Três Mosqueteiros

Minha Vida com os Trigêmeos

Arquivo de Literatura, Cinema e TV

Rei Leão

Antônio é alucinado pelo Rei Leão. Descreve detalhes e conhece todos os personagens dos filmes. Sabe as falas e sempre arruma um jeito de encaixá-las no dia a dia. As músicas, então, adora!

Na verdade, ele gosta mesmo é do Simba. Mas não do Simba pequenininho e fofinho. Ele gosta do Simba adulto, a quem chama carinhosamente de Leão-papai. E os irmãos que se virem nos outros personagens.

O engraçado é que Joaquim geralmente também assume o papel de Simba. Mas ele é o Simba bebê, que convive magicamente com sua versão adulta, interpretada por Antônio. Uma vez o questionei sobre isso e ele respondeu que não podia ser a Kiara (única filha de Simba) porque a Kiara era menina e ele era menino. Certo! E o Kovu? “Ele não tem papai, mãe…”. O fato é que Joaquim quer ser cuidado por alguém e assim eles dão jeito pra tudo!

Mas essa paixão tem lá seus incovenientes. Antônio-leão anda e corre por aí apoiando as mãos no chão e ruge o tempo todo, independente de onde esteja. Tenho que ficar toda hora cortando o barato do rapaz, “Antônio, agora não”, “Filho, quando chegar em casa você brinca de leão”, ou “Meninos, não é hora nem lugar pra essa brincadeira”.

Nesse verão, tudo onde se pode subir, principalmente as pedras, como aquela perto do lago, logo se transformava na Pedra do Rei. “Cuidado, crianças!”. Sem falar nas lutas com as hienas! Oscar adora ser hiena! Tudo é desculpa para brincar de lutar… Não sei se as pessoas sentem mais dó dos meninos ou de mim, “Deixa eles, isso passa”.

Mas temos que concordar que é lindo ver Leão-papai e leão-filhinho em demonstrações de carinho. E isso é o que não falta por aqui!

E o Voldemort passeia ali por perto

Harry Potter chegou aqui em casa em livros emprestados, as crianças nem eram nascidas. Até que há umas semanas, num Sub Day, me deparei com a coleção completa por um quarto do preço. E como essas promoções duram pouco, muito pouco, e não nos permitem pensar muito, comprei para que os meninos lessem um dia, certa de que estava fazendo o melhor negócio de todos os tempos. Só depois do pedido feito e da transação aprovada parei para pensar. Quase me arrependi, pois me dei conta de que provavelmente quando estiverem lendo coisas desse tipo darão preferência para versões digitais. Bom, agora já foi, paciência. Os sete livros estão aqui aguardando pelo trio.

Naqueles dias, chegaram aqui em casa uns livros enviados pelo Itaú. Ótimos, bem melhores dos que os que banco mandou na primeira leva. Um deles, Chapeuzinho Amarelo, do Chico Buarque é perfeito para a fase que os meninos estão passando – andam com medo do Lobo Mau, dos montros, do robô mau dos Incríveis, etc. Ficaram fãs dessa Chapeuzinho! Leiam o livrinho e verão que a menina só perde o medo do Lobo quando o enfrenta e o transformaem Bolo. Genial!

Ainda com o Potter e o Você-sabe-quem na cabeça, lembrei que certa vez Dumbledore disse “Sempre chame as coisas pelo nome que têm. O medo de um nome aumenta o medo da coisa em si.” Comentei com o Caco sobre a relação entre a menina do Chico e o menino de Hogwarts e ele logo se lembrou da aula de Defesa Contra as Artes das Trevas, onde o Prof Lupin ensina que para destruir o bicho-papão é preciso transformá-lo em algo engraçado. É ou não é a mesma lição aprendida pela Chapeuzinho? Basta concentração! Que Lobo Riddikulus!

Pronto, já não me arrependo mais de ter comprado os livros. Tenho que concordar com uma aluna querida que tentou  – e conseguiu! – me consolar pelo gasto “Professora, foi um ótimo investimento!”. E foi mesmo.

Hoje a menina ensina o trio a lidar com seus medos, daqui a alguns anos, se aperfeiçoarão com as aventuras de Harry… não tem jeito, os medos sempre vão existir, e assim eles vão aprendendo a usar a razão para domar a emoção.

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Outros bons livros para aniquilar os medos são os da série Quem tem medo? (A girafa que tinha medo de altura, A coruja que tinha medo do escuro e O tubarão que tinha medo das profundezas) da Editora Ciranda Cultural – o trio aprovou!

Onde ficavam os livros?

Respondido?

O carrinho, presente da vovó Helena, foi muito útil para guardar livros, mas hoje é utilizado para outros fins.

The Rain Gutter Literacy Revolution

Complementando o post anterior, aí vão algumas dicas para quem se aventurar.

1) Fixamos as prateleiras na altura dos olhos e das mãos das crianças! Nada de ter que pedir para alguém pegar esse ou aquele livro, a idéia é que as crianças olhem, se interessem, peguem e se entreguem à leitura!

2) Procuramos manter as prateleiras sempre organizadas. Os meninos já aprenderam a arrumá-las e após a leitura ou quando tem algum livro jogado já guardam no lugar.

