Três Mosqueteiros

Minha Vida com os Trigêmeos

Arquivo para Amigos

Formatura

2014 passou, as férias acabaram e nem registrei aqui um momento tão especial…

Eles se formaram no ensino infantil. Agora estão prontos para encarar o fundamental! Estamos muito felizes e orgulhosos do trio que começarão o fundamental já sabendo ler e escrever fluentemente e fazendo contas e resolvendo problemas de matemática como craques! (Só pra lembrar, eles são de julho, por isso são os mais velhos da classe)

A única dorzinha que sentimos foi porque trocaram de escola e não verão os velhos amigos com tanta frequência. Mas foi uma escolha super consciente e eles estão amando a escola nova. Novos desafios!

Então, dá pra imaginar como foi o dia da formatura. Oscarzinho foi o orador da turma (quase explodi de orgulho). Foi tudo muito lindo e emocionante. Até agora não posso me lembrar de Heal de World (Michael Jackson), que as crianças cantaram no final, que dá vontade de chorar pela saudade do tempo gostoso que viveram na escola antiga. E como não se emocionar vendo esse abraço do Antônio e do amigo Samuel?…

Agora, quero ver eles rebolarem na escola de gente grande com aulas puxadas, tarefas intermináveis e muito estudo em casa!

Vamos que vamos, filhos! Mamãe e papai estão aqui para apoiar sempre!

Que bola legal!

Outro dia foi aniversário de um casal de gêmeos queridíssimo e lá fui eu atrás de idéias de presente pra eles. Foi quando me deparei com essas bolas aí. Fiquei imaginando os meus meninos rolando e dando gargalhadas dentro dessas bolhas – quase irresistível! Mas não comprei nem pros meus nem pros gêmeos (certamente a mãe deles ia achar perigoso).

Deve ter em outros lugares, mas achei aqui. Será que tem pra adulto??? rs

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A festa foi maravilhosa! Quem precisar de dica de heróis fantasiados me pede que eu dou! Os meninos amaram! Foi demais!!!

Os amigos da roça

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Taí uma coisa que toda criança de cidade grande deveria ter: um amigo na roça. Fico vendo os meninos brincarem com os amigos rurais e percebo o quanto eles aprendem! Eles fazem coisas que jamais fariam se estivessem somente na companhia dos amigos urbanos.

É o amigo da roça que encoraja a tomar banho de chuva, de rio, de lama ou a não tomar banho nenhum. Ele ensina quando é melhor andar de bota ou descalço, ensina a soltar pipa de verdade, a cortar as mãos fazendo espadas com bambu, a sangrar o pé correndo no chão de terra, a sentir o vento e o cheiro do curral, a não ter nojo de nada,  a não ter medo de insetos, nem de aves, nem de mamíferos (gente ou não!). Mas ele também ensina a ter cuidado com as coisas realmente perigosas, como cobra, aranha e escorpião.

É ele que mostra como passar pela cerca de arame farpado sem se machucar, a montar em pêlo, a subir no galho mais alto e a pular de galho em galho. É o amigo da roça que mostra que dá para descer barrancos correndo, de frente, de bunda, de peito ou rolando, e o melhor, que depois de se estabacar lá embaixo, esfolar mãos, joelhos e até o rosto, é mais gostoso quando se levanta dando risada, daquelas que dão até falta de ar.

Ele prova que o leite não nasce na caixinha e ensina a gostar de comida boa, até porque é a mãe dele que faz a comida gostosa. E é ela também quem deixa tudo, dede que voltem vivos. “Deixa, Kika, tem perigo não. Olha lá, heim, Pedro, cuida dos meninos…”

Não adianta a gente querer mostrar como se faz essas coisas, só o amigo da roça faz com propriedade e inspira confiança.

E por tudo isso e por mais um monte de coisas que toda criança deveria ter um amigo na roça.

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Nas fotos, Antônio (de azul) e Lucas, um dos amigos da roça.

Pé de tomate

Semana passada, o Cadú presenteou os amiguinhos da escola com pezinhos de tomate – obrigada, Cadú! E, claro, aqui pra casa vieram três deles.

Os kits eram uma graça! Cada vasinho veio acompanhado da muda, de um saquinho de terra, um saquinho de pedrinhas brancas e as instruções de como plantar e cultivar os tomates. Tudo numa fofíssima sacolinha branca de papel.

Adorei a ideia, os meninos adoraram a experiência e acho que os tomatinhos estão adorando os cuidados que andam recebendo, já que nosso trio já treinou bastante com feijões no algodão e já já começarão a tirar um troquinho cortando a grama dos vizinhos no maior estilo Namorada de Aluguel.

