Três Mosqueteiros

Minha Vida com os Trigêmeos

Arquivo de De 4 anos e meio a 5 anos

5 anos!!!

Oscar, Antônio e Joaquim completam 5 anos hoje, sábado, dia 20 de julho. A data foi comemorada com um super almoço no sítio e estava tudo perfeito! Família reunida, céu azul, crianças brincando, comida boa… Os meninos curtiram bastante, ganharam muitos presentes e como sempre, se acabaram nos quitutes.

Parabéns, meus amores, meus príncipes! Amamos muito vocês!!!

(Não vou me estender, desculpa gente, fiz um post privado para cada um deles e depois posto as fotos.)

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E pra gente se lembrar um dia…

– Oscarzinho já está alfabetizado e possui um vocabulário impressionante!

– Antônio continua o irmão mais velho, que cuida, se preocupa e protege os irmãos.

– Joaquim Malba Tahan é o matemático da casa, faz as contas de cabeça e dá o sorriso mais lindo desse mundo quando erra “Ah, não…”.

– Os três são craques em jogos eletrônicos, mas adoram jogo da velha e na forca.

– Os três curtem muito o judô e evoluem a cada dia na piscina.

– Oscarzinho adora desfilar com uma raquete na mão, Joaquim dá um show no futebol e Antônio não erra um lance livre, quer ser jogador de basquete.

– Fãs do primeiro filme, os tri amaram o Meu Malvado Favorito 2 que viram no cinema com os colegas da escola. Aguardem papai de Gru e os três de Minions no carnaval 2014! Ah, e de Power Rangers também.

– Os times mudaram. Oscar (antes corinthiano e palmeirense na frente do padrinho) agora é Arsenal, Antônio (antes são paulino por causa do Caco) agora é Barcelona e Joa (antes São José) agora é chelsea. Eles sabem das coisas.

– O Papa vem aí! O clima é de festa, principalmente aqui no Vale do Paraíba.

– O bebê da Kate está atrasado para nascer e a rainha já está irritada com a demora.

– Estamos fazendo uma big reforma em casa e a área de lazer está interditada. Ainda falta mais de um mês para ficar tudo pronto, mas vai valer a pena.

– A Dilma… ah, deixa pra lá.

– Vai ter show do Palavra Cantada em Campos do Jordão!

– Filhos, vocês são o que existe de mais perfeito nesse mundo!

Descendo a ladeira

escorrega joa

escorrega oscar

Mais um pouco da farra de Antônio, Joaquim e Oscar no barranco.

Os amigos da roça

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Taí uma coisa que toda criança de cidade grande deveria ter: um amigo na roça. Fico vendo os meninos brincarem com os amigos rurais e percebo o quanto eles aprendem! Eles fazem coisas que jamais fariam se estivessem somente na companhia dos amigos urbanos.

É o amigo da roça que encoraja a tomar banho de chuva, de rio, de lama ou a não tomar banho nenhum. Ele ensina quando é melhor andar de bota ou descalço, ensina a soltar pipa de verdade, a cortar as mãos fazendo espadas com bambu, a sangrar o pé correndo no chão de terra, a sentir o vento e o cheiro do curral, a não ter nojo de nada,  a não ter medo de insetos, nem de aves, nem de mamíferos (gente ou não!). Mas ele também ensina a ter cuidado com as coisas realmente perigosas, como cobra, aranha e escorpião.

É ele que mostra como passar pela cerca de arame farpado sem se machucar, a montar em pêlo, a subir no galho mais alto e a pular de galho em galho. É o amigo da roça que mostra que dá para descer barrancos correndo, de frente, de bunda, de peito ou rolando, e o melhor, que depois de se estabacar lá embaixo, esfolar mãos, joelhos e até o rosto, é mais gostoso quando se levanta dando risada, daquelas que dão até falta de ar.

Ele prova que o leite não nasce na caixinha e ensina a gostar de comida boa, até porque é a mãe dele que faz a comida gostosa. E é ela também quem deixa tudo, dede que voltem vivos. “Deixa, Kika, tem perigo não. Olha lá, heim, Pedro, cuida dos meninos…”

Não adianta a gente querer mostrar como se faz essas coisas, só o amigo da roça faz com propriedade e inspira confiança.

E por tudo isso e por mais um monte de coisas que toda criança deveria ter um amigo na roça.

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Nas fotos, Antônio (de azul) e Lucas, um dos amigos da roça.

Na mesma sala, sim senhor!

Em comentário recente, a Glaucia me perguntou se os meninos estudam na mesma sala. Não me lembro de ter falado sobre isso, então, adicionei mais uma pergunta ao “perguntas mais frequentes” e vim mostrar como funciona por aqui. Vamos lá.

Sim, os meninos estudam na mesma sala e nunca, nunca mesmo, vi problema nenhum nisso. Pode ser que um dia a gente sinta necessidade de separá-los, mas por enquanto, não, obrigada.

É claro que o fato deles não serem idênticos (são completamente diferentes um do outro!) ajuda muito. Estou sempre de olho, mas… quer saber? Acho meio sem sentido essas regras: não pode vestir igual, não pode estudar na mesma sala, não pode ter as coisas iguais, não pode isso, não pode aquilo. E a explicação para tudo isso é às vezes ainda mais sem nexo: eles precisam desenvolver suas personalidades, saber o que é de cada um, saber quem é quem (? – acreditem, já ouvi isso!), precisam ficar separados para não terem problemas psicológicos depois, blá blá blá.