3) Uma vez por semana faço uma limpeza e troco alguns livros. Percebi que deixar livros novos sem avisar de vez em quando faz com que eles estejam sempre atentos às prateleiras procurando por novidades  (pode ter surpresas!).

4) Procuro selecionar os livros que a criançada terá acesso, afinal zelo pelo nosso patrimônio… Livros caros, com aquelas folhas que parecem de seda de tão fininhas e frágeis (acreditem, há livros para crianças assim!) são de acesso restrito. Estes ficam guardados em outro lugar e são degustados somente com a supervisão de um adulto.

5) O local de instalação também é importante. Não tem sentido guardar os livros das crianças num local pouco frequentado por elas. É interessante também que seja próximo ao local da leitura e que o local seja arejado, limpo, iluminado… Se a criança pegar o livro num ambiente e tiver que sentar para ler em outro lugar, vai ficar desmotivada. Além disso, sua capacidade de comparar histórias, articular de idéais e sentir o prazer imediato da leitura serão prejudicados. Por outro lado, a falta de espaço não é motivo para não tentar. Acho que as prateleiras dão certo até mesmo num corredor da ala íntima da casa. Sem falar que fica lindo! Aqui, preferimos deixá-los na sala de brinquedos. Com o passar dos anos, os livros podem migrar para o canto de estudo ou para a biblioteca da casa.

Em breve, outra idéia em construção: a primeira mesa de trabalho do trio! Aguardem…

Rain Gutter Book Shelves

Nos rendemos à The Rain Gutter Literacy Revolution. Para quem não conhece, a idéia defendida é a de que as crianças são ainda mais atraídas pelos livros quando eles são expostos, assim, de frente.

Vale a pena conferir e entender o sentido da coisa. Então, observe as livrarias, clique aqui e entenda. A idéia não é nova, mas é boa! E a causa, melhor ainda! Leia!

A coleção de livros das crianças estava aumentando e já não tinha lugar que acomodasse tudo. Livros espalhados, amassados, esquecidos, desvalorizados, um ou outro eram os xodozinhos, outros ficavam no limbo, por pura falta de organização. Judiação. Não estava dando certo e decidi fazer uma estante para guardá-los. Pensei em deixá-los no escritório, onde ficam os meus e os do Caco, mas desisti. Quase não ficam no quarto deles também, só vão para o quarto para dormir mesmo. Então, a melhor decisão foi a de deixar alguns dos livros dos meninos organizados na sala de brincar.

As calhas de pvc são ótimas, baratas, simples de instalar e ficam bem legais, mas não achei preta e não estava a fim de pintá-las. Então, encomendei essas prateleiras  ao nosso marceneiro. Acredito que seja fácil encontrá-las prontas por aí. É só ter paciência para procurar (hoje em dia são usadas bastante também para apoiar quadros). Quem tiver talento e gostar de coisas mais chamativas pode pintá-las, colar adesivos, etc. Mas, se tiver um marceneiro de confiança ($!), fica perfeito!

Veja aqui alguns modelos de prateleiras (de pvc à mármore!) exibidos na busca por “rain gutter book shelves” no google imagens. Inspire-se! Foi lá que vi que futuramente posso tranferir as prateleiras para as laterais das camas deles para garantir a leitura da molecada antes de dormir.

E aí, se animaram? Então, mãos à obra e boa leitura! 

Na livraria

Ôôôôôbaaaaaaa!!!

De cima pra baixo, Joaquim, Antonio e Oscar.

Me mata de orgulho

No shopping, numa quarta à noitinha, há umas três semanas. Entramos na livraria e fomos até a área de livros infantis. Cada um foi para um lado. Pegaram livros que estavam sobre a mesinha e começaram a degustá-los.

– Olha, mãe, igual ao da teatcher!

– É filho? Então me conta essa história!

E o menino continuou:

– One, two, three, four…

E os meninos continuaram devorando as novidades.

Uns minutos depois, chamei a tropa.

– Vamos, gente, vamos lanchar.

– Ah, mãe, quero ler mais um pouqinho.

– Agora não. Está na hora, vamos embora!

– Ah, mãe, deixa eu ler, só mais um pouquinho!

Uma moça olhava incrédula. Esboçou um “Que fofo!” e eu, blasé, fingi que isso acontecia todo dia. Minha vontade era de ficar ali pra sempre, exibindo minha cria e me gabando do gosto que eles têm pelos livros. Mas estava mesmo na hora e não podia me atrasar.

Oscar saiu da livraria no colo, fazendo bico e dizendo que não estava com fome, que queria ler e ainda tive que escutar isso:

– Mãe, deixa! Eu não conto pra você em inglês, você escolhe outro livro…

Meu Deus! Ele achou que eu não estava gostando!

Ô filho, como a vida é cruel, não?! Quantos desencontros. A mãe não sabe onde enfiar tanto orgulho e você ainda acha que não estava a fazendo feliz…

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Gente, eles têm outras roupas, sim, mas achei essa foto fofíssima. Nesse dia, Oscar chegou da escola pintado de palhaço e quis se vestir de super-homem. Se já estava lindo, imagina depois de ficar fazendo gracinhas…

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