Três Mosqueteiros

Minha Vida com os Trigêmeos

Arquivo para De 3 anos a 3 anos e meio

Hora do planeta

Ontem, às 20:30, fizemos como um mundaréu de gente e apagamos todas as luzes da casa. Não se via nada por aqui. Breu total.

E nós? No vizinho, curtindo o aniversário de 4 anos da Marina. Por lá, as luzes só foram apagadas na hora dos parabéns. Até deu vontade de abraçar a causa, mas quem somos nós para querer apagar as luzes da casa dos outros… ainda mais porque a festa estava ótima, os meninos brincaram horrores, a Marina estava linda, a comida deliciosa e docinhos perfeitos. Parabéns, Marina! 

A Hora do planeta 2013 que nos aguarde.

E vocês, como fizeram? Ficaram no escuro, esqueceram-se do combinado ou foram curtir a hora do planeta na casa do vizinho?

Rei Leão

Antônio é alucinado pelo Rei Leão. Descreve detalhes e conhece todos os personagens dos filmes. Sabe as falas e sempre arruma um jeito de encaixá-las no dia a dia. As músicas, então, adora!

Na verdade, ele gosta mesmo é do Simba. Mas não do Simba pequenininho e fofinho. Ele gosta do Simba adulto, a quem chama carinhosamente de Leão-papai. E os irmãos que se virem nos outros personagens.

O engraçado é que Joaquim geralmente também assume o papel de Simba. Mas ele é o Simba bebê, que convive magicamente com sua versão adulta, interpretada por Antônio. Uma vez o questionei sobre isso e ele respondeu que não podia ser a Kiara (única filha de Simba) porque a Kiara era menina e ele era menino. Certo! E o Kovu? “Ele não tem papai, mãe…”. O fato é que Joaquim quer ser cuidado por alguém e assim eles dão jeito pra tudo!

Mas essa paixão tem lá seus incovenientes. Antônio-leão anda e corre por aí apoiando as mãos no chão e ruge o tempo todo, independente de onde esteja. Tenho que ficar toda hora cortando o barato do rapaz, “Antônio, agora não”, “Filho, quando chegar em casa você brinca de leão”, ou “Meninos, não é hora nem lugar pra essa brincadeira”.

Nesse verão, tudo onde se pode subir, principalmente as pedras, como aquela perto do lago, logo se transformava na Pedra do Rei. “Cuidado, crianças!”. Sem falar nas lutas com as hienas! Oscar adora ser hiena! Tudo é desculpa para brincar de lutar… Não sei se as pessoas sentem mais dó dos meninos ou de mim, “Deixa eles, isso passa”.

Mas temos que concordar que é lindo ver Leão-papai e leão-filhinho em demonstrações de carinho. E isso é o que não falta por aqui!

Recado

Um post bem curtinho só para dar o recado:

Uli, Ju e Mel, não sei o que acontece mas não estou conseguindo comentar nos blogs de vcs. Comentei em outros blogs, mas nos de vcs anda dando erro… vou continuar tentando.

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Ah, hoje o trio completa 3 anos e meio. Estão lindos, espertíssimos e cheios de saúde!

A foto foi tirada em dezembro, no dia da mostra pedagógica na escola. Acabei nem falando sobre isso… vou atualizando quando der.

Sobre búfalos e vacas

E lá estavam eles. Um dos búfalos se engraçou com uma vaquinha charmosa mas que estava se fazendo de difícil. Trocaram olhares, se cheiraram, conversaram, ju-ro que teve até beijo na boca entre os arames farpados (só depois pegamos o celular para fotografar). Mas no fim ela deixou o cara e seguiu seu caminho.

– Mãe, bufalo namora vaca? E o boi?

Por um segundo ia perguntar “Vocês sabem o que é namorar?”. Mas me lembrei das respostas ouvidas quando perguntei sobre o tema “morte” e desisti. Iria acabar fugindo novamente… E foi o que aconteceu.

– Quem quer ir à cidade?

Beto comeu, Beto bebeu, Beto morreu

Encontramos o Beto no meio do gramado, provavelmente caiu do ninho. Rosi adotou o passarinho, os meninos lhe deram o nome e cuidaram dele por um dia inteirinho. Mas Beto estava frágil demais, não resistiu e se foi durante a madrugada.

No dia seguinte, Antônio perguntou pelo novo amigo.

– Cadê o Beto?

Rosi se adiantou e, esperta que só, respondeu:

– A mãezinha dele veio buscar. Levou o Beto de volta pra casinha dele.

– Não, Rosi, o Beto morreu! – Oscarzinho mais esperto do que todo mundo junto já tinha sacado o que que realmente tinha acontecido.

Ficamos em silêncio. Sem saber o quê e como falar, deixei o assunto morte para outra hora.

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Naquela tarde, no carro, o assunto surgiu novamente.

Papo vai, papo vem, resolvi perguntar:

– Vocês sabem o que é morrer?

– Sei! É quando a gente vai morar no céu! – Joaquim apontou para o cima.

– Não é não! É quando a gente vai morar no cemitério! – Oscar deu a versão dele.

– Nããããooo! A gente morre quando vira fantasma!!!

– Fantasma? – tive que perguntar – Antônio, quem te falou isso?

– Mãe, o Leão-papai, quando morre vira fantasma, não é? – Antônio se explicou, referindo-se ao Rei Leão, Mufasa.

Na mesma hora, sem saber por onde começar, mudei de assunto:

– Vamos ver os búfalos?

Bem me quer, do meu jeito!

Outro dia conheceram aquela plantinha que fecha quando a gente encosta nela. Adoraram! Ainda mais porque também tinha ali umas florzinhas.

– Mãe, como chama essa planta?

– Não sei, filho. É uma planta sensitiva, se chama planta-que-fecha. – no mesmo instante lembrei do nome – É Dormideira, filho, Dormideira!

– Não, mãe, o nome de verdade!

Acho que o Oscarzinho queria o nome científico… Alguém aí sabe?

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Enquanto isso, escuto Joaquim sussurrando:

-Bem mequer, bem me quer, bem me quer, bem me quer…

– Não, filho, não é assim – tentei corrigir mas fui interrompida.

– Mãe, deixa eu fazer do meu jeito!

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Antônio gostou da brincadeira do Joaquim. Ele falava certinho, mas arrancava duas ou três pátalas de uma vez, para sempre acabar no bem me quer.

– Assim não vale! – gritou Oscarzinho.

– Oscar, deixa eu fazer do meu jeito!

Desculpa

É claro que nas brincaderias de luta volta e meia alguém se machuca. Mas logo vem o pedido de desculpas do irmão e a paz volta a reinar no mundo encantado dos mosqueteiros…

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