Sempre ouvi que gêmeos deveriam estudar em salas separadas, mas quanta coisa a gente aprende depois que se torna mãe de múltiplos! Vou tentar resumir meu ponto de vista:

Acho que separar múltiplos na escola pode ser uma boa estratégia (temporária) para remediar algo já presente na relação deles, não para prevenir nada. Explico:

Como a Gláucia disse, a maioria das pessoas acreditam que estudar em salas separadas vai “ajuda-los a cada um achar o seu espaço e ser feliz”. No geral, dizem que isso é necessário para que cada uma das crianças desenvolva sua própria personalidade, que não seja ofuscada ou inibida, ou simplesmente confundida com o irmão. Mas será que isso acontece sempre? E se acontecer, é separando que se resolve?

1)      Essa coisa de “desenvolver sua própria personalidade” deve ser exercitada desde o momento que nascem e em casa. Não vai ser pelo fato de estudarem na mesma sala que terão problemas de insegurança, timidez, ou qualquer outra coisa do tipo. Se isso existe NA RELAÇÃO entre eles, é NA RELAÇÂO entre eles que deve ser trabalhado, e desde cedo, não só no início da vida escolar. Não adianta tirar o tímido de perto do mandão. O correto e eficaz é ensinar o mandão a mandar menos e o tímido a se expressar mais. É no dia a dia, em casa, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê, que devemos intervir e modificar o que deve ser modificado. E se a gente deixa essa responsabilidade para a escola, francamente, aí sim estaremos sendo negligentes.

2)      Se a criança sente necessidade de ser de um jeito na escola e de outro jeito em casa (por exemplo, criança tímida em casa e mais solta na escola PORQUE o irmão não está por perto) aí o negócio vai mal. Se ao invés de trabalharmos e modificarmos essa relação simplesmente separarmos os irmãos – o que é mais cômodo pra todo mundo -, cavamos um enorme abismo entre eles.

É simples. Num tempo em que um espirro de mal jeito pode ser considerado bullying… adianta apenas separar o bulinador do bulinado? Sim, em alguns casos isso se torna necessário, mas se fizermos só isso, provavelmente os dois envolvidos repetirão seus padrões em outras relações… acho que o mesmo acontece ao separarmos irmãos, é o mesmo raciocínio.

3)      Nem todas as escolas oferecem duas, três ou quatro turmas da mesma série. Conheço famílias de múltiplos que têm um filho em cada escola. Isso mesmo, em escolas diferentes!!! Dá pra imaginar a logística envolvida nisso? Acho que isso se justifica quando há fortes razões, como dificuldades no desenvolvimento, por exemplo, e mesmo assim devemos avaliar.

Falando nisso, imagino que alguém já esteja se perguntando “e se houver diferença na velocidade de aprendizagem, no desenvolvimento cognitivo e motor entre os irmãos, o que fazer?” Bom, pessoal, também vivemos, de maneira sutil, isso aqui em casa. E também tenho uma opinião pessoal sobre isso. Aguardem os próximos posts.

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Para pensar:

Algumas “regras” que seguimos hoje foram criadas num tempo e espaço completamente diferentes dos nossos: hoje, as crianças ingressam na escola mais cedo; as escolas estão (pelo menos deveriam estar) preparadas para trabalhar as demandas individuais de cada um, num movimento de inclusão; as crianças passam mais tempo com outras crianças do que com adultos; nem todas as boas escolas oferecem três ou quatro turmas da mesma série; e quanto aquela conversa moderna de que a casa deve ser a continuação da escola e vice-versa?

Quando criança, tive colegas gêmeas idênticas, uma estudava na minha sala e a outra em outra turma. Eu ficava confusa e me sentia mal quando as duas apareciam juntas em festinhas, por exemplo. Eu não sabia quem era quem. Se as duas estudassem comigo o tempo todo certamente eu saberia identificar quem era quem, assim como seus pais e outros irmãos sabiam. E elas? Será que elas gostavam de serem confundidas? Gostavam de aparecer juntas? Será que separar é o melhor caminho para se tornarem diferentes?

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É importante ressaltar que eu disse aí em cima é apenas o meu ponto de vista. É óbvio que o que acontece aqui em casa não é igual ao eu acontece aí na sua, cada caso é um caso e deve receber a devida atenção.

Nós na Cláudia Bebê

Nossa experiência contribuiu para essa ótima matéria da revista Cláudia Bebê (edição 621B, A voz da experiência, p84-89):

Esperando mais de um? Leia nosso guia prático e tire de letra a aventura de ser mãe de múltiplos

Fiquei muito feliz em participar e poder ajudar as futuras mamães de múltiplos!

Fim de semana de frio

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Neblina cedinho, sol e céu azul no resto do dia. Que gostoso ver a grama coberta do branco do orvalho da manhã (conseguem ver as pegadas nas fotos?)! Os galhos de jasmim-manga formam lindas esculturas e ainda tem a pipa colorida que voa leve no azul do céu de inverno.

Fez muito frio por aqui nesse fim de semana, mas não o suficiente para manter os meninos dentro de casa. Então, agora, imagina estar nesse cenário ao som das risadinhas e gargalhadas do trio… demais, né?!

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Está chegando o aniverário deles. 5 anos! Tenho que fazer força para acreditar.

Festa no interior

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Tem coisa melhor do que cidade de interior em clima de festa? Todo mundo na praça, música e comida típica, desfile de cavalos, carros de boi, etc. Os meninos adoraram!

Ano que vem tem mais Festa do Tropeiro!

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