Três Mosqueteiros

Minha Vida com os Trigêmeos

Arquivo para Da gestação ao parto

Barriga transparente

Souberam do que vem por aí?

BigBrother Barriga!

O que eu acho?

Como tudo na vida, sim e não. Tá bom, mais pra sim do que pra não. E se sim, com cuidado, vários cuidados.

Acho que vou esperar mais um pouquinho pra encomendar o próximo… brincadeirinha!

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Mais dia das mães

Andando, ou melhor, navegando por aí encontrei essa linda ilustração da Ana Ventura – I´m fertil. Linda demais, é expressão genuína do que a gente sente quando está gerando vida. Fiquei fã dos trabalhos da moça. E… ai que saudade da minha barriga! Hoje estou convencida de que mulher foi feita pra isso mesmo, pra fazer filhos! Nada tem tanto sentido quanto gerar, parir e doar amor incondicional. Sempre com responsabilidade, lóóóógico.

Falando nisso, nosso dia das mães foi perfeito. Almoçamos todos juntos, os Villela e os Strauss, na casa do vô Oscar.  Tio Junior e tia Erica vieram também. Só faltaram o tio Vitor, que estava em sp, e a tia Nathália com a Letícia, que ficaram em Salvador. As mamães ganharam presentes de de manhã até à noite. Digo isso porque quando fui deitar domingo à noite tinha uma surpresa debaixo do meu travesseiro. Coisa de marido romântico… Além disso, muito amor, carinho, chameguinho e paparicação pra mamãe.

 Resumindo, tive um segundo dias mães tão feliz quanto o primeiro! Que venham mais e mais dias das mães assim!

3 Meninos e 3 Meninas

Quando chegamos na UTI ficamos sabendo que no dia anterior também tinham nascido 3 meninas gemelares. Há três anos não nasciam trigêmeos no hospital e num só dia nasceram 3 meninos e 3 meninas.  As meninas também nasceram com 32 semanas. Lotamos a UTI! Logo ficamos amigos dos pais das meninas e ficávamos trocando idéias com eles. Brincávamos dizendo que os bebês já iam sair do hospital como namorados pois ficavam se paquerando através das incubadoras vizinhas. Fizemos muitas amizades no hospital. Guardaremos na memória cada uma das pessoas que cuidaram dos bebês, cada médico, cada enfermeira, cada mãe e cada pai que estavam passando pelo mesmo que a gente. A propósito, aproveito para registrar aqui o quanto essas pessoas são especiais e dizer que elas ficarão para sempre em nossos corações.

Antônio, Oscar e Joaquim nasceram com 1815, 1790 e 1530kg, respectivamente. Antônio ficou 3 dias na UTI, Oscar uma semana e Joaquim 20 dias. Podíamos visitá-los duas vezes ao dia. Durante as visitas, a gente fazia carinho e conversava com eles. Após o tempo na UTI, eles ficaram no berçário para ganhar peso. Eles perderam peso nos primeiros dias, como é normal com recém nascidos, mas recuperaram logo. No berçário, eu podia ficar o dia inteiro com eles. Lá aprendi com as enfermeiras a dar banho, trocar fraldas, etc.  Os meninos eram alimentados por sonda e eu  tirava o meu leite para eles. Ao atingirem determinado peso, a sonda foi passada para o nariz para que pudesse amamentá-los e assim estimular a sucção deles. Chorei que nem uma boba quando cada um deles pegou o peito pela primeira vez. Me falaram que eles não teriam força para sugar, mas eles se mostraram ótimos nisso.

Na foto, Antônio e Oscar ainda no berçário, no dia dos pais, o primeiro do papai Caco.

