cada um se encontre e se entenda pertencente à família.

E aí, mães de múltiplos, nas casas de vocês também é assim?

————

* É exatamente essa movimentação intensa que hoje me faz acreditar que Antônio já nasceu gostando de brincar de luta, Joaquim já nasceu sabendo rebolar e Oscarzinho já nasceu sabendo abrir os braços para organizar a zorra toda. Teriam aprendido lá dentro? Não importa. Ainda assim, a culpa é da mãe! Quem mandou ter corpinho de modelo?!

** Nossas neuroses levam ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de novas técnicas, como os exames de imagens, ou as possibilidades destas novas tecnologias criam e mantém nossas neuroses?

*** Eu me preocupava, sim, com os sessenta dedos, mas quase enlouquecia ao pensar sobre a complexidade de trezentos bilhões de neurônios sendo fabricados (além dos meus que morriam!!!).

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3 Comentários»

  Alessandra Perale wrote @

Estão lindos! Com saúde e super saudáveis! Parabéns pela família linda!

  Teka wrote @

oi Cristiana, agora que chegaram nos 4 anos, como está os cuidados com o trio, vc já consegue dormir uma noite inteira? eu sonho com eta idade, o meu trio fará 2 anos este mês.
parabéns!

  christiana strauss – mãe dos trigêmeos wrote @

Olá Teka,

Sim, chegaram aos 4 anos e os cuidados agora são outros. Não há mais fraldas, chupetas e mamadeiras como quando eram bebês, mas agora a gente se esforça em outro sentido. Quanto ao sono, posso dizer que já dormimos uma noie inteira há muito tempo. Não lembro exatamente a partir de quando, mas sei que foi só depois de instalarmos uma cestinha com a mamadeira nos berços e de algum tempinho de treino no qual eles nos chamavam de madrugada e não íamos até o quarto delee (somente quando extremamente necessário). Já dormíamos a noite inteira quando cortamos a mamadeira da madrugada, depois veio a retirada da chupeta para dormir (não usavam mais de dia), depois pssaram do berço para a cama, depois a retirada da fralda noturna… Os trê sempre dormiram super bem a noite, mas sei que também fizemos a nossa parte em treiná-los a dormir no quarto deles, em seus berços, sozinhos e sem ficar chamando a gente toda hora.

E se você sonha com essa idade, saiba que eu morro de saudade do meu trio aos dois anos! Nossa! Aproveite bastante porque o tempo voa!!!


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