Três Mosqueteiros

Minha Vida com os Trigêmeos

Arquivo de Barriga da mamãe

Barriga transparente

Souberam do que vem por aí?

BigBrother Barriga!

O que eu acho?

Como tudo na vida, sim e não. Tá bom, mais pra sim do que pra não. E se sim, com cuidado, vários cuidados.

Acho que vou esperar mais um pouquinho pra encomendar o próximo… brincadeirinha!

O Parto

No dia 19 de julho, por volta da meia noite, senti uma pontada na barriga. Uma pontadinha forte que eu nunca tinha sentido antes. Passou um tempinho e senti de novo. Fiquei com medo e falei com o Caco, que prontamente sugeriu que fôssemos até a Santa Casa saber se estava tudo bem com os bebês. Fomos ao hospital e lá fui atendida pelo médico plantonista. A bolsa não estourou, mas eu já estava em trabalho de parto, com 32 semanas de gestação. Imediatamente localizaram o meu médico. Ele estava na fazenda dele, a uma hora da cidade. Fui para um quarto que tinha escrito na porta “pré-parto” e fiquei deitada enquanto o Caco ligava para os meus pais e meus sogros avisando que os meninos iam nascer.

Depois de resolver a papelada da internação, o Caco ficou comigo o tempo todo. E a dor só ia aumentando. Junto com o medo que estava sentindo, a dor foi ficando insuportável.  Fiquei segurando bem forte a mão da minha mãe e ouvindo ela dizer “Pode morder a minha mão se quiser”. Quando o meu médico chegou eu já estava completamente dilatada. Se fosse um único bebê o parto poderia ser normal, e seria rápido e fácil. Mas como eram três, a cesárea foi o mais indicado.

O Caco não quis assistir o parto. Ele estava tão nervoso que ia dar trabalho se entrasse. Quem assistiu o parto foi a minha mãe. Corajosa, ela fotografou tudo e ainda ficou batendo o maior papo com o anestesista e os outros médicos.

Não peguei os meninos no colo logo que nasceram, só os vi no colo da pediatra.  Eles foram direto para a UTI. Mas fiquei atenta aos choros e ouvi os chorinhos de cada um. Oscar, Antônio e Joaquim nasceram às 2:54h, 2:55h e 2:57h do dia 20 de julho.

Fui para o quarto e dormi até a manhã seguinte. Às onze, eu e o Caco fomos conhecer nossos filhos na UTI neo-natal. Graças a Deus, os três nasceram fortes e saudáveis…  e lindos, lógico! J

Tamanho da Barriga

 

6-meses-blog

No quinto mês, ganhei da minha irmã três menininhos de ouro para pendurar na minha correntinha do pescoço. Todo mundo na rua perguntava se eram dois e se surpreendia quando eu dizia que eram três. Além dos bonequinhos no pescoço, o tamanho da barriga denunciava a gravidez múltipla. As pessoas olhavam pra mim e perguntavam “Já está quase nascendo, né?” E eu respondia “Não, ainda estou no sexto mês”. No elevador do prédio era sempre essa conversa. “Nossa, que barriga grande…”.

Enjôos

Enjoei demais no início da gravidez.  Tinha dia que eu vomitava umas oito vezes. Fui duas vezes no hospital tomar soro. Quase não conseguia comer e nos primeiros três meses perdi dois quilos. Só conseguia tomar picolé de limão. O Caco e o meu sogro compravam caixas e caixas e lotavam o freezer.

Não sei se é verdade, mas acho que quem engravida de gêmeos enjoa duas ou três vezes mais. E passou. No quarto mês eu já estava ótima. Não tive desejos e vontade de comer coisas diferentes. Tomava um litro de leite por dia. Nunca gostei de leite puro, só com chocolate. Mas na gravidez tomava muito leite puro, quente frio, de qualquer jeito. Dava vontade, eu tomava.

O que eu mais odiava eram os palpites. Todo mundo tem alguma coisa pra falar sobre alimentação das grávidas. Isso pode, aquilo não pode. Nunca fui de seguir regras e com a alimentação na gravidez foi a mesma coisa. Apenas diminuí a quantidade de doces, massas e frituras, respeitando apenas o meu bom senso.

Porém, não tentem fazer isso em casa. No sexto mês tive uma suspeita de diabete gestacional. Aí sim tive que cortar drasticamente doces e massas. Foi complicado, mas valeu a pena porque consegui controlar a glicose e deu tudo certo.

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