O Parto

No dia 19 de julho, por volta da meia noite, senti uma pontada na barriga. Uma pontadinha forte que eu nunca tinha sentido antes. Passou um tempinho e senti de novo. Fiquei com medo e falei com o Caco, que prontamente sugeriu que fôssemos até a Santa Casa saber se estava tudo bem com os bebês. Fomos ao hospital e lá fui atendida pelo médico plantonista. A bolsa não estourou, mas eu já estava em trabalho de parto, com 32 semanas de gestação. Imediatamente localizaram o meu médico. Ele estava na fazenda dele, a uma hora da cidade. Fui para um quarto que tinha escrito na porta “pré-parto” e fiquei deitada enquanto o Caco ligava para os meus pais e meus sogros avisando que os meninos iam nascer.

Depois de resolver a papelada da internação, o Caco ficou comigo o tempo todo. E a dor só ia aumentando. Junto com o medo que estava sentindo, a dor foi ficando insuportável.  Fiquei segurando bem forte a mão da minha mãe e ouvindo ela dizer “Pode morder a minha mão se quiser”. Quando o meu médico chegou eu já estava completamente dilatada. Se fosse um único bebê o parto poderia ser normal, e seria rápido e fácil. Mas como eram três, a cesárea foi o mais indicado.

O Caco não quis assistir o parto. Ele estava tão nervoso que ia dar trabalho se entrasse. Quem assistiu o parto foi a minha mãe. Corajosa, ela fotografou tudo e ainda ficou batendo o maior papo com o anestesista e os outros médicos.

Não peguei os meninos no colo logo que nasceram, só os vi no colo da pediatra.  Eles foram direto para a UTI. Mas fiquei atenta aos choros e ouvi os chorinhos de cada um. Oscar, Antônio e Joaquim nasceram às 2:54h, 2:55h e 2:57h do dia 20 de julho.

Fui para o quarto e dormi até a manhã seguinte. Às onze, eu e o Caco fomos conhecer nossos filhos na UTI neo-natal. Graças a Deus, os três nasceram fortes e saudáveis…  e lindos, lógico! J

Mudança de Casa

 

Logo no início da gravidez decidimos mudar de casa. Afinal, não caberiam três crianças em nosso apartamento. Procuramos muito e encontramos a casa do jeito que queríamos. Demorou um pouquinho para mudarmos por conta de algumas obras, pedreiro, marceneiro, etc.
Finalmente nos mudamos, três dias antes dos bebês nascerem. No dia do nascimento, passei a tarde arrumando as minhas roupas no closet com a minha sogra, enquanto o meu sogro e o Caco arrumavam a TV na sala para ver um jogo de futebol. Hoje estamos bem instalados, mas ainda estamos arrumando algumas coisinhas. Acho que os bebês adoram a casa, o quarto deles. Tudo aqui foi feito pensando no bem estar deles.

Nas fotos, as vistas do apartamento e da casa.

Tamanho da Barriga

 

6-meses-blog

No quinto mês, ganhei da minha irmã três menininhos de ouro para pendurar na minha correntinha do pescoço. Todo mundo na rua perguntava se eram dois e se surpreendia quando eu dizia que eram três. Além dos bonequinhos no pescoço, o tamanho da barriga denunciava a gravidez múltipla. As pessoas olhavam pra mim e perguntavam “Já está quase nascendo, né?” E eu respondia “Não, ainda estou no sexto mês”. No elevador do prédio era sempre essa conversa. “Nossa, que barriga grande…”.

Meninos ou meninas?

A descoberta dos sexos dos bebês foi difícil. Foram necessárias três ultra-sonografias para termos certeza. No primeiro exame eram dois meninos e uma menina. No segundo eram dois meninos e não deu pra ver o outro. Só no terceiro exame vimos que eram três hominhos.

No início fiquei assustada, triste por não ter uma menininha. Mas o Caco e minha mãe logo me fizeram mudar de idéia. “Será muito mais prático”. “Menino é mais da mãe, é mais carinhoso”. Não posso negar que fiquei ainda mais feliz quando vi a felicidade do Caco.

Ôbaaaaaa!!!! Teremos três moleques,  três machinhos!

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