Três Mosqueteiros

Minha Vida com os Trigêmeos

Arquivo para Escola

Formatura

2014 passou, as férias acabaram e nem registrei aqui um momento tão especial…

Eles se formaram no ensino infantil. Agora estão prontos para encarar o fundamental! Estamos muito felizes e orgulhosos do trio que começarão o fundamental já sabendo ler e escrever fluentemente e fazendo contas e resolvendo problemas de matemática como craques! (Só pra lembrar, eles são de julho, por isso são os mais velhos da classe)

A única dorzinha que sentimos foi porque trocaram de escola e não verão os velhos amigos com tanta frequência. Mas foi uma escolha super consciente e eles estão amando a escola nova. Novos desafios!

Então, dá pra imaginar como foi o dia da formatura. Oscarzinho foi o orador da turma (quase explodi de orgulho). Foi tudo muito lindo e emocionante. Até agora não posso me lembrar de Heal de World (Michael Jackson), que as crianças cantaram no final, que dá vontade de chorar pela saudade do tempo gostoso que viveram na escola antiga. E como não se emocionar vendo esse abraço do Antônio e do amigo Samuel?…

Agora, quero ver eles rebolarem na escola de gente grande com aulas puxadas, tarefas intermináveis e muito estudo em casa!

Vamos que vamos, filhos! Mamãe e papai estão aqui para apoiar sempre!

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Festa junina

Por aqui a temporada de Festas juninas começa em maio. Tem bolinho caipira que não acaba mais! Semana passada foi a festa na escola, que estava toda linda enfeitada de bandeirinhas verdes e amarelas por causa da copa.

Dançaram, brincaram, correram e comeram muito (Antônio disse que não gostou do pastel, mas comeu vários!)!

Para fazer em casa

Esse post, apesar de longo, veio apenas para indicar a leitura disso aqui:

How a Radical New Teaching Method Could Unleash a Generation of Geniuses em http://www.wired.com/business/2013/10/free-thinkers/2/ .

E já aviso que o assunto é sério.

Acho que estamos (muitos de nós) fazendo as coisas de um jeito meio errado. Sei que não há receitas prontas, regras e garantias de sucesso. Mas o que esse pessoal diz aí faz muito sentido. Para quem possa interessar, o texto fala de descobertas, novas propostas de ensino e aprendizagem e de como podemos (e devemos!) estimular nossas crianças para aprenderem de maneira mais rápida e duradoura em contraposição aos métodos tradicionais usados hoje em dia.

O texto fala que quando crontrolamos nosso próprio aprendizado aprendemos mais, melhor e em menos tempo. Acho que a proposta é interessante especialmente para pais de múltiplos ou irmãos com idades próximas, que têm a possibilidade de construírem juntos o conhecimento que os seus cérebros permitirem de acordo com a maturação neurológica de cada faixa etária.

A gente sabe bem que as maiores transformações podem ser aquelas feitas em casa, na brincadeira de todo dia, na maneira como a gente ensina, como a gente coloca as questões para as crianças e principalmente na maneira como a gente espera que venham as respostas. Estou achando ótimo poder refletir sobre isso e estou aqui queimando meus neurônios tentando encontrar métodos para aplicar, pelo menos um pouco, essa abordagem  com os meninos.

Então, leiam e pensem sobre o que vocês podem fazer pelo desenvolvimento dos seus pequenos. Que tal tentar deixar as crianças um pouco mais livres (quem me conhece sabe que tenho horror de radicalismos) para dirigerem elas próprias o seu aprendizado?  Eu vou testar aqui em casa.

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Amo de paixão a escola dos meninos e não pretendo tirá-los de lá nunquinha, mas na escola da vida, imagino que meus filhos serão mais criativos e felizes se puderem ser retratados como os alunos mexicanos (foto de cima) e não como eu na foto do Sacre-Couer de Marie (foto de baixo – o que são essas mãozinhas para trás, minha gente?).

Não que regra e disciplina não sejam bons, não é isso que estou falando. Criança precisa de rotina, ordem e organização. Mas não é tão importante assim quando se fala em dirigir seu aprendizado.

