Três Mosqueteiros

Minha Vida com os Trigêmeos

Arquivo de Mamãe e Papai

Nós ou eles

Engraçado como as coisas aparecem pra gente e tudo parece se relacionar com tudo. Explico. Enquanto eu pensava sobre quem deveria registrar a vida dos meninos, nós ou eles mesmos (no post anterior), esbarrei nesse vídeo.

Já contei aqui que quando os meninos nasceram o Caco tatuou o desenho aí de cima (esse dos três mosqueteiros) no braço. Pois é, agora vejam que legal essa ideia de deixar a própria criança tatuar seus desenhos na pele do papai.

Pode falar o que quiser, mas que é emocionante é.

Joa Galã

Não canso de olhar. Fui eu que fiz??? E fica ainda melhor quando escuto “é a cara da mãe…”  Mas a gente sabe que não é assim. Joaquim é uma mistura perfeita do papai e da mamãe.

Vai ou não vai dar trabalho pras meninas esse meu galã-cowboy?

Mais filhos?

Caco me mandou essa por email. Mas, por alguma razão provavelmente muito boba não estou conseguindo inserir vídeos nos posts. Então, aí vai o link de uma propaganda da Coca-Cola argentina resumindo tudo. Vale a pena.

Filip

É simples, é um relógio, um celular e um localizador na mesma pulseira. Vem aqui ou assista o vídeo e veja como isso funciona.

De imediato achei perfeito, o sonho de consumo de toda mãe. Mas agora me pergunto: será que saberemos lidar com isso? Quais as consequências desse controle todo? E a responsabilidade da criança de sempre se preocupar com os pais e avisar onde está, com quem está?… “será que eu posso? ah, qualquer coisa minha mãe me liga, então não preciso nem avisar que estarei na casa do fulano…”, “Ela vê no GPS e descobre onde estou…”.

E quanto aquelas situações que precisam ser vividas para que a bronca aconteça e a criança aprenda com o que foi vivido?… E quanto à privacidade da criança? E quanto ao seu direito a ter segredos? E o seu direito de testar limites? De se acostumar a ser e estar sem os pais o tempo todo? (já falei disso há uns anos aqui e mantenho minha posição). E na hora do jantar: “Não preciso dizer o que fiz, nem onde estive, afinal, já conversamos o dia todo, meus pais já sabem como foi o meu dia.” Enfim, trata-se de um relógio modernoso ou de uma algema? Alguém aprende alguma coisa sendo controlado e vigiado o tempo todo? Ok, tem gente que tem essa necessidade, precisa publicar nos faces da vida aonde está, o que está fazendo, o que está comendo, etc, mas esse comportamento é escolhido. É diferente da criança que ganha o relógio é obrigada a usar, é bem diferente. Quem e como serão os adultos que usaram essa geringonça na infância?

Pensando bem, acho que as crianças saberão como usar essa tecnologia (nem que seja quebrando o aparelhinho ou esquecendo em casa, será?), já os pais (e me incluo nessa) terão que aprender e muito.

Mas que fique claro, apesar de tudo, ainda quero três desses! 😉

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Menos de um mês para o natal. Tô esperando a obra acabar (semana que vem, se Deus quiser!) para arrumar a casa como manda a data. Algumas coisa mudaram do Natal passado para o desse ano: eles mesmos escreveram as cartinhas para o papai Noel e já têm chulé! Ah, e acho que esse é o último ano do papai Noel bizarro de óculos escuros e mudo que vem trazer os presentes… estão espertos demais pra isso. 😦

Little Mystery

Marido mandou, li e adorei a idéia. Daqui

Para fazer em casa

Esse post, apesar de longo, veio apenas para indicar a leitura disso aqui:

How a Radical New Teaching Method Could Unleash a Generation of Geniuses em http://www.wired.com/business/2013/10/free-thinkers/2/ .

E já aviso que o assunto é sério.

Acho que estamos (muitos de nós) fazendo as coisas de um jeito meio errado. Sei que não há receitas prontas, regras e garantias de sucesso. Mas o que esse pessoal diz aí faz muito sentido. Para quem possa interessar, o texto fala de descobertas, novas propostas de ensino e aprendizagem e de como podemos (e devemos!) estimular nossas crianças para aprenderem de maneira mais rápida e duradoura em contraposição aos métodos tradicionais usados hoje em dia.