Vamos ver no que vai dar. Acompanharemos de perto a evolução dos tomates e dos tomateiros!

Hora do planeta

Ontem, às 20:30, fizemos como um mundaréu de gente e apagamos todas as luzes da casa. Não se via nada por aqui. Breu total.

E nós? No vizinho, curtindo o aniversário de 4 anos da Marina. Por lá, as luzes só foram apagadas na hora dos parabéns. Até deu vontade de abraçar a causa, mas quem somos nós para querer apagar as luzes da casa dos outros… ainda mais porque a festa estava ótima, os meninos brincaram horrores, a Marina estava linda, a comida deliciosa e docinhos perfeitos. Parabéns, Marina! 

A Hora do planeta 2013 que nos aguarde.

E vocês, como fizeram? Ficaram no escuro, esqueceram-se do combinado ou foram curtir a hora do planeta na casa do vizinho?

O descanso dos anjos

Antônio e Joaquim dormiam e Oscar lutava bravamente contra o sono, estava a fim de conversar. Falava sobre o F, seu amigo da escola, que queimou a mãozinha na casa dele e “doeu muito”. Falou de F e de todo mundo, do que fez no dia, das músicas que cantou, das atividades, das brincadeiras no parque, etc. Conversamos um bocado, uma delícia.

– Chega, filho, está na hora de dormir. Vamos rezar um pouquinho.

Comecei a oração com o sinal da cruz, ele acompanhou, já sabe fazer bonitinho.

– Obrigado, papai do céu pelo dia de hoje…

– Papai do céu, sara logo o dodói do F porque ele é meu amigão! – Oscarzinho estava mesmo preocupado com o amigo e soube certinho a quem recorrer, em quem confiar.

Preciso dizer que fui dormir completamente emocionada?

No dia seguinte, mandei um recado na agenda dizendo que Oscarzinho estava rezando pela recuperação da mãozinha do amigo. Mãe, pai e  irmã de F agradeceram e mandaram o bilhetinho pra gente (foto).

No dia seguinte, F caiu na escola e se machucou de novo…

– Puxa! – comentei com Oscarzinho – Será que o anjinho da guarda dele estava dormindo?

– Não, mãe. O anjinho da guarda estava só descansando, ele fica cansado porque a gente faz muita bagunça!

Alguém aí discorda da esperteza desse meu anjo? E o que dizer da amizade que cresce entre os nossos anjinhos aqui na terra?

Rapunzel do Alasca

Brincávamos felizes no gramado do parquinho do condomínio, eu, Caco e os três.

Eis que no alto da torre de eucaliptos, daquela de onde sai o escorregador, aparece uma menininha linda, cabelos loiros soltos ao vento, olhinhos absurdamente azuis, sorriso doce, encantadora. Era Mariana, 5 anos, nossa vizinha.

Chamei os meninos.

– Gente, olha a Rapunzel! Quem vai salvar a Rapunzel?

Os três vieram correndo, mas vi tudo em câmera lenta. Boquiabertos com a beleza feminina em meio aos raios de sol, flores, passarinhos e borboletas voando ficaram alguns segundos sem hipnotizados. Tá dando pra ouvir a música? I’ve got sunshine, on a cloudy day… (my girl – the temptations) Juro! A trilha sonora do momento não poderia ser outra. Ficaram tímidos, bobos, totalmente entregues.

Countinuei tentando envolvê-los na brincadeira.

– Rapunzel, jogue seus cabelos!

– Não sou Rapunzel! – A menina gritou.

– Tudo bem. Então, qual princesa você é?

– Sou Mariana! Ma-ri-a-na!

Continuei insistindo.

– Vem meninos! Vamos salvar a princesa Mariana do perigo!

Os meninos já estavam no alto da torre. Um subiu pelo escorregador, o outro foi pela escadinha e já estava no meio da ponte de cordas, e o terceiro subiu pela parede de escalada. Mas ela não se sensibilizou, ficou fazendo cara feia, se fazendo de difícil, esnobando meus tesouros..

– Eu não estou em perigo! Não sou princesa nenhuma! – disse a loirinha enfezada,  jogando torre abaixo qualquer esperança de aproximação.

Fim da música.  Porrr Que saco, menina! Não dá pra fingir? Cadê a imaginação dessas meninas de hoje? Não precisam de príncipes. Se garantem sozinhas? Mulheres modernas… confundem independência emocional com felicidade… Já nessa idade? TPM certamente não é.

Paciência.

– Vem meninos, vamos jogar bola – Caco salvou o trio do cubo de gelo, lindo, mas gelado.

E eu fiquei ali, parada, sem graça, frustrada.

Ah, essa Mariana! Ela que reze para não ser minha nora!

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