É isso que quero para eles, quero que estejam adaptados ao novo mundo, que tenham suas capacidades criativas desenvolvidas em seu potencial máximo, sem (muitas)  direções impostas, tolhimentos, engessamentos e limitações.

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Já falei uma vez aqui que aqui no blog sou a mãe e não a psicóloga, a neurocientista, a professora. O assunto já é bem discutido cientificamente (inclusive, a reportagem fala sobre estudos na área), mas fiz questão de não usar termos das ciências neuro e psicológica para comentar a proposta do texto….

Fofuras para o papai

Pena que a imagem não ficou muito legal, mas vale o registro.

Tarefa da escola, tema: papai!

1) Meu pai é assim. Era só desenhar o papai. Fácil. Ok.

2) Coisas de que o papai gosta
Antônio: “jogar basquete”
Joaquim: “violão”
Oscar:”carro e mamãe” – Mamãe!!! Não é fofo?

3) Coisas de que o papai não gosta
Antônio: “bala”
Joaquim: “bala”
Oscar: “arminha que sai água”

4) Presentes que você daria ao papai
Antônio: “DVD”
Joaquim: “bloquinho do Harry Potter”
Oscar: “estátua do Homem Aranha”

Conclusão:
Papai é esportista, músico, rígido por não permitir balas toda hora nem brincar com água no frio, gosta de carros e DVDs, de vez em quando tem vontade de sumir ou fugir para Hogwarts e é apaixonado pela mamãe.

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Ontem foi aniversário do Caco e, por conta do dia dos pais, os três têm falado bastante do papai na escola essa semana. Apertamos, beijamos e rimos muito com os meninos quando mostraram a tarefa ontem.

Fofos demais! Parabéns, papai!!! Amo muitoooo vocês quatro!

Na mesma sala, sim senhor!

Em comentário recente, a Glaucia me perguntou se os meninos estudam na mesma sala. Não me lembro de ter falado sobre isso, então, adicionei mais uma pergunta ao “perguntas mais frequentes” e vim mostrar como funciona por aqui. Vamos lá.

Sim, os meninos estudam na mesma sala e nunca, nunca mesmo, vi problema nenhum nisso. Pode ser que um dia a gente sinta necessidade de separá-los, mas por enquanto, não, obrigada.

É claro que o fato deles não serem idênticos (são completamente diferentes um do outro!) ajuda muito. Estou sempre de olho, mas… quer saber? Acho meio sem sentido essas regras: não pode vestir igual, não pode estudar na mesma sala, não pode ter as coisas iguais, não pode isso, não pode aquilo. E a explicação para tudo isso é às vezes ainda mais sem nexo: eles precisam desenvolver suas personalidades, saber o que é de cada um, saber quem é quem (? – acreditem, já ouvi isso!), precisam ficar separados para não terem problemas psicológicos depois, blá blá blá.

Sempre ouvi que gêmeos deveriam estudar em salas separadas, mas quanta coisa a gente aprende depois que se torna mãe de múltiplos! Vou tentar resumir meu ponto de vista:

Acho que separar múltiplos na escola pode ser uma boa estratégia (temporária) para remediar algo já presente na relação deles, não para prevenir nada. Explico:

Como a Gláucia disse, a maioria das pessoas acreditam que estudar em salas separadas vai “ajuda-los a cada um achar o seu espaço e ser feliz”. No geral, dizem que isso é necessário para que cada uma das crianças desenvolva sua própria personalidade, que não seja ofuscada ou inibida, ou simplesmente confundida com o irmão. Mas será que isso acontece sempre? E se acontecer, é separando que se resolve?