O texto fala que quando crontrolamos nosso próprio aprendizado aprendemos mais, melhor e em menos tempo. Acho que a proposta é interessante especialmente para pais de múltiplos ou irmãos com idades próximas, que têm a possibilidade de construírem juntos o conhecimento que os seus cérebros permitirem de acordo com a maturação neurológica de cada faixa etária.

A gente sabe bem que as maiores transformações podem ser aquelas feitas em casa, na brincadeira de todo dia, na maneira como a gente ensina, como a gente coloca as questões para as crianças e principalmente na maneira como a gente espera que venham as respostas. Estou achando ótimo poder refletir sobre isso e estou aqui queimando meus neurônios tentando encontrar métodos para aplicar, pelo menos um pouco, essa abordagem  com os meninos.

Então, leiam e pensem sobre o que vocês podem fazer pelo desenvolvimento dos seus pequenos. Que tal tentar deixar as crianças um pouco mais livres (quem me conhece sabe que tenho horror de radicalismos) para dirigerem elas próprias o seu aprendizado?  Eu vou testar aqui em casa.

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Amo de paixão a escola dos meninos e não pretendo tirá-los de lá nunquinha, mas na escola da vida, imagino que meus filhos serão mais criativos e felizes se puderem ser retratados como os alunos mexicanos (foto de cima) e não como eu na foto do Sacre-Couer de Marie (foto de baixo – o que são essas mãozinhas para trás, minha gente?).

Não que regra e disciplina não sejam bons, não é isso que estou falando. Criança precisa de rotina, ordem e organização. Mas não é tão importante assim quando se fala em dirigir seu aprendizado.

É isso que quero para eles, quero que estejam adaptados ao novo mundo, que tenham suas capacidades criativas desenvolvidas em seu potencial máximo, sem (muitas)  direções impostas, tolhimentos, engessamentos e limitações.

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Já falei uma vez aqui que aqui no blog sou a mãe e não a psicóloga, a neurocientista, a professora. O assunto já é bem discutido cientificamente (inclusive, a reportagem fala sobre estudos na área), mas fiz questão de não usar termos das ciências neuro e psicológica para comentar a proposta do texto….

Atônito Antônio

Um post rapidinho só para falar sobre um outro Antônio, não o meu Antônio Mosqueteiro, mas um Antônio atônito com a experiência da paternidade.

Por duas vezes (a última foi nesse domingo) me deparei com algumas reflexões do Antônio Prata, escritor e colunista da Folha, feitas a partir da chegada de sua Olivia. Dentre tantos temas e ideias bacanas que o cara tem, agora ele tem um assunto a mais, uma nova fonte de inspiração, um novo universo se abre para ele e, para a nossa sorte, alguns de seus deleites e angústias estão nas crônicas Diário e Diário da paternidade II (leiam!!!).

Para quem não quiser ir até lá, aí vão alguns trechos. Vejam se não há um pouco de todos nós nessas frases.

“Imagino aquele punzinho se espalhando pela atmosfera e não consigo deixar de pensar que o mundo agora é um lugar melhor. É grave, doutor? (…)
O inventor da babá eletrônica deveria ganhar o Nobel (…) O inventor da babá eletrônica deveria ser guilhotinado. (…)
Como as pessoas fazem para criar filhos e, ao mesmo tempo, trabalhar? Tolstói teve 13 rebentos e “Guerra e Paz” tem 2.536 páginas (aposto que Tolstói não era o encarregado pelo banho na casa dele). (…)
Devo me agarrar ao “calma que passa!” ou ao “aproveita que passa rápido!”?”

Sinto-me vitoriosa e um pouco mais vivida ao perceber que hoje, saboreio, dou risada e me encanto com as angustias e transformações de um pai ou de uma mãe que acabam de nascer. E isso não tem nada a ver com o fato de ter tido mais de um filho de uma vez só. Ser pai e mãe é único, é mágico, é uma coisa muito muito doida! Curtir isso tudo, em suas mínimas ou máximas expressões, de dentro ou de fora, de baixo ou de cima, na alegria ou na dor, de perto ou de longe, não tem preço.

Antônio, bem vindo ao clube! Ops, bem vindo à vida selvagem!

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Vontadinha de começar tudo de novo…

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