1)      Essa coisa de “desenvolver sua própria personalidade” deve ser exercitada desde o momento que nascem e em casa. Não vai ser pelo fato de estudarem na mesma sala que terão problemas de insegurança, timidez, ou qualquer outra coisa do tipo. Se isso existe NA RELAÇÃO entre eles, é NA RELAÇÂO entre eles que deve ser trabalhado, e desde cedo, não só no início da vida escolar. Não adianta tirar o tímido de perto do mandão. O correto e eficaz é ensinar o mandão a mandar menos e o tímido a se expressar mais. É no dia a dia, em casa, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê, que devemos intervir e modificar o que deve ser modificado. E se a gente deixa essa responsabilidade para a escola, francamente, aí sim estaremos sendo negligentes.

2)      Se a criança sente necessidade de ser de um jeito na escola e de outro jeito em casa (por exemplo, criança tímida em casa e mais solta na escola PORQUE o irmão não está por perto) aí o negócio vai mal. Se ao invés de trabalharmos e modificarmos essa relação simplesmente separarmos os irmãos – o que é mais cômodo pra todo mundo -, cavamos um enorme abismo entre eles.

É simples. Num tempo em que um espirro de mal jeito pode ser considerado bullying… adianta apenas separar o bulinador do bulinado? Sim, em alguns casos isso se torna necessário, mas se fizermos só isso, provavelmente os dois envolvidos repetirão seus padrões em outras relações… acho que o mesmo acontece ao separarmos irmãos, é o mesmo raciocínio.

3)      Nem todas as escolas oferecem duas, três ou quatro turmas da mesma série. Conheço famílias de múltiplos que têm um filho em cada escola. Isso mesmo, em escolas diferentes!!! Dá pra imaginar a logística envolvida nisso? Acho que isso se justifica quando há fortes razões, como dificuldades no desenvolvimento, por exemplo, e mesmo assim devemos avaliar.

Falando nisso, imagino que alguém já esteja se perguntando “e se houver diferença na velocidade de aprendizagem, no desenvolvimento cognitivo e motor entre os irmãos, o que fazer?” Bom, pessoal, também vivemos, de maneira sutil, isso aqui em casa. E também tenho uma opinião pessoal sobre isso. Aguardem os próximos posts.

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Para pensar:

Algumas “regras” que seguimos hoje foram criadas num tempo e espaço completamente diferentes dos nossos: hoje, as crianças ingressam na escola mais cedo; as escolas estão (pelo menos deveriam estar) preparadas para trabalhar as demandas individuais de cada um, num movimento de inclusão; as crianças passam mais tempo com outras crianças do que com adultos; nem todas as boas escolas oferecem três ou quatro turmas da mesma série; e quanto aquela conversa moderna de que a casa deve ser a continuação da escola e vice-versa?

Quando criança, tive colegas gêmeas idênticas, uma estudava na minha sala e a outra em outra turma. Eu ficava confusa e me sentia mal quando as duas apareciam juntas em festinhas, por exemplo. Eu não sabia quem era quem. Se as duas estudassem comigo o tempo todo certamente eu saberia identificar quem era quem, assim como seus pais e outros irmãos sabiam. E elas? Será que elas gostavam de serem confundidas? Gostavam de aparecer juntas? Será que separar é o melhor caminho para se tornarem diferentes?

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É importante ressaltar que eu disse aí em cima é apenas o meu ponto de vista. É óbvio que o que acontece aqui em casa não é igual ao eu acontece aí na sua, cada caso é um caso e deve receber a devida atenção.

Pipoca, algodão doce e picolé

Dançaram Jambalaya, brincaram muito e se acabaram nas guloseimas. A festa junina na escola foi uma delícia!

Look do dia

Uniforme da escola!!!

E depois de muita praia, sol, calor e pé na areia, eles voltaram a usar o azul marinho de sempre, que agora vem acompanhado da touquinha para esquentar as orelhas.

Não têm curtido muita as mochilas com rodinhas. Desde que as alças quebraram eles adotaram a charmosa, boa e velha mochila nas costas.

Nos pés, tênis, mas como tinham enfiado o pé na lama (literalmente) no dia anterior, hoje foram de crocs (com meia, claro, porque tá frio pra caramba por aqui).

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Antônio foi o modelo desse primeiro, único e último post sobre o look do dia. rsrsrsrs

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